<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020</id><updated>2011-04-25T09:12:30.829-03:00</updated><title type='text'>Quantas perguntas?</title><subtitle type='html'>...são necessárias para se chegar a uma resposta?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>124</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-7156938410928077885</id><published>2007-09-16T22:32:00.000-03:00</published><updated>2007-09-16T23:16:55.985-03:00</updated><title type='text'>Só um oi</title><content type='html'>Como quem visita um velho amigo, passei aqui para matar a saudade de escrever por escrever, assim, pela realização do puro despropósito que é tão característico da minha alma. O que dizer? O estranho é que eu deveria ter imaginado que me sentiria assim, como que buscando assunto depois de tanto tempo sem trocar idéias com este interlocutor íntimo que de perto me acompanhou por um longo trecho do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sinto melancólico, circular. Como descrever esse sentimento inverossímil, essa quietude que parece me desfazer em um compasso desritmado de lufadas de vento entrecruzadas? É esse breve movimento que me fez deixar o blog antes – não porque ele desapareceia se eu não escrevesse, mas porque eu não queria escrever, pelo menos não assim. E agora, quando volto para cá e tento deixar apenas uma marca da passagem do tempo, ou pelo menos da passagem do tempo &lt;em&gt;por mim&lt;/em&gt;, me deparo com a continuidade dessa natureza que me habita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta aqui, ocupando o mesmo espaço que há meses atrás, quando pela última vez me deparei com este blog e sua natureza confessional, tenho vontade de terminar essa postagem de uma vez e partir, deixar o blog abandonado por mais dois ou três meses, ou até que eu tenha algo de novo a dizer. O problema - e este parece ser meu grande problema -é que não me falta uma mensagem, mas ela me desgosta. E o que faço? Tento calá-la, tento silenciar a demanda, e assim perco a chance de encontrar outra mensagem, de dar-lhe significado para então substituí-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que óbvio, esse último parágrafo nada tem a dizer àqueles que me desconhecem, e, como todas as idéias que me cortam o pensamento, parece fluir em uma direção de ideossincrasias desnecessárias, pretensiosas. Prolongo então o meu intervalo, em busca de algo para dizer que seja pertinente, de uma voz que fale com a minha, de um sentido que seja coletivo, para então compartilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado, e a razão por que ainda volto, vez por outra, a pairar em meio a devaneios feito este, é que eles são fruto de uma linguagem que não é só minha, é também de outros muitos, e que tu, que seguiu essa leitura até aqui, foi capaz de me entender e, talvez, compartilhar. Me sinto, por fim, como o palhaço sem graça, que ao longo dos seus anos de profissão descobriu que só pode fazer rir ao errar a piada. Desentenda-me, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com carinho, Álvaro Lima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-7156938410928077885?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/7156938410928077885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=7156938410928077885' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/7156938410928077885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/7156938410928077885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/09/s-um-oi.html' title='Só um oi'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-6111988791311938596</id><published>2007-05-31T01:50:00.000-03:00</published><updated>2007-05-31T02:23:24.249-03:00</updated><title type='text'>Fechado para reformas</title><content type='html'>Grêmio 2 x 0 Santos - Tá feliz, Ítalo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora falando sério... Apesar de que não perdi o impulso pela escrita, percebi que me falta constância temática e um pouco de coerência pra manter essa blog funcionando. Contos, crônicas, relatos breves e uma pitada de jornalismo não se misturaram como deveriam, ou pelo menos não como eu gostaria. Só o que falta é me chamarem de eclético. Me declaro culpado das últimas acusações: transformei essa joça em uma espécie de diário, e isso não me serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou dar uma parada para pensar em reformulações - talvez uma parada definitiva. A verdade é que eu queria um confessionário, um local em que eu pudesse ser escutado e compreendido. Queria leitores amigos e atentos, curiosos por decifrar minhas entrelinhas. Mas eu não poderia esperar mais do que oferecia, e andava oferecendo pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: Hasta la vista y me escriban si lo quieran. Se aparecer uma boa idéia, quem sabe eu volto?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-6111988791311938596?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/6111988791311938596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=6111988791311938596' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/6111988791311938596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/6111988791311938596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/05/fechado-para-reformas.html' title='Fechado para reformas'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-1441268242915017025</id><published>2007-05-06T01:27:00.000-03:00</published><updated>2007-05-06T02:35:25.179-03:00</updated><title type='text'>Não sei porque estou escrevendo isso</title><content type='html'>Anoite passada foi de insônia. Não só não preguei os olhos, li a noite inteira (pelo menos duas horas de coisas chatas) achando que assim ia pestanejar e nada! Depois de assistir um filme, consegui dormir exatas 2h47min (extimativa com mínima margem de erro) e fui trabalhar. Agora, perco um tempinho para botar umas idéias pra fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de continuar, um aviso aos meus leitores periódicos (sei que tenho alguns freqüêntes, mas deles não posso pedir mais do que já me dão): leiam o meu post anterior e critiquem. Fazia tempo que não escrevia ficção e e mesmo as mais árduas palavras podem ser produtivas par me dar vontade de fazer mais (e, se não gostarem, de fazer melhor). acho que vou fazer um break nas novas postagens até que tenha recebido comentários naquele contículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu li com uma semana de atraso dois textos de Psicologia Social que foram tema de um debate em sala de aula. Acompanhei mudo, mas curioso. Agora, não só não concordo com o que foi dito, como penso que a única visão crítica que ouvi naquele dia foi da minha colega Rita, que ao oferecer uma leitura diferenciada do material foi posta de volta nos eixos pelas cabeças sempre basculantes da turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto primeiro, sobre identidade, me pareceu até bem instrutivo. Apesar de alguns lapsos de linguagem (meus, talvez) para estruturar o que se entendia por identidade e seus  constituintes, a exposição era bem feita e atingia direto os pontos a que se propunha - que, ao meu ver, eram o "vício" por uma identidade(s) padronizada(s) com que possamos nos estruturar e o medo de sermos destituídos dessa(s) mesma(s) identidade(s). A grande falha para mim, chave para a crítica que quero fazer ao segundo texto em outra ocasião, é que esta análise estava fechada por um cabresto, desprovida de fundamentação histórica (ainda que em nossa própria cultura seja fácil validá-la) e de propósito ou formas práticas de aplicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos os postulados do artigo: 1) Optamos por padrões de identidade para nos adaptarmos à vida em sociedade; 2) A sociedade pós-moderna exige que convivamos em muitos grupos, e isso nos leva à adoção, por vezes, de diversos padrões que intercalamos em uma e outra situação; 3) Existe uma tendência a se apropriar do padrão com tal intensidade que deixamos de desenvolver um perfil próprio e nos contentamos com a cópia; e 4) Quando nos deparamos com situações sociais para as quais o padrão não oferece resposta, somos áflingidos por um medo amplo e irracional, que nos envolve em crises (de pánico, de ansiedade?) nas quais parecem desmoronar até mesmo as nossas funções autônomas (respiração e batimentos cardíacos). [Acréscimo meu: 5) Em casos extremos, não é nem mais necessária uma situação social real para ocasionar tais crises, basta a conscientização ou a fantasia dessa impotência do sujeito.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema da fundamentação histórica consiste em presumir que em sociedades menos complexas o desenvolvimento da identidade não fosse igualmente complexo. Claro, temos menor número de padrões e, mais importante, esses padrões por si próprios não precisam conter tantas respostas qt nossos padrões atuais. Ainda assim, entender a complexidade comportamental enquanto um problema de número de elementos seria simplismo. A lógica apresentada no artigo prova exatamente isso: um padrão de comportamento "viciante" independe do número de respostas que ele te dá; depende da relação entre essas respostas e as situações sociais às quais tu é apresentado. Uma sociedade mais simples condiciona menos comportamentos (em número absoluto), mas apresenta um número relativamente proporcional de situações-problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma suposição, pois não realizei nem tenho conhecimento de nenhum tipo de experimento sobre essa relação. Vale ainda dizer o excesso de estímulos na construção da personalidade, por si só também pode causar problemas. Acredito apenas que eles sejam de outra natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à aplicabilidade: uma identidade "viciante", nos moldes apresentados, é aquela que condiciona comportamentos demais e acarreta riscos devido à sua baixa maleabilidade. Esses riscos e condicionamentos, porém, só podem ser observados comparativamente, ou seja, necessitamos colocar pelo menos dois padrões lado-a-lado.  E que modelo tomar por base? Como escolher de forma justa um padrão de comportamento que seja melhor que os outros? Qualquer decisão realizada nesse sentido será, invariavelmente, antropocentrista e, ainda por cima, irá contra os pilares da psicologia social e da esquizoanálise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta uma única saída, paralela, e que não foi empreendida pela autora, que quase nos tirou do caminho. Uma análise contextual, com os padrões de comportamento sendo revistos à luz das complexidades do mundo no qual tentam se encaixar. Isso é social, isso é esquizoanálise.&lt;br /&gt;(vou dar uma remodelada nesse texto embreve)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-1441268242915017025?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/1441268242915017025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=1441268242915017025' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/1441268242915017025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/1441268242915017025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/05/no-sei-porque-estou-escrevendo-isso.html' title='Não sei porque estou escrevendo isso'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-4430809536776670547</id><published>2007-05-04T15:32:00.000-03:00</published><updated>2007-05-04T15:40:12.147-03:00</updated><title type='text'>psicologia social-dialética (alguém sugere um título)</title><content type='html'>A empresa havia contratado uma psicóloga há pouco mais de dois meses. Cheia de vida nos seus 29 anos, ela não teve dificuldades em se adaptar. Preparou um cronograma para entrevistar os funcionários - o que por si só levaria alguns meses - e começou a fazer entrevistas individuais, reservando sempre uma parcela do seu horário para aqueles que quisessem visitá-la para se&lt;br /&gt;abrirem por conta própria. Foi num desses momentos, geralmente silenciosos e que lhe permitiam compenetrar-se na redação das correspondentes ao dia, que uma batida de leve em sua porta - quase inaudível - veio mudar a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Entra - respondeu a meia voz, incerta de que houvesse alguém querendo falar com ela. O trinco girou veloz e a porta se abriu apenas alguns centímetros, esitante, estancada rente ao muro de idéias que deveria ser transposto para entrar na sala. Mesmo sem saber o que lhe aguardava, ela sentiu uma certa curiosidade por aquele desconhecido. Calou-se e esperou que ele se decidisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Maria Meneses acompanhou o desvelar da sala conforme empurrava a porta: o carpete cor creme desprovido de marcas, as paredes azuis sem janela e com nuvens brancas pintadas para diminuir a desolação, uma pequena estante abarrotada de livros que ele pensou estarem cheios de respostas para as suas perguntas. Teve medo da mesa – que pertencera ao patrão e fora cedida após a compra de outra maior e mais nova –, mas as feições suaves da moça que se lhe&lt;br /&gt;sentava detrás eram simpáticas e convidativas. Ela sorria de leve, feliz de que a procurassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá! - cumprimentou a psicóloga tão logo viu seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde, senhora. Eu tava querendo lhe fazer uma pergunta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro. Quer sentar? - com um gesto largo, ela apontou a pequena cadeira estofada que havia do outro lado da escrivaninha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João deu exatos quatro passos e prostrou-se atrás da cadeira. Apoiou no encosto uma de suas mãos calejadas enquanto coçava o peito em um gesto de óbvio desconforto. Balbuciou apenas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dona...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio que se seguiu foi breve, mas para evitar constrangimentos desnecessários a psicóloga resolveu falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dona não. Pode me chamar de Raquel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele a encarou nos olhos enquanto ela falava, mas voltou a fitar o chão antes de dar continuidade ao diálogo. Como chamá-la era o menor de seus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dona Raquel... Eu queria saber como é que eu faço pra desligar isso daqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o braço direito erguido na altura da cabeça e o dedo em riste, ele golpeou três vezes a própria têmpora. Depois passou a mão pelos cabelos negros e retornou-a à posição inicial, sobre o peito, como a impedir-lhe que o coração saltasse fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi apenas ao ver esse gesto que a psicóloga reparou nas suas feições. A testa marcada e a barba crescida escondiam a idade daquele homem que não deveria ser muito mais velho que ela. Dera-lhe inicialmente uns 45, mas percebeu que não eram os anos que o haviam envelhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras que o empregado proferira, entretanto, não lhe chegaram bem. Tinha dificuldade em compreendê-las e aceitá-las. Afinal, sua profissão servia exatamente para o contrário - ensinar os homens a se apropriarem de sua própria identidade, transformá-los em sujeitos capazes de levar sua própria vida e não serem manusiados como objetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se fosse assim tão fácil - respondeu -, a gente ficaria em falta de pessoas inteligentes. E além disso, tu tem certeza de que assim tu ficaria feliz? Não preferes botar para fora o que está te incomodando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dona Raquel... eu ouvi falar numa tal de lotobomia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso não se faz mais e, de qualquer forma, não tem volta. Tu não ia só parar de pensar, tu ia perder a vontade de fazer qualquer coisa, ia perder todas as chances de ser feliz. É quase como uma morte em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Morte eu não quero não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senta então. Vamos conversar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele puxou a cadeira e se sentou com as mãos sobre os joelhos, pernas fechadas, de forma que a lembrou um pouco uma criança. Ela se levantou sobre seu olhar atento e fechou a porta da sala, voltando para trás da mesa e puxando a cadeira para o lado. Não se aproximou, mas assumiu uma posição em que não havia mais nada a separá-los. Pediu então que ele começasse a falar.&lt;br /&gt;As palavras vieram primeiro sófregas, depois desabaram com o peso das tristesas que retinham - como uma barragem que se deixa vir abaixo ante a pressão da água. Entretanto, não chorou, mantendo a vista mareada sempre fita nos próprios pés. Contou do tamanho diminuto do barraco, dos dois filhos pequenos e do terceiro que morreu antes do parto, da esposa que ajudava como podia e do segundo emprego, à noite, com que tentava sustentar a mãe e os quatro irmãos. Disse que não aguentava, mas que não poderia abandonar nenhum deles. Com a corrida constante, tinha deixado até de freqüentar a igreja e não conseguia mais confiança nesse Deus filho da puta que o botara no mundo. Desenhou o mapa do seu labirinto e mostrou que não tinha saída - não lhe restava tempo para se divertir, para estudar, para mudar de vida; todas as horas do seu dia eram incondicionalmente distribuidas entre obrigações que lhe permitiam se entregar aos que ele amava. E essa amor, que deveria ter bastado, corroia a si mesmo e já não lhe permitia pensar. Sofria por saber que a vida não lhe reservava novas oportunidades de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em silêncio, a psicóloga buscava uma resposta. Sabia o que deveria dizer, sabia que poderia receitar-lhe uma saída, falar que ele carregava em seus ombros um peso demasiado grande, que sua mãe e seus irmãos deveriam deixar assumir a responsabilidade por suas próprias vidas, que ele deveria negar aos seus filhos o gosto de uma infância doce a fim de dar-lhes uma maturidade&lt;br /&gt;saudável. Mas calou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela percebeu então que sua psicologia não se aplicava. A metáfora tornara-se realidade. O empregado pagava pelos crimes de Atlas e Prometeu. Nascido em um mundo que não lhe ofereceria sustento, João se dispôs a carregá-lo nas costas. Cercado por dúvidas de todos os lados, ele ofereceu o seu amor como única certeza. Junto a tantos outros rostos sem nome, cujo arco do sorriso havia sido retesado pela má sorte, ele tornava a vida possível para aqueles&lt;br /&gt;ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel sentiu as faces calentadas por duas lágrimas que desceram, gêmeas, até se fundirem na altura do queixo. Nunca havia se deparado com alguém tão forte. A única resposta em sua mente era pedir-lhe para que amasse menos, para que fosse mais fraco. Sentia que somente a covardia havia de deixá-lo mais feliz. Mas não era uma escolha que podia fazer por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João ainda aguardava uma resposta quando lembrou da hora e de que deveria ir. Teria que&lt;br /&gt;fazer hora-extra para recuperar o tempo gasto naquela sala. Sabia que ela o havia ouvido, e escutava naquele silêncio um eco do seu desespero. Servil como sempre, agradeceu-a e foi até a porta. Não levantou a vista um momento sequer, pois imaginou que ela pudesse ter chorado e não quis constrangê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela conseguiu falar apenas no último instante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu posso te ajudar a ser uma pessoa mais feliz. Só que não posso fazer de ti uma pessoa melhor. E acho que não foi pra isso que tu me procurou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De costas, ele respondeu um rápido "obrigado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Por quê? Tu não tem por que me agradecer. - respondeu Raquel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem se virar, João esboçou um leve sorriso. Mesmo sem saber, ela havia desatado um dos nós da sua sina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agradeço à senhora por acreditar que eu ainda tenho essa escolha...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-4430809536776670547?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/4430809536776670547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=4430809536776670547' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/4430809536776670547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/4430809536776670547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/05/psicologia-social-dialtica-algum-sugere.html' title='psicologia social-dialética (alguém sugere um título)'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-2178570038765352418</id><published>2007-05-03T13:44:00.000-03:00</published><updated>2007-05-03T14:21:45.218-03:00</updated><title type='text'>sonhos estranhos</title><content type='html'>Durante essa semana tive três sonhos estranhos - dois deles terminavam comigo beijando uma garota (meninas diferentes, claro). O engraçado é que os sonhos envolviam peripécias sentimentais, mas que no fim das contas não compensavam. No primeiro, eu me preocupava com a menina número 1, cuja casa estava sendo assaltada, e ia tentar ajudá-la. Mas a casa estava vazia e eu temia pelo pior. Depois ela aparecia e me dizia que estava tudo ok (beijo 1). Já no sonho nº2, eu estava virado num poço de carência. A menina passava o tempo todo fazendo uma cara de quero-mas-não-posso, me abraçava com receio e, por fim, se entregava sem remorsos (beijo 2). Quem se sentia mal era eu, por razões que prefiro deixar obscuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois sonhos tinham um ponto em comum que eu ainda estou tentando explicar: ambas as meninas beijavam mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-2178570038765352418?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/2178570038765352418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=2178570038765352418' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/2178570038765352418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/2178570038765352418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/05/sonhos-estranhos.html' title='sonhos estranhos'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-4100871046296495450</id><published>2007-04-24T13:26:00.000-03:00</published><updated>2007-04-24T13:37:11.550-03:00</updated><title type='text'>Malcolm e as mulheres</title><content type='html'>"Women are just likes forests. Full of mysteries and wolves."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, eu sei que já deveria ter superado a minha fase Malcolm, but's not easy. Bom humor, bons diálogos e algo mais sobre a vida, ainda que nem sempre dê pra pescar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que ir pra aula!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-4100871046296495450?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/4100871046296495450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=4100871046296495450' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/4100871046296495450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/4100871046296495450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/04/malcolm-e-as-mulheres.html' title='Malcolm e as mulheres'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-8201650783465784227</id><published>2007-04-21T17:26:00.000-03:00</published><updated>2007-04-21T17:35:09.873-03:00</updated><title type='text'>To ficando fixado nesse troço</title><content type='html'>Life as Malcolm sees it:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stevie - "Why don't you ask her out?"&lt;br /&gt;Malcolm - "It would never work"&lt;br /&gt;Stevie - "Why?"&lt;br /&gt;Malcolm - "Because it would make me happy, and I'm destined to be the most miserable person in this world."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-8201650783465784227?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/8201650783465784227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=8201650783465784227' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/8201650783465784227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/8201650783465784227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/04/to-ficando-fixado-nesse-troo.html' title='To ficando fixado nesse troço'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-5155562052602350522</id><published>2007-04-21T16:35:00.000-03:00</published><updated>2007-04-21T16:46:04.064-03:00</updated><title type='text'>brotherhood</title><content type='html'>Malcolm - "Dewey, we need you to cry, but it must be the right kind of criyng. Not sopping, more of a weining sound with a penetrating quality"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dewey (around 8 years old, making a serious face) - "Just give me a moment"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-5155562052602350522?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/5155562052602350522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=5155562052602350522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/5155562052602350522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/5155562052602350522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/04/brotherhood.html' title='brotherhood'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-6757155502904488373</id><published>2007-04-20T01:30:00.000-03:00</published><updated>2007-04-20T02:15:22.867-03:00</updated><title type='text'>Jorge Castañeda - Elogio à Democracia</title><content type='html'>Vejamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-ministro das Relações Exteriores do México Jorge Castañeda esteve em Porto Alegre na terça-feira para falar sobre o cenário político e econômico da América Latina. Uma verdadeira defesa da democracia. Sem dúvidas, a sua perspectiva era embasada na visão do seu país, que, por ver o Brasil e o restante da América do Sul com certo distanciamento (mais ideológico do que físico), podia apresentar esquemas de grande simplicidade e com validade plausível, ainda que não comprovável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte de sua apresentação foi uma aula de história, superficial, sobre a conquista da liberdade dos países da América Latina e da liberdade política tardia, marcada por experiências democráticas falhas e pontuada por ditaduras dispersas no meio do caminho. Os governos atuais, seguindo essa trajtórias, são carregados de defeitos institucionais (em grande parte por copiar modelos norte-americanos e europeus que não se aplicam aqui), que se somam a defeitos de aplicação (corrupção, burocracia etc) para resultar num mau funcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar desses defeitos, Castañeda comemora os últimos anos de democracia pós-ditaduras. Para ele, houve uma fixação do papel das urnas em quase todos os países sul e centro-americanos, bem como no México. Elas se consolidaram como meio de solidificação dos governos (ainda que nem sempre sejam igualitárias, as urnas mantiveram o respaldo legal, com resultados consideravelmente apoiados pelos perdedores) e isso dificulta bastante o retorno de um regime totalitarista. Para ele, não se trata de querer ou não a democracia que temos agora; ela pode melhorar, mas é importante não trocá-la por um regime pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, como ele ressaltou a democracia não é a melhor ferramenta para resolver os problemas de um país. "Ela não serve para resolver problemas, mas para que os cidadãos optem entre diferentes soluções", postulou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os defeitos do regime atual estariam a lentidão do crescimento econômico e a falta de Justiça em um Estado de direito, bem como a manutenção dos níveis de desigualdade social (aspectos que se estenderiam a toda a América Latina). Entretanto, motivados por esses três fatores, quase todos os países do grupo começaram a optar por governos de esquerda a partir do fim da década e 90 e início do novo milênio. Esse reflexo da "inquietante desigualdade social" é conseqüência direta do número de insatisfeitos com os governos anteriores, que para se manterem terão de agradar um número cada vez maior de sujeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as esquerdas que tem assumido o poder, Castañeda fez ainda uma distinção: a velha esquerda, baseada nos moldes da União Soviética (desaparecida), China (vendida) e Cuba (para quem ninguém mais dá ouvidos), desapareceu por completo. Sobram dois ramos novos. A Nova Esquerda (reformada) de um lado, da qual faria parte o grupo de Lula e Tabaré Vazquéz (Uruguai), antigos ativistas de esquerda reformados pela idade e sabedoria (?). E a Esquerda Popuista, de Chávez e Kirchner, que descenderia mais do populismo do que de uma esquerda qualquer (filhos do Getúlio, quiça?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova Esquerda: evoluiram das falhas dos regimes antigos e não cantam suas vitórias (talvez em época de eleição); Esquerdas Populistas: não dão a mínima para os antigos regimes de esquerda (no máximo acham eles "legais") e cantam vitórias que seguido não são suas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-6757155502904488373?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/6757155502904488373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=6757155502904488373' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/6757155502904488373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/6757155502904488373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/04/jorge-castaeda-elogio-democracia.html' title='Jorge Castañeda - Elogio à Democracia'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-6250223842226818876</id><published>2007-04-20T00:53:00.000-03:00</published><updated>2007-04-20T01:30:14.879-03:00</updated><title type='text'>jornada</title><content type='html'>Nem sei por quê, estava a caminho de casa quando pensei na palavra "quest", que em inglês quer dizer busca, jornada. Sempre tive problemas em lidar coma  tradução dela, pois os sinônimos são um pouco distorcidos. No original, quest tem um significado mais grandioso, de uma busca por algo importante, como na "busca pelo Santo Gral", ou "jornada para a glória". Minha tradução não está perfeita, mas esso não é o ponto; o que me surpreendeu foi a facilidade que tive para aceitar o termo em um conceito mais amplo, adaptando tanto os termos "jornada" e "busca" para satisfazer a minha vontade de significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, se tu teve paciência de ler até aqui (e sei que não disse nada no último parágrafo), então vou oferecer alguma informação concisa. Passei a semana fazendo uma auto-lavagem-cerebral, programação neurolinguística ou seja lá qual for o nome disso. Depois que o sr. Bercht reclamou do meu blog ("se ficar pior afunda"), decidi esperar e não postar nada até ter algo de positivo. Deixei a tempestade passar enquanto ouvia Gary Jules e Elliott Smith, Suzanne Vega, Emiliana Torrini e Aimee Mann. E um pouco de Seu Jorge. Eles não são exatamente os cantores mais pilhados da praça, mas servem pra encher a minha bola - me mostram que o mundo pode ser belo pelo que é, que eu não sou o único a achar as coisas tristes como elas são e que é possível fazer algo a respeito (nem que seja cantar como um louco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade seja dita, estou com saudade de amar. Será que já escrevi isso antes? Meu coração treme com facilidade por coisas bobas e se inclina pelos mais estranhos sinais (que não tem muito de correspondentes). Por sorte fechei todas as entradas antes de iniciar a última rodada de reformas, e ninguém mais se aventurou em meio a essa estruturas podres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jornada, bem... Ela já começou, não? Não há nada para fazer a respeito. Eu sei que tenho de abandonar algo (provavelmente metafórico: um valor, um mal hábito, um sentimento ruim?) para poder seguir com a minha vida, mas não consigo deixar nada para trás. Não que eu não pudesse viver desse jeito - é só que eu não seria feliz. Por hora, continuo guardando conhecimento feito um louco e vivendo cada dia meio de sopetão, como se me saltasse diante dos olhos por milagre. Quando olho pra dentro de mim em busca de uma resposta, vej apenas uma mensagem breve: "One way ticket to hell. Quick stop on Earth. Have a nice trip."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-6250223842226818876?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/6250223842226818876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=6250223842226818876' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/6250223842226818876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/6250223842226818876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/04/jornada.html' title='jornada'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-2394571688740257332</id><published>2007-04-17T02:09:00.000-03:00</published><updated>2007-04-17T02:31:01.315-03:00</updated><title type='text'>noite</title><content type='html'>Não quero escrever. Fiquei pensando no que deveria fazer desse próximo post e me encontrei sem idéias. Estou com sono, e o único consolo que tenho no computador é não pensar. Não sei até que ponto isso é vantajoso, mas sei que o distanciamento proporcionado por este estado (uma espécie de Ataraxia) pode ser a minha chance de mudar de rumo. As horas passam e e a noite se aproxima do fim - mas meu estado de espírito se conseva imutável (mais chato e sem senso de humor do que nunca).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-2394571688740257332?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/2394571688740257332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=2394571688740257332' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/2394571688740257332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/2394571688740257332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/04/noite.html' title='noite'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-4375882340347257419</id><published>2007-04-13T13:39:00.000-03:00</published><updated>2007-04-13T13:52:31.769-03:00</updated><title type='text'>A loteria da Babilônia</title><content type='html'>Texto de Borges que, se bem me lembro, li faz uns dois anos. Acho até que já fiz um post a respeito, mais no começo do blog. É uma metáfora para a vida, uma utopia e ao mesmo tempo um pesadelo. Mas, não raro, quando fico chocado com as grosserias da realidade ou com a minha própria passividade, penso na relação entre o universo e esse gigantesco sorteio diário, em que os jogadores ganham e perdem incessantemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a única regra que consigo perceber é que aqueles que não jogam não vão a lugar nenhum...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-4375882340347257419?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/4375882340347257419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=4375882340347257419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/4375882340347257419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/4375882340347257419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/04/loteria-da-babilnia.html' title='A loteria da Babilônia'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-7980263617756145095</id><published>2007-04-11T03:49:00.000-03:00</published><updated>2007-04-11T04:20:17.173-03:00</updated><title type='text'>And what if it's th'last?</title><content type='html'>Shall we waste all our chances of happiness?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What if we get to the end of this road and find ourselves alone, surounded only by shrouded shadows and innocuous shapes, emptied of meanings? What if we realize that we have never been understood, and that maybe we were just not able to express our feelings properly, or to find someone able to get us... That while those that we took as friends showed us love and respect, they never touched us deep enough, they never transpassed the boundries of their own indivuality, even less ours.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What if the need of company, laughts and bright lights served only to daze? If the marvels and pleasures and sins of this superficial role-play life would lose their illusory grasp, and we were finnaly faced with the quest that has troubled our nature for ages past? What if we had still a chance of finding something worth it? And we could just accept that there must be no doubt in this search?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Even thought it's not picture perfect, the flickering presentation of hope, misty and half cover by fears, is what we've got to keep going. Shall we give up? Shall we waste our chances of hapiness?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-7980263617756145095?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/7980263617756145095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=7980263617756145095' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/7980263617756145095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/7980263617756145095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/04/and-what-if-its-thlast.html' title='And what if it&apos;s th&apos;last?'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-3018127670987469138</id><published>2007-04-09T18:34:00.000-03:00</published><updated>2007-04-09T19:17:29.640-03:00</updated><title type='text'>Um pouco de veneno em minhas veias</title><content type='html'>Não fui na aula, perdi uma cabine de cinema, não terminei de escrever um trabalho ao qual me propûs, fiquei atrasado nas minhas leituras e assisti horrores de televisão sem ganhar nada. Tem veneno nas minhas veias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que não há nada de errado em ter momentos de distração, e que são raras (talvez inexistentes) as pessoas determinados em tempo integral. Mas fiquei surpreso com esse momento de fraqueza - ou melhor, despropósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova faculdade está sendo proveitosa, mas não constante. Sinto que nem todos os professores me oferecem o mesmo, e que nem todas as leituras lá dentro valem a pena. Mas gosto do que eles estão tentando me ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive um grande momento na sexta-feira passada, em que revivi o prazer de estudar e aprender. O que tem me incomodado desde então é que eu deveria poder despertaqr isso por conta e tenho tremenda dificuldade. Um conhecido, que eu não via a algum tempo, brincou sobre a minha entrada na Psicologia: "Outra faculdade? Tu não acha que já era hora de crescer? "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei irritado e respondi: "Se crescer é parar de estudar, não muito obrigado". A conversa não terminou aí, mas a verdade é que ele tinha razão em um ponto: eu não preciso de faculdade para estudar. Eu preciso somente de um assunto, tempo e determinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sinto mal em relação a tudo isso porque sei que não consigo escolher esse assunto por conta e me dedicar a ele. Talvez me falte conhecimento (pouco provável), talvez me faltem  (ou sobrem) critérios, porém a verdade é que não tenho uma foça motriz capaz de me levar a dar esse passo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou pensar no assunto, mas agora tenho que ir pra Pampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frase do dia:&lt;br /&gt;"Don't worry son. Those are just lies I've told to the doctor to get prescription drugs..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-3018127670987469138?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/3018127670987469138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=3018127670987469138' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/3018127670987469138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/3018127670987469138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/04/um-pouco-de-veneno-em-minhas-veias.html' title='Um pouco de veneno em minhas veias'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-3242264411582227383</id><published>2007-04-07T00:58:00.000-03:00</published><updated>2007-04-07T01:35:55.147-03:00</updated><title type='text'>carinho</title><content type='html'>Chego em casa e te beijo na boca, num movimento rápido e sem paixão. Um beijo condicionado pelo hábito e transformado em rotina com o passar dos anos. Perguntas como foi o meu dia e eu te conto coisas bobas, detalhes e minúcias de uma vida sem importância. Devolvo o favor e acolho tua narrativa sem surpresas. Combinamos um cinema, marcamos um encontro com aquele teu casal de amigos e tentamos encontrar uma hora para fazer algo diferente, mas nenhum de nós parece ter uma boa idéia. Afinal, novidades são raras depois de todo esse tempo juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos banho e nos trocamos em turnos, como que cegos para a nudez um do outro. Sento no vaso de porta aberta, e quando me ouves solta uma risada e pedes para que eu abra a janela depois. Na cama, lemos os dois em silêncio e não percebemos o roçar de coxas que outrora teria lançado ambos em um indescritível desejo mútuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apago a luz de cabeceira e me viro para o teu lado, apenas para te desejar boa noite, mas me perco na contemplação das tuas rugas. A testa fransida, os óculos tortos na ponta do nariz e a boca inexpressiva me assustam. Penso no tempo que se passou e no quatno mudamos desde que nos conhecemos, e tudo isso me assusta. Me assusta porque me dou conta do quanto ainda te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo a mão pela tua nuca num carinho que sequer percebes, e tenho de esperar para que termines uma frase antes de me voltar a face. Espero sorrindo. E então tomo tua boca com uma paixão que dormitava, choro lágrimas de alegria senil e sinto o gosto salgado se misturar aos nossos lábios num desses momentos de felicidade capazes de justificar toda uma existência - e, quem sabe, duas....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-3242264411582227383?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/3242264411582227383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=3242264411582227383' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/3242264411582227383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/3242264411582227383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/04/carinho.html' title='carinho'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-3048175697716157718</id><published>2007-04-07T00:51:00.000-03:00</published><updated>2007-04-07T00:56:30.555-03:00</updated><title type='text'>?</title><content type='html'>Quanto tempo da nossa vida deve ser usado para pensar? Existe um limite para a análise que se pode (ou deve) fazer sobre uma determinada vivência? Existe um limite para a informação que podemos receber e, conseqüentemente, analisar? A partir de que ponto devemos tomar cuidado para não nos perdermos em divagações e a partir de que ponto a falta de reflexão passa a se tornar perigosa? É possível perceber a diferença quando já não somos capazes de compreender e quando siplesmente nos cansamos de perguntar? É possível ser feliz sem se perguntar essas coisas, ou será a própria ignorância quem nos garante um sorriso besta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-3048175697716157718?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/3048175697716157718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=3048175697716157718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/3048175697716157718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/3048175697716157718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/04/blog-post.html' title='?'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-2474516578236414547</id><published>2007-04-03T01:20:00.000-03:00</published><updated>2007-04-03T01:39:53.901-03:00</updated><title type='text'>Anatomia!</title><content type='html'>Prova amanhã de manhã! Se quiserem ler algo interessante, vejam o post anterior!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-2474516578236414547?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/2474516578236414547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=2474516578236414547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/2474516578236414547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/2474516578236414547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/04/anatomia.html' title='Anatomia!'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-3082357782323386994</id><published>2007-03-30T17:46:00.000-03:00</published><updated>2007-03-30T18:11:50.713-03:00</updated><title type='text'>Readers check list!</title><content type='html'>Se eu fosse escrever exclusivamente para mim, manteria um diário, e não um blog. Portanto, agradeceria ao meu leitor anônimo se deixasse um comentário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para estimulá-lo, deixo uma pergunta: qual o seu livro favorito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desapareça, por favor! Não é necessário informar nome, idade, sexo. ou o que seja. Ficaria agradecido com essa pequena informação, e deixo aqui o nome do meu (para quem não sabe):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vermelho e o Negro, de Stendhal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico esperando!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-3082357782323386994?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/3082357782323386994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=3082357782323386994' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/3082357782323386994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/3082357782323386994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/03/readers-check-list.html' title='Readers check list!'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-4116184043555769054</id><published>2007-03-30T15:34:00.000-03:00</published><updated>2007-03-30T17:40:44.209-03:00</updated><title type='text'>What is and what should never be</title><content type='html'>Acho que já usei esse título antes para um post, mas vá lá. A frase do Led é incrivelmente boa, e sempre que eu fico com impressões conflitantes a respeito do mundo, penso nela. Apesar do que pode parecer, não se trata de uma dicotomia. Se trata de complementos. Duas faces de uma moeda em eterno giro, um cara-ou-coroa cujos lados se confundem no movimento dos dedos ágeis de um apostador divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ia escrever ontem sobre a alegria que foi receber ligações e mensagens de amigos ao longo do dia - gente que eu queria encontrar, mas de quem eu andava (ando) afastado em razão das minhas duas vidas. Fiquei muito feliz em saber que as pessoas de quem eu gosto também sentem saudades, e queria escrever para mostrar isso. Fica listado: Claudia, Bruna, Ítalo, Fred, Letícia! Obrigado pela atenção! Fez o meu dia valer a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas outras coisas tb fizeram. Me diverti numa festa com os colegas da Psico (as colegas, verdade, mas tinha dois ou três homens).  Conversei sobre assuntos interessantes e acordei relaxado depois de 6h de sono. E machuquei o pé, feio, mas valeu a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título e a parte contraditória vieram das coisas que eu não fiz e devia ter feito; das coisas que eu fiz e não devia; e das coisas que eu não sei se devia, não fiz, mas continuo tremendamente a fim de fazer. Talvez eu seja julgado por isso um dia (eu mesmo vou me julgar, sem sombra de dúvida), mas cheguei à conclusão de que me sentir bem pode ser mais importante do que estar feliz - no sentido compreensivo de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um sonhador, e nem sempre levo a vida tão a sério qt devia. Mas diante de sentimentos fortes e dos meus valores (eu ainda tenho alguns!), não sei ser leviano. Há forças capazes de mexer com meu ânimo, escolhas que tenho de fazer cautelosamente. Há sonhos que são maiores do que qualquer dor ou alegria diária - e lidar com eles, sejam conquistas ou decepções, é ressignificar a própria vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-4116184043555769054?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/4116184043555769054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=4116184043555769054' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/4116184043555769054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/4116184043555769054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/03/what-is-and-what-should-never-be.html' title='What is and what should never be'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-3962856295111611445</id><published>2007-03-28T00:11:00.000-03:00</published><updated>2007-03-28T01:15:57.297-03:00</updated><title type='text'>Uma menina...</title><content type='html'>Dallas esperava o vôo das 23h para São Paulo quando ouviu seu despertador tocar dentro da mala. Abriu-a às pressas, desligando o relógio apenas para constatar que ele estava desrregulado e marcava 8h. No saguão do aeroporto, um grande marcador analógico marcava 3h. Ao lado, uma lista de saídas e chegadas repetia a intervalos regulares que todos os aviões estavam atrasados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado com a bagagem entre as pernas, entretanto, pouco se importava. Ele estava de olho na menina de cabelos negros. Fingia ler uma edição surrada de 1984, tornando a buscá-la por sobre o livro sempre que virava uma página. Fazia 20 minutos que folheava compulsivamente, e somente quando chegou à contracapa percebeu que ela sorria de leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que tivesse tempo de pensar numa abordagem, viu a menina se levantar e ir em direção ao único café aberto. Sem dar atenção a nada, levantou-se e se posicionou atrás dela na fila. Como para tomar coragem, aspirou o ar com as narinas abertas e mergulhou no mistério do perfume seco que ela exalava. Se tivesse podido vê-la de frente naquele momento, teria percebido que ela sorria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperou até que ela tivesse feito seu pedido – um expresso duplo – e antes que a atendente registrasse acrescentou: "Outro com chantilly". A menina de cabelos negros se virou meio surpresa, e eles se encontraram face a face numa distância constrangedora. Ainda assim, ela sorriu. "Posso lhe oferecer um café?", perguntou Dallas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela fez que sim com um movimento curto do pescoço, sem deixar de fitá-lo. Trocaram alguns comentários, quase lugares-comuns sobre aeroportos e a maldita crise aérea. Falaram sobre São Paulo e sobre 1984, que ele disse ser um bom livro. Ela mencionou que tinha namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pena", acrescentou nosso personagem enquanto parecia perder a vista em um ponto indeterminado do chão. A menina de cabelos negros parou de sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora, o leitor tem a liberdade para imaginar o que se passou dentro da cabeça dela. O narrador continua sem dar ouvidos às perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela o pegou pelo braço e Dallas se virou tão rápido que um arrepio ainda percorria suas costas quando reparou que a menina de cabelos negros tinha voltado a sorrir. "Desculpa, não quis passar uma falsa impressão. Em outra situação, quem sabe..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase ficou no ar, parecendo incompleta em meio aos ruídos do saguão. Antes que algo mais fosse dito, ela estava de costas e se afastava a passos largos. Dallas reconheceu nessa evasão uma mulher interessante, e percebeu então que ela não era tão menina assim. Talvez algo de verdadeiro houvesse pairado entre os dois, e se apenas a situação fosse outra, quem sabe... Se ele tivesse podido vê-la de frente naquele momento, contudo, teria percebido que ela ainda sorria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-3962856295111611445?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/3962856295111611445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=3962856295111611445' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/3962856295111611445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/3962856295111611445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/03/uma-menina.html' title='Uma menina...'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-2106047403717179687</id><published>2007-03-24T14:59:00.000-03:00</published><updated>2007-03-24T15:15:21.196-03:00</updated><title type='text'>sessão descarrego</title><content type='html'>To botando pra fora e não sei nem o que! Achei que quando começassem as minhas aulas ia ficar tão repleto de conteúdos novos que não teria tempo para as divagações habituais. Achei que poderia calar as perguntas velhas ao encher minha boca de perguntas novas. Não deu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que nem as correrias diárias (e sim, tenho corrido horrores para dar conta da facul, das leituras e do trabalho) me livram do "eterno retorno" a esse mundo de lugares-comuns do meu imaginário. Achei que ficaria tentado a escrever sobre algum acontecimento da minha nova rotina, a oferecer sentidos e significações aos que se aventurassem nessas leituras, mas não consigo centrar idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a achar que meu inconsciente é mais forte que eu. Isso deveria ser uma obviedade, mas como desisti faz tempo da coexistência pacífica, concluo agora que, cedo ou tarde, ele vai levar a melhor. E não posso fazer nada. E talvez isso seja para melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata mais do que sei ou do que penso, das pessoas de quem gosto e das companhias que prezo. O problema é o sentimento, que tenho dissociado e deixado disperso já a algum tempo. Em meio à baderna dos meus dias, ele volta, sempre e sempre, para me dizer que todo o resto deveria estar em segundo lugar. Maldita educação cristã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-2106047403717179687?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/2106047403717179687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=2106047403717179687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/2106047403717179687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/2106047403717179687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/03/sesso-descarrego.html' title='sessão descarrego'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-1837153836763748516</id><published>2007-03-23T14:11:00.000-03:00</published><updated>2007-03-23T14:25:58.541-03:00</updated><title type='text'>ok, I actually think it's funny at times...</title><content type='html'>Life is a mess&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Life is unfair&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Life is a joke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But do you see me laughing?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-1837153836763748516?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/1837153836763748516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=1837153836763748516' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/1837153836763748516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/1837153836763748516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/03/ok-i-actually-think-its-funny-at-times.html' title='ok, I actually think it&apos;s funny at times...'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-1228429225200905776</id><published>2007-03-22T01:18:00.000-03:00</published><updated>2007-03-22T01:42:47.080-03:00</updated><title type='text'>Algo de podre no reino da Dinamarca...</title><content type='html'>Estava escrevendo no trabalho antes de voltar para casa - três páginas de reflexões dispersas sobre assuntos extremamente pontuais do meu imaginário. Os pensamentos eram familiares, as perguntas também, e sei que esse post sairia parecido com muitos outros se resolvesse levá-lo até o fim como havia pensado inicialmente. Por sorte, cheguei em casa e, diante do computador, passei a assistir uns episódios de Malcolm in the Middle, que eu baixei pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digo que ver televisão seja melhor do que pensar, não conseguiria acreditar numa besteira dessas. Nesse exato momento, contudo, sentir é a palavra de ordem. Quero sentir algo bom, como um abraço ou um carinho, e sei que se me voltar para dentro de mim em busca de respostas não chegarei nessas duas coisas. Sei ainda que não quero me voltar para o mundo de fora sem um objetivo mais claro. Já reuni em minha rotina atividades suficientes para prencher a minha necessidade de conhecimento e cultura. O pouco tempo que me resta será utilizado de outras maneiras, em busca de algo mais. E quando estiver cansado, como estou agora, vou buscar conforto em mundos que não o meu. Afinal, há algo de podre no reino da Dinamarca, e pior do que sentir o cheiro é saber de onde ele vem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-1228429225200905776?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/1228429225200905776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=1228429225200905776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/1228429225200905776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/1228429225200905776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/03/algo-de-podre-no-reino-da-dinamarca.html' title='Algo de podre no reino da Dinamarca...'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-3053984558347906855</id><published>2007-03-17T13:11:00.000-03:00</published><updated>2007-03-17T13:27:43.886-03:00</updated><title type='text'>beleza quase infantil</title><content type='html'>Ontem passei por uma cena de complexa beleza, e queria apenas registrá-lo. No caminho ao Praia de Belas, onde passei no início da tarde, vi uma gorda que me deixou emocionado (não é para rir, ok?). Ela vestia uma saia longa estilo hippie e uma blusa sem mangas de barriga para fora, apesar dos contratempos de ordem anatômica. O volume de seus seios largos parecia aumentar no contraste entre a pele clara e a cor escura da blusa, e a barriga saliente dava a impressão de que ia transbordar por sobre a barra da saia na ondulação de seus passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela caminhava com uma sacola, provavelmente vazia, em direção ao Zaffari da Fernandes Vieira. Sem razão aparente ou aviso prévio, ela se pôs a correr. Não disparou de vez: deu uma daquelas aceleradas discreta que as pessoas dão quando percebem que estão cinco minutos atrasadas. Tomou velocidade e manteve o ritmo, e a segui com os olhos conforme o trânsito avançava na minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei porque, mas toda a sua assimetria pareceu dissolvida naquele gesto de impulsividade e deu lugar a uma beleza quase infantil. Ela se tornou em um instante a imagem viva da espontaneidade, moldando sua própria forma em uma coreografia honesta, sem truques. Foi um dos momentos altos do meu dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedico esse rápido e pequeno post a todas as gordas que correm. &lt;em&gt;Just do It&lt;/em&gt;. Vocês me fazem feliz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-3053984558347906855?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/3053984558347906855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=3053984558347906855' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/3053984558347906855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/3053984558347906855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/03/beleza-quase-infantil.html' title='beleza quase infantil'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-6793221260517477202</id><published>2007-03-17T12:35:00.000-03:00</published><updated>2007-03-17T13:11:12.563-03:00</updated><title type='text'>Na casa de Heráclito</title><content type='html'>Desde que retornei à faculdade, voltei a sonhar. Não que tivesse parado, mas agora minhas noites estão mais vivas, agitadas. Às vezes sou visitado por rostos amigos e situações realistas, outras tantas me encontro em meio a fantasias desprovidas de razão e revelações misteriosas cujo sentido ainda preciso traduzir. Um desses enigmas, que essa noite me transpassou feito uma flecha e em cujas águas permanesso submerso, é o tema deste pequeno post...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da janela do meu quarto podia ouvir o som de um riacho que transpassava o quintal. Ele corria incessante e, não importa onde estivesse, ouvia-o chamar. O som da água me purificava, como um beijo de mãe endereçado aos meus medos e dúvidas. E eu voltava a procurá-lo entre um sonho e outro, e ele estava lá em todos, sempre lá, a correr por entre as muitas facetas do meu imaginário como o rio da minha própria vida, como a lembrar-me de quem sou e de onde vinha, sem no entanto privar-me do prazer de suas metáforas e de seu poder de mudança, pois como nas palavras de Heráclito vinha a ser todavia outro e o mesmo, e eu também era outro e o mesmo enquanto perscrutava esse rio e nele o reflexo longínquo de minha própria essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Se dona MR ler esse post, vai lembrar nas quilométricas frases de Beatrice :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje respiro apressado e me pergunto onde corre o rio, e como alcançá-lo para mais uma vez admirar seu movimento fluído e enfim mergulhar por completo em suas águas de fria acolhida. Sei que corre ao meu lado, mas ainda não consegui atravessar a janela da minha percepção para nele tornar-me água e então deixar correr a vida com a mesma naturalidade dos que conseguem seguir e sentir e seguir e sentir e seguir mesmo sem saber quem são. Que me entenda quem possa. Vou seguir o som da água...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-6793221260517477202?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/6793221260517477202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=6793221260517477202' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/6793221260517477202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/6793221260517477202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/03/na-casa-de-herclito.html' title='Na casa de Heráclito'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-470029164683376480</id><published>2007-03-07T21:36:00.000-03:00</published><updated>2007-03-07T22:25:58.831-03:00</updated><title type='text'>Eu, que nunca te amei</title><content type='html'>Entrei no bar e sentei no fundo, alheio aos casais e grupos de amigos que ocupavam quase todas as mesas. Ignorei as conversas e as risadas, ignorei os olhares estranhos e fui à mesa de praxe, cumprimentando apenas o garçon, de quem já me considero amigo. Uma vez acomodado, varri o lugar com os olhos para certificar-me de que não havia ninguém de interessante nas outras mesas e deixei-me tomar pelo prazer da acolhida. Cada vez que entro nesse bar (outrora o &lt;em&gt;nosso&lt;/em&gt; bar), é como se adentrasse em casa amiga, recebido pelos braços invisíveis de meus irmãos anônimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era sábado. Pedi uma polar gelada e dois copos, só para disfarçar. Qualquer um que viesse ali uma única vez por semana, depois das 22h, saberia que não esperava ninguém. Desde que nos separamos, prefiro beber sozinho. Afinal, me sentiria mal de levar alguém ali, independente do tempo e da distância que hoje dissolveram o que outrora foi a nossa tórrida relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um gesto besta, e sei que tu não concordaria, mas é mais em respeito a mim do que a ti. Não quero misturar nossas lembranças e minhas aventuras com outras mulheres, não quero deixar que diferentes recuerdos ocupem esse mesmo lugar. Foram 14 meses de uma aventura marcante, e todas as nossas noites ali deixaram marcas mais fundas que as de tuas unhas. Ainda que eu sempre tenha te negado qualquer exclusividade ou garantias, deixo a nossa felicidade fugaz guardada em lugar seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sinal, nunca te agradeci pelo bar... Quando nos separamos, cada um seguindo seu próprio caminho, mudei de academia e passei a fazer as compras mais tarde, por volta das 21h. Achei que estava fazendo minha parte, e me sentia feliz em saber que esses pequenos gestos ajudariam a mover a tua rotina sem minha presença. Mesmo que nunca tenhamos tido nada sério, sei que não teria sido justo da minha parte se te obrigasse a me encontrar todos os dias, ou todas as semanas, nessas casualidades cotidianas que quase parecem destino. E fiquei feliz que tu tenhas me deixado o bar, de quem tanto gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podes imaginar a minha reação, então, ao ver-te no último sábado. Não deixei de notar o teu constrangimento ao cruzar a porta, mas tive dificuldade em assimilar que o fazias mesmo ao risco de encontrar-me ali. Reconheci o homem que te tomava pela mão, um rosto desconhecido e ainda assim marcado pelo convívio freqüente. Ele ia seguro de si, seguro de que te sentarias em sua mesa e provaria da hospitalidade daquele recinto. Tu parecia disposta a correr o risco, claro, mas deve ter sido difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que nunca te amei, senti algo que se rasgava em meu peito e fiquei sem ar. Eu, que nunca te amei, senti algo que oprimia meus olhos de tal maneira que tive de procurar o chão para não cruzar com os teus. Eu, que nunca te amei, me perguntei como podias chegar assim tão perto, se um dia me amaste, e permanecer de pé, bela e sorridente como nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei e paguei a conta (saí às pressas, antes que tivesses tempo de me cumprimentar). Fugi do local da minha felicidade e deixei-o aos teus cuidados. A felicidade, afinal, nunca foi meu forte. Tu, que um dia soube me amar, talvez pudesse amar novamente. Ali, nesse mesmo bar, te entregarias e amarias a outro, ajudada por um certo desapego e uma honestidade sentimental da qual eu, que nunca te amei, sou e serei sempre incapaz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-470029164683376480?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/470029164683376480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=470029164683376480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/470029164683376480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/470029164683376480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/03/eu-que-nunca-te-amei.html' title='Eu, que nunca te amei'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-4507875289529625242</id><published>2007-03-03T14:19:00.000-03:00</published><updated>2007-03-03T14:55:13.207-03:00</updated><title type='text'>O personagem, o protagonista e o narrador</title><content type='html'>O título deveria bastar para uma reflexão simples, mas todos sabem que quanto o assunto é bom vale se estender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou lendo os contos completos de Sérgio Faraco, livro cujo tamanho chega a ser frustante. São 332 páginas, e fico pensando por que ele escreveu tão pouco. É tão bom que não consigo ler rápido, tenho de degustar cada história, por minúsculas que sejam, e acabo carregando o volume único embaixo do braço à espera de 5 minutos, meros 5 minutos, em que minha cabeça esteja pronta para receber mais um golpe de sua pena. De certa forma, a dialética interna de cada leitura me remete ao livro "Frio", de Paulo Betancur, que apesar de posterior traz a mesma marca: as multiplas facetas da sexualidade enquanto perspectivas/sintomas/reflexos dos dramas internos, da complexidade da alma humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de ler "Três segredos". Literariamente falando, uma pequena gema, polida à perfeição. Regionalismos na dose certa, personagens profundos (ainda que não extensivamente explorados), frases pontuais e um elo entre título-conto que serve ao seu fim. Mas eu fiquei pensando no narrador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em quase todos seus contos até agora, o narrador/protagonista é uma figura humana e complexa, devidamente caracterizada, mas sem nome. Sua identidade está propositalmente incompleta, sempre latente, como que para dizer ao leitor que ainda há o que descobrir (algo como: "Não pense que você conhece meu personagem! Leia mais um pouco primeiro e daí tente tirar algumas conlclusões") e que este algo é universal ("Ele não precisa de nome, poderia ser eu ou você").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo este narrador singular parece sempre guiado por um narrador mais amplo (alguém poderia dizer Deus), que direciona o que há para ser dito e as contradições do rumo que a história assume. Sem esse rumo, verdade, não haveria história. Mas isso não basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto da obra, a impressão é que os outros personagens parecem agir feito marionetes, cuidadosamente instruídas para tocar os acordes corretos no coração alheio. Ainda que verossímeis e realistas, ele foram reunidos por um Narrador demasiadamente cauteloso numa plasticidade de simetria incontestável, e isso remete a outra história - a história dentro das histórias, àquilo que, mesmo inconscientemente, o escritor deixou transpassar por sua arte, como uma lágrima acidentalmente vertida sobre as páginas do mais feliz romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que isso me dá arrepios...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-4507875289529625242?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/4507875289529625242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=4507875289529625242' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/4507875289529625242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/4507875289529625242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/03/o-personagem-o-protagonista-e-o.html' title='O personagem, o protagonista e o narrador'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-8340032880198347647</id><published>2007-03-02T10:47:00.000-03:00</published><updated>2007-03-02T11:33:15.460-03:00</updated><title type='text'>1972</title><content type='html'>Ainda estou tentando resolver a piada do "Um punhado de dólares" pra colocar na matéria do Motoqueiro - não quero parecer excessivamente ofensivo com o Cage, mas que ele merece uma surra depois daquele filme, merece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serei levado pelas circunstâncias a mudar de assunto: tenho que escrever sobre o filme 1972 para O Sulito, mi querido periódico. Estou ouvindo Peter Frampton Comes Alive - tentando suprir uma de minhas muitas deficiências culturais em relação à música - e pensando o que há para falar sobre o filme (que parece ter sido especialmente produzido para a Sessão da Tarde e deve chegar às telinhas ainda no ano que vem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"1972" é entretenimento, isso não há dúvida. Mas vou ter de parar por aqui por que faz 30min que to sentado e não sai coisa alguma!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-8340032880198347647?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/8340032880198347647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=8340032880198347647' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/8340032880198347647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/8340032880198347647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/03/1972.html' title='1972'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-1620842183640927287</id><published>2007-03-01T10:05:00.000-03:00</published><updated>2007-03-01T12:41:21.243-03:00</updated><title type='text'>Por um punhado de dólares</title><content type='html'>Não vou falar de Eastwood, de western ou de bang-bang. O título é apenas a lista (extensiva e completa) dos motivos que levaram Nicolas Cage a interpretar Johny Blaze no filme do "Motoqueiro Fantasma".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, fico pensando no que mais há para dizer sobre o filme... continuo pensando... não, nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da máscara da imagem, o filme tem pouco a oferecer. O festival de efeitos especiais não consegue esconder a ausência de feitos, mesmo ordinários, nas realizações de Johny Blaze e do seu alterego demoníaco. As mais radicais acrobacias motociclísticas parecem artificiais, bem como os embates entre criaturas fantásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior problema, entretanto, está na falta de humanidade. A pobreza de diálogos e idéias que cercam o longa cria uma barreira capaz de impedir qualquer empatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras produções baseadas em histórias da Marvel, como as séries X-Men e Homem-Aranha, conquistaram o público ao explorar a profundidade dos super-heróis e vilões. Os dramas pessoais de cada personagem – Peter Parker, Magneto, Jane Grey e Wolverine – ofereceram realismo às histórias, sustentando tramas não necessariamente melhores que a do Motoqueiro (entre ser picado por uma aranha genéticamente modificada e assinar um pacto com o diabo, o segundo parece ridiculamente mais poético e significativo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fãs dos quadrinhos, talvez, consigam passar por cima desses defeitos ao projetar nos atores sua própria visão do Motoqueiro. Para os demais, o filme será divertido somente na medida em que se estiver buscando um entretenimento leve, desapegado. E que o dinheiro do ingresso estiver sobrando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-1620842183640927287?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/1620842183640927287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=1620842183640927287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/1620842183640927287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/1620842183640927287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/03/por-um-punhado-de-dlares.html' title='Por um punhado de dólares'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-4919267241429457179</id><published>2007-02-26T22:24:00.000-03:00</published><updated>2007-02-26T23:23:19.088-03:00</updated><title type='text'>Oscar + Letra e Música + Man of the Year</title><content type='html'>Ontem assisti ao Oscar, hoje acompanhei "Letra e Música" e "Man of The Year". Falar de todos vai ser difícil (até porque não tenho recebido muitos comentários, e isso me faz pensar que os posts estão longos e chatos), mas vou resumir um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Oscar não foi de todo "previsível". As categorias que já estavam ganhas (Ator, Atriz, Diretor) valeram pela cara dos derrotados. O Peter O'Toole era um retrato da mais pura e continuada tristeza, mas talvez tenha sido bom ele não ter ganho (era capaz de ter morrido do coração). Na sua oitava indicação, o inesquecível "Lawrence da Arábia" devia ter trazido no bolso um discurso - "just in case", teria dito caso ganhasse. Imagino as piadas irônicas que escreveu, como todo bom inglês, a expressão de surpresa e (quase) descaso, treinada há mais de três décadas diante do espelho para esta inegável possibilidade. Me pergunto se este se parecia um pouco com os discursos anteriores, que levou dobrados junto ao peito e que lá conservou até o final da cerimônia, para jogar fora quando ninguém estivesse olhando. Me pergunto se fantasio demais sobre tudo isso, ou se de fato as suas indicações lhe renderam um Oscar e três quintos, bem como a Academia resolveu premiá-lo ano passado com uma estatueta honorária. De tudo isso, tenho certeza apenas do nó na garganta, um segundo pomo de Adão que ele ostentou como poucos homens, sem se render a uma lágrima sequer. Nada de "bom" velinho - um velinho e tanto, isso sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prêmios: Dreamgirls mereceu, Babel merecia mais, PM Sunshine mereceu, L do Fauno mereceu, Cartas merecia mais, Os Infiltrados NÃO mereceu, Al Gore mereceu (mas capitalizou demais em cima), A Rainha mereceu, F da esperança merecia ao menos 1. No resto me meto só se quiserem perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Letra e Música" é engraçado (bastante), e romântico se você estiver desesperado a ponto de acreditar no Hugh Grant. Vale pelas risadas e pela forma como os tradicionais clichês do filão foram trabalhados - alguns à perfeição, outros servindo de piada mesmo. Destaque para a metáfora que vale o filme: "Numa música, a melodia é como o sexo, a atração física. As letras são o conteúdo, pelo qual a gente se apaixona".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já "O Homem do Ano" é difícil de classificar de forma simples. Se tivesse três horas de duração, poderia ser a melhor comédia que eu vi desde "Borat" - tá, deixa eu reformular... - e a segunda melhor que eu vi desde muito. As piadas não são todas originais, mas são muito boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O defeito número 1 do longa é que as cenas sérias são realmente sérias. Boas mesmo, boas até demais. A atuação de Laura Linney corta o clima de risada e é preciso um tempinho para achar graça outra vez. Em compensação, deve-se ter em conta que esse defeito deriva de outros dois, bem piores (partindo do pressuposto, claro, que uma boa atuação nunca é responsável por estragar um filme).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro não está à altura da história; não é que ele seja ruim, muito pelo contrário. Mas ele não dá espaço para o desenvolvimento de certos aspectos, e passa tanto a noção de superficialidade quanto de seriedade desnecessária. Sem a contraparte comédia, a posição delicada em que a personagem de Linney se encontra ficaria plenamente exposta, mostrando pequenas lacunas e falta de devidas conclusões. Sem a contraparte séria, o resultado seria um pastelão sem pé nem cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é a impressão de que a história teve de ser drasticamente reduzida por falta de verbas ou por medo de uma duração excessiva. A única outra explicação plausível (que não refuta a primeira, mas lhe é complementar) é uma falha de direção, que exigiu ou permitiu profundidade demais para certos personagens, deixando outros na sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser culpar a edição também é bem vindo, mas acho que o pobre coitado ainda tentou botar ordem na casa, com certo sucesso. Como eu disse, talvez com três horas de filme ele pudesse ter dado um jeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-4919267241429457179?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/4919267241429457179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=4919267241429457179' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/4919267241429457179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/4919267241429457179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/02/oscar-letra-e-msica-man-of-year.html' title='Oscar + Letra e Música + Man of the Year'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-5182093570565902683</id><published>2007-02-26T21:08:00.000-03:00</published><updated>2007-02-26T22:24:15.987-03:00</updated><title type='text'>uma verdade triste</title><content type='html'>Tum...             Tum...            Tum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu ouvido sonda teu seio como um estetoscópio – buscando na tua cadência uma arritmia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tum...             Tum...            Tum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico a procura de algo que seja verdade, que dissipe a ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tum...             Tum...             Tum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há somente o silêncio entre duas batidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tum...             Tum...             Tum...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-5182093570565902683?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/5182093570565902683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=5182093570565902683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/5182093570565902683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/5182093570565902683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/02/uma-verdade-triste.html' title='uma verdade triste'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-7692088217646872930</id><published>2007-02-20T22:05:00.000-02:00</published><updated>2007-02-20T22:28:42.306-02:00</updated><title type='text'>Carnaval?</title><content type='html'>Não fiz nada (ou quase nada) no meu carnaval. Me diverti na noite de sexta, e sábado tomei uma cerveja com meu irmão, mas o que eu quero dizer é que, a não ser pela ausência de pessoas, nem dava pra saber que era carnaval. Os bares estavam vazios, muitos deles inclusive fechados. Sobravam lugares no estacionamento da empresa. Meu número de leitores diminuiu (sim, até na internet tinha menos gente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, entretanto, espero escapar da minha natureza soturna e "pular" carnaval. Se tudo correr de acordo com os planos, saio em uma hora para o Cabaré do Beco com colegas de trabalho. Festa estranha com gente esquisita, nada mais, mas espero rir um pouco e me divertir. Se acordar com sono amanhã, já valeu a pena... No fim das contas, o que importa é viver um pouco, mesmo que eu não esteja no clima nem pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo as reflexões pra depois, bem como as narrativas. Por hora, retórica, retórica, retórica!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-7692088217646872930?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/7692088217646872930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=7692088217646872930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/7692088217646872930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/7692088217646872930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/02/carnaval.html' title='Carnaval?'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-7437167276264047211</id><published>2007-02-19T11:40:00.000-02:00</published><updated>2007-02-19T12:24:45.230-02:00</updated><title type='text'>Labirinto do Fauno</title><content type='html'>Assisti ao filme ontem, com meu irmão e sua namorada, e gostei muito. Fora o fato de que era dirigido pelo Guillermo del Toro e que estava concorrendo ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, não sabia muito mais sobre a produção. Achava que se tratava de uma história para crianças... Esse é, na verdade, um conto de fadas para adultos, uma fabula de duas histórias, em cuja beleza de uma contrasta com a escuridão da outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de entrar na história, um breve comentário sobre o diretor. Faz anos que vi a "Espinha do Diabo". Gostei bastante, principalmente por ser um desses filmes que se destaca do contexto em que foi produzido e por agregar uma agenda totalmente diferente ao gênero ao qual se encaixa. As crianças, o orfanato (ou será conservatório, nem lembro mais...) e o terror como irmão do drama – uma mistura realista, intimista e honesta. É verdade que "Hellboy" não agradou a todos, fãs e aversos de quadrinhos tiveram opiniões diversas e nem sempre favoráveis. Mas supera de longe essas produções que investem num show de efeitos especiais e deixam de lado o fluxo da história (ainda que nesse caso não houvesse tanta história mesmo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elo entre os três filmes é a temática fantástica/fantasiosa e o predomínio do campo da imaginação ("Em 'Hellboy' também???" - é, principalmente em "Hellboy", pois esse é um filme que não se degusta sem muuuuuita imaginação). Na "Espinha...", a imaginação aparece como elemento cimento de uma realidade dissociada. O fantástico preenche as lacunas, pune os criminosos e oferece sentido e salvação aos que o fazem por merecer. "Hellboy" é uma versão mais infantil dessa analogia, pois é uma filme de ação E um filme de super-herói - que mais esperar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Labirinto...", em compensação, consegue manter separadas as trilhas da realidade e da imaginação, ambas correndo em paralelo ao longo do filme inteiro. A viagem de Ofélia pelo mundo do Fauno é uma construção impecável, porém cuja veracidade não nos é oferecido sob nenhuma perspectiva além da dela própria. A atmosfera sombria que compõe o microcosmos da história, em compensação - a luta entre o exército e os rebeldes, a barbárie mal contida do seu padrasto, a fraqueza da mãe ante uma gravidez difícil ,- é imponente, e contextualiza inclusive a fábula da "princesa do submundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ver o filme vai entender que a brutalidade do mundo exterior é de fato chocante (com direito a uma cena que me lembrou o início de "Irreversível", nada, nada agradável...). Essa atmosfera põe em relevância as cenas de beleza da trama fantástica e atenua o terror subjacente à jornada imposta pelo Fauno, mas não prova a existência de magia ou de fadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de um comentário que certamente teria de ouvir da boca de uma certa ex-namorada minha: "Bah, não gostei. Tudo que ela fez foi alucinar o filme todo! Tu não acreditou em nada daquilo, né?". Não sei, não sei. Acho que o trunfo do filme é deixar essa possibilidade alucinógena em aberto, mas criando espaço com seus pequenos mistérios para que Ofélia tenha realmente vivenciado aquele universo de sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que tenha tudo sido falso, como não se encantar com o triunfo da imaginação diante de um mundo assim tão obscuro? O que importa, no fim das contas, é que ela acreditou, que foi atrás desse mundo surreal e nele encontrou sua realização.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-7437167276264047211?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/7437167276264047211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=7437167276264047211' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/7437167276264047211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/7437167276264047211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/02/labirinto-do-fauno.html' title='Labirinto do Fauno'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-2821463670419789680</id><published>2007-02-17T21:56:00.000-02:00</published><updated>2007-02-17T22:08:01.852-02:00</updated><title type='text'>Allegro, ma non troppo</title><content type='html'>J'ai passé la journée a penser sur ma vie, et maintenant que je m'assois devant l'ordinateur pour ecrire, um misterieux envie de m'evanuir prend compte de moi. Quoi faire? Je ne suis pas nait pour surire au hasard, pour dire de mots gentils sans raison. Mais je n'ai pas non plus l'envie de detruire un monde si beaux, avec lequel je m'émerveille en silence. Pour l'instant je me tais, en ecutant a peine, pour chercher le sens de ce rève insansé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-2821463670419789680?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/2821463670419789680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=2821463670419789680' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/2821463670419789680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/2821463670419789680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/02/allegro-ma-non-troppo.html' title='Allegro, ma non troppo'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-4808009208790871964</id><published>2007-02-16T10:14:00.000-02:00</published><updated>2007-02-16T12:35:43.501-02:00</updated><title type='text'>Iwo Jima</title><content type='html'>Chega hoje aos cinemas de Porto Alegre o último dos indicados ao Oscar de Melhor Filme deste ano. "Cartas de Iwo Jima", de Clint Eastwood, concorre a quatro estatuetas, incluindo ainda Melhor Roteiro Original e Melhor Diretor. A produção conta a história dos soldados encarregados de defender a ilha, mostrando o lado japonês de uma batalha decisiva para a vitória norte-americana sobre o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio ao trabalho árduo para defender a posição estratégica de Iwo Jima, os soldados passavam o tempo escrevendo cartas para suas famílias – muitas foram esondidas durante os quase 40 dias de confronto, por não poderem ser entregues. Desenterradas anos depois, as mensagens enviadas pelos homens da ilha abrem as portas para um mundo tocante de intimidades e confissões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que se trata de um filme de guerra: toda a poesia da trama só será aproveitada por quem puder manter os olhos abertos diante dos horrores ali retratados. Os sentimentos dos soldados e suas trajetórias individuais tampouco farão sentido até se entender o seu sofrimento. São os pré-requisitos do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, Eastwood não oferece nada de novo. Seu grande mérito resulta da reconstrução da perspectiva japonesa em um conflito histórico, no qual o inimigo era ninguém menos do que os Estados Unidos. É o fim de seis décadas de maniqueísmo, ou pelo menos um grande passo para se chegar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção foi filmada em conjunto com “A Conquista da Honra”, em que Eastwood narra o lado norte-americano do confronto. As duas histórias seguem linhas diferentes, e existem independentemente uma da outra. Ainda assim, oferecem significados complementares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro longa, que também está em exibição nas salas da capital gaúcha, expõe e critica a postura bélica dos Estados Unidos, bem como a ilusão de glória que o país tenta vender ao lançar os holofotes sobre seus “heróis”. De carne e osso, os soldados apresentados na produção vivem os altos e baixos de sua fama efêmera, questionando os valores que supostamente simbolizam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É em “Cartas...”, no entanto, que os ideais se tornam palpáveis, encarnados nas ações de homens que representam integralmente aquilo em que acreditam. Seja no resmungar constante do descrente Saigo, cujo único pensamento está em conhecer a filha recém-nascida. Seja na estratégia militar proposta pelo intrépido general Kuribayashi, para quem qualquer esforço será válido se consequir ganhar um dia de paz a mais para o Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntos, os dois filmes criam um retrato amplo do homem em seus extremos. Não está em questão o porquê do conflito, e mesmo quem deveria ganhar ou perder a batalha – as engrenagens da guerra são deixadas de fora. Importam apenas os seres humanos, bons ou maus, covardes ou corajosos, presentes em ambos os lados do confronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retrato bem feito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opção pelo idioma japonês, que confere credibilidade à história, trouxe algumas vantagens e desvantagens para a produção. No Globo de Ouro, "Cartas..." concorreu e levou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro, pois a escolha da língua implicava na mudança de categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: vou continuar o texto no jornal para publicação... quem quiser ler mais vai ter que comprar O Sul!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-4808009208790871964?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/4808009208790871964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=4808009208790871964' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/4808009208790871964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/4808009208790871964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/02/iwo-jima.html' title='Iwo Jima'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-426412930692785866</id><published>2007-02-15T11:35:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T12:40:08.227-02:00</updated><title type='text'>Um grande ridículo...</title><content type='html'>Vim correndo para casa me esconder do mundo e deixo aqui o relato da minha desventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de dar aquele que foi (e provavelmente será) o maior fora da minha vida. Não fui recriminado por isso – creio que tampouco serei –, mas me senti o maior dos idiotas nesse quadrante do universo. Apesar disso, encerro aqui toda e qualquer manifestação de auto-piedade. Os fatos são sérios demais para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem morreu o pai da minha chefa. Cheguei no trabalho na hora habitual (30 minutos atrasado). Percebi que ela não estava lá e presumi que tivesse ido almoçar. As minhas páginas estavam sobre a mesa e todos trabalhavam normalmente, mas havia um estranho silêncio pela redação. Um silêncio suspeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando percebi que as coisas sobre a mesa da minha chefa não eram dela (a bolsa ao lado do computador, o casaco sobre a cadeira...) imaginei o que devesse ter acontecido. Seu pai andava mal há algum tempo, e, por mais que ela não falasse muito sobre o assunto, era comum vê-la afundar-se no trabalho com os olhos avermelhados. No dia anterior, como em outros, percebi que havia algo errado e perguntei se ela estava bem. Pergunta idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje era o velório, em Cachoeirinha. Me disseram que era às 10h30. Não sei, posso ter entendido errado. Cheguei às 11h pensando em dar um abraço e ficar para o enterro. O caixão já estava sob a terra, e os coveiros jogavam terra por cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tinha ido a um enterro, e confesso que tinha certo receio. Mas chegar atrasado foi péssimo. Imperdoável. Quase fui embora sem dizer nada, mas esperei alguns minutos para dar meus pésames. Não dei. Dei um abraço, mas não soube o que dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí correndo junto às pessoas que debandavam, por mais que quisesse permanecer um pouco mais, mostrar o respeito com que havia faltado. Não pude por causa da vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho de volta para Porto Alegre, passei por um caminhão que levava a seguinte frase: "Vivendo na ilusão – Saudades do papai". O sol e o vento que batiam no meu rosto pela janela me mostraram que era o contrário. A ilusão é de quem não sente saudades, de quem não chora pelos que se vão. A dor e a perda fazem parte da vida, mas no meu percurso dessa manhã passei bem longe dela. Toquei-a apenas, e fiquei triste por não saber compartilhar a tristeza dos outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-426412930692785866?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/426412930692785866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=426412930692785866' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/426412930692785866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/426412930692785866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/02/um-grande-ridculo.html' title='Um grande ridículo...'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-7605710262809224555</id><published>2007-02-10T00:29:00.000-02:00</published><updated>2007-02-10T00:29:33.890-02:00</updated><title type='text'>Antônia</title><content type='html'>Liguei o meu computador para escever um comentário sobre "Antônia", filme brasileiro que chegou às telas nessa sexta-feira. Preciso entregar amanhã, e escrevo novamente no blog para aproveitar o ânimo. Mas antes deixo um pequeno protesto: talvez pela baixa repercussão, talvez pelo cinema nacional ser fortemente desacreditado pela minha editora, a matéria foi empurrada de sexta pra sábado e de sábado para domingo. Isso não é nada, nada bom mesmo. Especialmente porque agora eu tenho apenas meia página para falar de um filme que está recebendo tratamento de uma produção ruim, mas nessa meia página acho que mal vão caber as qualidades da produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme acompanha as dificuldades de quatro jovens para se manterem unidas e alcançarem o sucesso através da música. Preta, Barbarah, Mayah e Lena têm o talento necessário – vozes invejáveis, originalidade criativa e personalidade –, porém precisam conquistar o seu espaço ao mesmo tempo em que se confrontam com as dificuldades da vida na favela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da premissa batida, que desanima logo de cara aos mais céticos, a produção consegue apresentar uma história agradável, explorando os problemas das protagonistas sem recorrer ao melodrama. Com uma abordagem intimista, utilizando recursos de documentário (câmera livre, ângulos na perspectiva de um observador presente, iluminação natural etc), o longa segue a visão de cada uma delas, privando-se de oferecer uma moral pronta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essência do filme se encontra além do apelo que as atrizes conseguiram atingir entre os espectadores adolescentes. Ainda que todos os elementos para um conto de fadas contemporâneo estejam presentes, falta a superficialidade e a visão fechada que se esperaria de um filme voltado para o público infanto-juvenil. Em uma escolha interessante, a diretora Tata Amaral optou por explorar esses acontecimento através das reações emocionais dos personagens, criando um foco dependente da identificação do espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom de drama da narrativa é centrado na insistência das meninas em cantarem no seu próprio estilo (uma mistura de rap com pop e pitadas de mpb), na luta para se fazerem ouvir e mesmo no esforço pela sobrevivência diária. A prisão de Barbarah, o espancamento de seu irmão, a gravidez de Lena e as demais peripécias da trama compompletam a temática adulta, numa busca que tampouco será concluída com o tradicional "felizes para sempre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de conclusões representa um dos principais defeitos do longa, poie ele sugere lacunas demais. Talvez essas pudessem ser preenchidas pelos quatro episódios de "Antônia" exibidos previamente na TV, ou pelos próximos quatro em fase de produção. Ainda assim, a história perde parte da beleza pelo que deixa em aberto – como se fosse um recorte incompleto da realidade que se dispõe a resumir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas qualidades, porém, fazem de Antônia uma aternativa interessante para as telonas. A ótima atuação de Thaíde como o hilário empresário Marcelo Diamante é um show a parte. Malandro, simpático e (aparentemente) bem intencionado, ele faz as vezes de quinto elemento no quarteto de meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro ponto alto são os diálogos. No todo da película, a comunicação se dá quase sem palavras. Apesar de alguns belos momentos narrativos e do lirismo que se pode encontrar nas músicas, os personagens abrem a boca para dizer apenas o necessário – às vezes menos – e com isso acabam por transferir o diálogo para outra esfera: os pequenos gestos, a naturalidade das interjeições e das repetições, a impossibilidade de dizer o que quer que seja. Graças a este recurso, "Antônia" conta sua história com um realismo simples e natural, capaz de surpreender e fazer pensar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-7605710262809224555?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/7605710262809224555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=7605710262809224555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/7605710262809224555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/7605710262809224555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/02/antnia.html' title='Antônia'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-6655863281501161439</id><published>2007-02-09T23:19:00.000-02:00</published><updated>2007-02-04T22:36:05.167-02:00</updated><title type='text'>Living la vida loca/Dias difíceis</title><content type='html'>Esta é provavelmente a primeira e última menção que farei ao Ricky Martin. Foi involuntário, mas a frase voltou quando eu estava buscando as palavras para explicar minha última semana. Uma semana interessante, cheia de programas culturais - dois teatros, quatro cabines de imprensa, mais três filmes na telinha e dois livros (Neve e Críton). Além disso, deixei meu coração dar algumas voltas, tentando encontrar sentido para o meu jeito de agir - e, mais importante, para o meu jeito de desejar. Não vou entrar nesse mérito diretamente, mas deixo que vocês leiam as linhas e entrelinhas restantes para tirarem suas próprias conclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, estou assistindo uma versão de "Rocky Balboa" em francês, "property of MGM studios". C'est drôle, ça c'est sûre! Mas deixemos isso de lado. Passei a semana correndo para fazer programas legais, me divertindo horrores, porém sempre envolvido pelos rumores dos meus pensamentos. E esses pensamentos desregrados não me permitiram aproveitar por completo, nem me deixam produzir tanto quanto gostaria. Passei mais tempo tentando encontrar uma resposta para conciliar trabalho/estudo/projeto de vida do que tomando ações ou botando pra fora o mar de idéias que está entalado na minha garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de ter escrito uma resenha para cada um desses filmes que vi. Analisado, discutido, explicado. Botado a prova o meu conhecimento e não simplesmente deixado ele mofar nessa minha cachola paralizada pela estupefação estética. Me deixo hipnotizar pelo belo, pela idéia do belo, e assisto a uma distância segura, perdendo a chance de interagir. Sou, em suma, uma dessas pessoas que sente em excesso - e não raro perco a chance de viver por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse não é o momento para lamentações. Na verdade, acho que não vou me dar ao trabalho de lamentações tão cedo. Mas realmente tenho de superar esse medo (e essa é uma palavra que me envergonha, mas que não consegui subtituir por nenhuma outra) de viver a vida a sério. Posso lidar com a complexidade da vida, mas me apavoro ante as suas encruzilhadas. Fico tão receoso com a chance de tomar o caminho errado que não tomo caminho nenhum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-6655863281501161439?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/6655863281501161439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=6655863281501161439' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/6655863281501161439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/6655863281501161439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/02/living-la-vida-locadias-difceis.html' title='Living la vida loca/Dias difíceis'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-117063505895052269</id><published>2007-02-04T22:10:00.000-02:00</published><updated>2007-02-04T22:24:18.963-02:00</updated><title type='text'>visitas malucas</title><content type='html'>Procurem no Google e vcs me acham:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#vizinha trepando 304&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#sthandal [o certo seria stendhal]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#jornal primeira mao maquina retilinea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#tirar cola de jaca da pele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, tem louco pra tudo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-117063505895052269?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/117063505895052269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=117063505895052269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/117063505895052269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/117063505895052269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/02/visitas-malucas.html' title='visitas malucas'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-117063233635561013</id><published>2007-02-04T20:25:00.000-02:00</published><updated>2007-02-04T21:38:56.370-02:00</updated><title type='text'>Para onde</title><content type='html'>Passei o dia inteiro preocupado em botar ordem na cachola. Pensei sobre o curso de psicologia, sobre o meu trabalho e a possível mudança de função. Limpei a piscina, dei uma arrumada no quarto, assisti a Diamante de Sangue. Tudo isso com a cabeça girando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de um mundo de possibilidades, sempre tive dificuldade em escolher. Ter de optar entre os futuros ao meu alcance, entre diferentes profissões, entre churrasco e macarronada. Não que eu não saiba o que eu quero, não é isso... Também não sou incapaz de escolher. Meu problema é que insisto em pensar nas escolhas que não fiz, em tudo aquilo que dispensei ao optar por alguma coisa. Eu não olho para o "meio-copo vazio", eu olho para as garrafas que acabei deixando de comprar. Tamanho o meu medo de perder a &lt;em&gt;possibilidade&lt;/em&gt;, que prefero fugir das escolhas e acabo não oferecendo certezas mesmo quando as tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou agora com 23 anos e olho para o que conquistei. Um diploma, um emprego interessante, de baixa remuneração porém com certas vantagens, uma bagagem cultural invejável, uma vaga numa universidade conceituada e uma gama de conhecimento suficientemente grande para levar a vida sem cair nas suas armadilhas convencionais. Não tenho ainda fama ou sucesso, não adentrei o campo do fantástico ou do incrível. Fiquei no "interessante", beirando ao comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que há duas coisas que me perturbam neste momento. A primeira é que sei do que sou capaz (no bom sentido) e me pergunto em que direção devo concentrar minhas forças para obter o que quero. A segunda é que existe uma razão simples para eu não ter respondido essa pergunta, e essa indecisão precisa acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: porque eu não consegui me decidir sobre que caminho trilhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta para essa pergunta diz muito sobre mim. Sei mais sobre a felicidade – aquilo que ela representa pra mim – do que a maioria das pessoas. Em compensação, durante toda minha vida me acostumei a procurá-la e estudá-la. Com breves exceções, ainda tenho pouca experiência em alcançá-la, em fazer os sacrifícios necessários para torná-la real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei vivenciá-la nas pequenas coisas, e sei que para isso basta um estado de espírito e um olhar diferente (o mundo através dos meus olhos é geralmente bem bonito). Ainda não me tornei insensível às grandes causas, e consigo me preocupar com problemas sociais e políticos (mesmo que não lhes dedique muito tempo, por saber que atualmente não posso fazer muito). Me falta apenas a atitude, a perspectiva consciente de que eu posso e devo continuar lutando. Incessantemente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-117063233635561013?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/117063233635561013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=117063233635561013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/117063233635561013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/117063233635561013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/02/para-onde.html' title='Para onde'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-117046400633594697</id><published>2007-02-02T22:14:00.000-02:00</published><updated>2007-02-04T19:49:15.663-02:00</updated><title type='text'>Um sonho elaborado</title><content type='html'>Fui ao teatro na quinta-feira. Sozinho. Era uma peça que eu queria ver fazia algum tempo, dessas que ficam em cartaz por apenas três dias na programação do Porto Verão Alegre. Recebi o release para o roteiro cultural havia quase um mês e me perguntava se eles teriam conseguido adaptar o texto de maneira interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratava-se de uma peça baseada num livro do Kiefer, "Quem faz Gemer a Terra", e tendo assistido à montagem posso garantir que traduziram de forma bem interessante o protagonista, um decsendente de imigrantes alemães que acaba se juntando aos sem-terra e, numa ocasião infortuita, tira a vida a um policial. O sol forte refletindo na lâmina (Camûs?), a espera por Caronte (Virgílio?), um mundo de referências que me deixou fascinado, como quando se está diante de uma beleza que não podemos terminar de compreender. Honestamente, em mais de um momento me contive para não chorar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei que havia outra peça, uma adaptação de textos do Caio Fernando Abreu, sendo apresentada no mesmo horário, em uma sala próxima àquela em que eu me encontrava. Havia lido os três contos que estavam sendo adaptados, lêra-os apesar do desgosto que me provocaram, pois perenciam à lista de obras favoritas de alguém que eu amei (muito). Por fim, imaginei que ela estivesse lá, assim como eu, cada um diante do seu teatro e de seus atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me esqueci de onde estava, nem do mundo ao meu redor. Apenas me perguntei se valia a pena abandonar a realidade que eu estava vivenciando, em perfeita sintonia com os meus sentidos e expectativas, para arriscar outra em nome de um amor. Será que eu seria mais feliz se me envolvesse com um sentimento maior, ainda que este se sobrepusêsse (ou opusêsse) a todo o restante dos meus prazeres? Acho que não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou pensando em escrevrer sobre a natureza dos meus amores, mas isto foi apenas um prefácio. O assunto é sempre complicado. Como eu amo, como eu gostaria de amar e ser amado... Não são perguntas que me perturbam, mas elas não tem respostas prontas. Quandi eu souber o que escrever, vocês vão ter algo divertido para ler.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-117046400633594697?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/117046400633594697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=117046400633594697' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/117046400633594697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/117046400633594697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/02/um-sonho-elaborado.html' title='Um sonho elaborado'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-117029979440337874</id><published>2007-01-31T21:44:00.000-02:00</published><updated>2007-02-01T01:16:34.420-02:00</updated><title type='text'>O Último Rei da Escócia</title><content type='html'>Ok, ok... dessa vez fiz diferente: escrevi a (curta) matéria em casa e vou publicar na sexta. Boa leitura e não usem isso como desculpa para não comprar o jornal!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma atuação que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Ator na categoria Drama, Forest Whitaker trouxe de volta à vida o carismático e violento ditador Idi Amin – auto-proclamado "O Último Rei da Escócia". Esse personagem real, que na década de 70 chegou ao poder em uma Uganda turbulenta e empobrecida, envolveu o país num dos mais violentos regimes do mundo moderno, responsável pela morte de cerca de 300 mil pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contada na visão do fictício médico escocês Nicholas Garrigan (James McAvoy), a história leva o espectador em uma viagem dupla, pelo universo íntimo e pelo regime criado por Amin. Recém formado, o escocês parte para a África a fim de conhecer o mundo e fugir da vida que lhe esperava junto à família. Uma vez lá, deixa-se envolver pela figura do líder em ascenção e, aceitando a função de médico pessoal, acaba por mergulhar fundo no círculo do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que recheada de emoções fortes, a trama pode desapontar quem procura por uma aventura convencional. Na figura de Garrigan não há herói, não há grandeza e quase não há escolha. A relevância do médico restringe-se a guiar o público através do processo de descoberta de Amin, enquanto ele próprio se entregando à vida que lhe foi reservada e sente na pele o carinho e o desprezo do ditador.&lt;br /&gt;&lt;span style="BACKGROUND-COLOR: #bcd892"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas é a perspectiva estrangeira oferecida pelo personagem que o torna interessante. O olhar do médico ajuda a mostrar o caráter ambíguo do líder em ascenção: a fascinação que mantinha sobre o seu povo, a personalidade extremada – que intercalava um tom ameaçador com demonstrações de afeto quase infantis – e a controvérsia gerada por suas ações na política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas facetas foram pintadas com cores vivas por Whitaker, que além do Globo de Ouro está entre os favoritos para o Oscar. A forma como absorveu os traços da polêmica personalidade de Amin realiza uma façanha, contextualizando não apenas os conflitos internos de um homem, mas as forças que marcaram e dividiram uma sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse, o filme agrada ainda pelos aspectos técnicos. A trilha sonora constrói um ambiente sólido, revelando os sons primitivos de uma África agrária e a mistura de ritmos que tão bem caracteriza a urbanização inspirada nos moldes dos países desenvolvidos. A fotografia, ainda que nem sempre agradável aos olhos, é constante em tons e enquadramentos, criando uma linguagem tanto marcante quanto dinâmica. Só dá pra reclamar que a pipoca não vem incluída...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-117029979440337874?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/117029979440337874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=117029979440337874' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/117029979440337874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/117029979440337874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/o-ltimo-rei-da-esccia.html' title='O Último Rei da Escócia'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-117004191638562444</id><published>2007-01-28T23:47:00.000-02:00</published><updated>2007-01-29T01:38:36.400-02:00</updated><title type='text'>A perda da essência</title><content type='html'>Ouço o farfalhar das folhas e me pergunto de onde vem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me pergunto se é realmente possível um ruído tão íntimo em um mundo tão grande, em um universo de proporções assim desmedidas. Se sou o único a escutá-lo, a me deiar envolver por sua natureza, será que ele existe mesmo? Como esperar que alguém acredite em sua beleza indescritível, se não a tiver experimentado por conta própria? Penso então em um poema que quero escrever, mas não posso – ou pelo menos não devo. Quem haveria de lê-lo, decifrá-lo? Quem haveria de entender que esse poema...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me levanto e vou em direção ao som. A copa das árvores dança elegante por sobre a luz amarelada dos postes, projetando em minha janela um espetáculo de sombras e silhuetas caóticas. Por alguns segundos, deixo de lado todas as perguntas diante da beleza que vem de fora. Deixo de lado todo o resto, inclusive a mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conforto desse estado dormente, esqueço momentaneamente que deve haver um porquê. Esqueço que busco uma resposta, um sentido, e me deixo inundar por palavras que escorrem dos meus dedos feito lágrimas. Justo eu, que quase nunca choro... Leio e vejo que escrevi o poema: claro, limpo, puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento lê-lo em voz alta, deixar que deslize por sobre minha língua para sentir a forma dos seus sons. Paro. Começo de novo e paro outra vez. Aqueles sons travam na minha garganta e emudecem, me queimam por dentro e fazem calar. Não são mais meus dedos que choram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trato de apagá-lo do papel, da memória, e então lembro da pergunta. Lembro que a vida existe feito um enigma ou um labirinto, e que assim deveria existir esse poema. Deixo de lado as soluções e o discurso direto, reescrevo tudo até confundir a mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem seria capaz de comprender a resposta sem conhecer a pergunta? Quem mereceria contemplá-lo sem antes saber de onde vinha? Quem seria capaz de entender que aquele poema era...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço o vento soprar novamente na copa das árvores e volto com o jogo de luz e sombras ao qual estamos acostumados. Escrevo o mistério, renegando o prazer masoquista de compartilhar a solução. Espalho as peças do quebra-cabeça, minto sobre as regras do jogo, escondo as chaves. Ainda assim, torço para que alguém além de mim seja capaz de entender. Mas já não espero nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, quem poderia entender que aquele poema era...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-117004191638562444?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/117004191638562444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=117004191638562444' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/117004191638562444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/117004191638562444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/perda-da-essncia.html' title='A perda da essência'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116960817733163810</id><published>2007-01-24T00:49:00.001-02:00</published><updated>2007-01-24T22:29:11.516-02:00</updated><title type='text'>Pot pourri</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Passei em psicologia! E fiquei super-hiper feliz com isso, me sentindo feito criança! Ainda assim, quase perdi a matrícula, não fosse o aviso de uma amiga em cima da hora (tava no cinema às 22h30min e recebo uma mensagem sugerindo que minha matrícula podia ser no dia seguinte. Às 3h eu olho na internet e confirmo que às 11h tinha de estar no Campus da Saúde munido de xeróx da identidade, CPF e diploma...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Bom, fiz a matrículo, só para constatar que minhas cadeiras são pela tarde (exceto uma pela manhã), mesmo horário que o meu emprego. Que fazer? Me inscrevi em todas e busco uma solução (aceito sugestões como comentários desse post!). Atualmente vejo três: 1) malandragem, que não é garantida; 2) pedir para trocar de setor no jornal, o que certamente é furada; 3) buscar um outro emprego, à noite, o que parece a melhor opção (mas acabaria me afastando do trabalho com cultura, que vinha me dando um prazer inesperado).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Sigo escrevendo para comentar um tópico que gostaria de ter postado nos últimos dias, mas deixei de fazê-lo por ter andado fora da área de serviço: descobri que meu nome não aparece nem sequer na primeira página do Google. Se procuro por "Álvaro Lima", encontro só xarás. Por isso me disponho nesse exato momento a tentar enganar o google com uma manobra traiçoeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Álvaro Lima, Álvaro Lima, Álvaro Lima!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Pronto, mais que isso ia ser sacanagem grossa, e de qualquer jeito não espero ir parar entre os 10 primeiros. Quero apenas resolver um problema: se um velho amigo resolver me procurar no Google para saber onde ando, ou o que faço, agora tem uma chance de me encontrar. Como nenhum outro Álvaro Lima deve ter feito a mesmo coisa (pois imagino que nós não sejamos pessoas assim tão egocêntricas), quem me procurar passa a ter uma chance real de encontrar esse blog.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116960817733163810?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116960817733163810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116960817733163810' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116960817733163810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116960817733163810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/pot-pourri_24.html' title='Pot pourri'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116916194083524741</id><published>2007-01-18T21:04:00.000-02:00</published><updated>2007-01-18T21:12:20.836-02:00</updated><title type='text'>Conhecendo meus leitores</title><content type='html'>Descobri (na verdade, me contaram que eu já tinha) uma ferramenta capaz de fornecer informação detalhadas sobre os meus leitores. Calma, o seu anonimato será preservado! Tudo que posso saber é: com que sistema operacional acessou o blog, a que horas entrou e via qual link (google, outros blogs, etc..). É bem inútil, mas agora que sei duas coisas interessantes: 80% dos meus leitores usa internet explorer, 20% firefox; todos usam Window, mas 10% ainda enfrentam o 95.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, agora sei tenho uma média de 10 visitantes por dia, e posso presumir que teria ainda mais caso resolvesse atualizar regularmente. Vale destacar que, entre esses, 10% acaba redirecionado via google após alguma busca maluca, como, por exemplo, "processo de subida/descida de um submarino". Se vocês buscarem essas palavras todas no Google, sou o 4º resultado. Mas ahhhh!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116916194083524741?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116916194083524741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116916194083524741' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116916194083524741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116916194083524741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/conhecendo-meus-leitores.html' title='Conhecendo meus leitores'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116916144907834313</id><published>2007-01-18T20:37:00.000-02:00</published><updated>2007-01-18T21:04:09.093-02:00</updated><title type='text'>Babel</title><content type='html'>Deus abençoe as cabines de imprensa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti "Babel" em primeira mão, às 10h30min de quarta-feira, e hoje dediquei a maior parte da minha tarde à construção de uma matéria sobre o filme. Queria ter escrito mais, mas me enrrolei um pouco e acabei deixando de fora uma referência aos filmes de narrativa não-linear (o que foi uma coisa boa, pois o comentário poderia ter entregue mais do que o necessário sobre o longa). Aos interessados, leiam amanhã, em O SUL. (Vou descobrir se posso publicar aqui. Se me deixarem eu posto a matéria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, outra coisa que queria dizer sobre o filme e não pude: li em algum lugar que todo bom relato de ficção corresponde a uma analogia à realidade (bem ou mal feita, conforme o caso). Li também - e não me perguntem onde - que, por mais completo que fosse ou se propusesse a ser, esse relato seria sempre um &lt;em&gt;recorte&lt;/em&gt;, incompleto e parcial, pois a narrativa humana está sujeita à noção de perspectiva, que acomete a todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse filme, assim como outras produções do diretor mexicano Iñárritu, trata de mais de uma história girando ao redor de uma trama central. Em suma, mais de uma perspectiva, mais de um recorte, arranjados de maneira a oferecer uma noção compreensiva do todo. Nesse caso, porém, ele foi além. A fragmentação do foco narrativo, editada de maneira lapidar, sobrepõe diferentes histórias inconclusivas de maneira a pruduzir um recorte amplo. O salto de qualidade é similar àquele que distingüe um mapa mundi de um globo terrestre. Vale a pena assistir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116916144907834313?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116916144907834313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116916144907834313' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116916144907834313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116916144907834313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/babel.html' title='Babel'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116891846954834744</id><published>2007-01-16T01:12:00.000-02:00</published><updated>2007-01-16T01:34:29.563-02:00</updated><title type='text'>Pensamento profundo</title><content type='html'>Fui vencido pelo sono e deixo meu joguinho de escritos por aqui. Mas tem um pensamento mais elaborado, um raciocínio interessante que gostaria de compartilhar. Como todas as idéias boas que tenho, fico com a impressão de que não é minha. Talvez não seja. Como o sono me impede de elaborá-la com a mesma clareza com que a entrevi antes, então não irei fundamentá-la. Os argumentos existem aos montes, basta pensar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já deve ter ouvido a expressão "democratização da informação", e provavelmente associada à idéia de internet como meio de acesso livre ao conhecimento. Paralelamente, você já ouviu protestos em relação à pirataria de cds e dvds, os desrespeitos à propriedade privada realizados com downloads ilegais e até às somas absurdas que o comércio mundial perde com esses "crimes". Ainda assim, duvido que nunca tenha segurado um cd pirata em suas mãos, e quem sabe até comprado um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Fazer apologia à pirataria de cds vai contra minha visão política, mesmo contra a minha visão ética. Ainda assim, essa pirataria é a melhor forma de democratização da informação que conheci até hoje. Mesmo que haja um mercado negro vivendo às custas dela, esse mercado não impede o efeito reformista possibilitado pela transferência ilegal de dados, inclusive aquela realizada via mídia física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crime, nessas circunstâncias, torna-se um ato semi heróico, o pirata vira corsário a serviço do povo, um Robin Hood virtual, um revolucionário na mais verdadeira e profunda reforma pela qual o mundo está passando. A reforma da informação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116891846954834744?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116891846954834744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116891846954834744' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116891846954834744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116891846954834744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/pensamento-profundo.html' title='Pensamento profundo'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116891711705949449</id><published>2007-01-16T01:02:00.000-02:00</published><updated>2007-01-16T01:11:57.076-02:00</updated><title type='text'>632 páginas de pura emoção</title><content type='html'>Antes de sair pra buscar a jaca, enquanto meu tio não chegava, jantei um resto de sopa com minha mãe e meu pai na cozinha. Sobre a mesa, uma edição do livro "Redes e Inter-redes", de Douglas E. Comer, traduzido para o português por ninguém menos que o sr. Álvaro Lima. Fazem dois anos que o material foi entregue, e apesar de algumas alterações feitas ao longo dos últimos meses, ele já estava pronto para ser publicado faz um tempinho. Agora, finalmente, sai na versão nacional com com o meu nome na folha de rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um prazer mesquinho, mas um grande prazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116891711705949449?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116891711705949449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116891711705949449' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116891711705949449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116891711705949449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/632-pginas-de-pura-emoo.html' title='632 páginas de pura emoção'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116891650740975406</id><published>2007-01-16T00:34:00.000-02:00</published><updated>2007-01-16T01:01:47.443-02:00</updated><title type='text'>Pé na Jaca</title><content type='html'>Cheguei em casa às 21h. Meu pai, recém regresso do futebol, está falando no telefone com o meu tio Rogério. Ao desligar, me avisa que o meu tio ficou de passar aqui, e que eles iam dar uma volta para roubar jacas. É, roubar jacas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história foi a seguinte. Dois funcionários da firma onde meu tio trabalha, responsáveis pelas entregas, apareceram com duas belas jacas. Meu tio percebeu que ainda conservavam as folhas, e perguntou onde eles às haviam comprado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não compramos. A gente pegou na rua. Tinha umas deeeeeesse tamanho. E amanhã vamos passar lá com uma escada para pegar as grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sabia onde a entrega havia sido feita, e não resistiu. Ligou para o meu pai e pediu umas ferramentas de jardinagem, em específico uma tesoura telescópica, usada para cortar galhos mais afastados com precisão. Passou aqui às 22h15min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos os três juntos atrás do pé de jaca, noite caída, dentro de um fusca em estado terminal. Após chegar na rua e no número indicado, ainda levamos 10 minutos para encontrar a árvore no escuro. Por fim, descobrimos que ela ficava em frente a uma garagem, e que sair escalando incógnitos seria impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu tio perguntou se o garagista se incomodava que pegássemos uma jaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Se conseguir alcançar pode levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora dada a largada. Meu pai e meu tio, em trajes de paisana, rondaram o gigantesco pé de jaca. O apoio mais baixo ficava a quase dois metros de altura, e a jaca que valhia a pena a pelo menos três. Me apressei e tentei a escalada. Meu pai me ofereceu um apoio, meu tiu ajudou com o ombro e, quando me dei conta, estava sentado em um galho a  dois metros e meio de altura, diante de uma jaca de quase dez quilos, em meio ao bairro Chácara das Pedras, Porto Alegre-RS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A operação de retirada ocorreu sem problemas. Algumas pessoas passaram pela rua, o garagista ficou vendo e dando risada. Eu consegui tirar a jaca e descé-la lentamente até as mãos do meu pai. Daí ele me passou o treco para eu tirar uma segunda, um pouco menor e mais alta. Ela caiu três metros e meio em direção ao chão, e sequer ficou rachada. Sucesso duplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sujei, e descobri duas coisas sobre pés de jaca: em primeiro lugar, a casca da árvore provoca alergia, e por causa disso meus braços estão vermelhos e com uma bolhinhas esquisitas... É mole? Em segundo, a seiva é extremamente grudenta. Vira uma espécie de cola depois que seca, e mesmo tomando banho não consegui tirar toda do meu braço. Péssimo. Em compensação, podem ter certeza. Valeu a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116891650740975406?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116891650740975406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116891650740975406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116891650740975406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116891650740975406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/p-na-jaca.html' title='Pé na Jaca'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116891487028941716</id><published>2007-01-16T00:15:00.000-02:00</published><updated>2007-01-16T00:34:30.316-02:00</updated><title type='text'>Uma ligação inesperada</title><content type='html'>Eram 19h e eu estava saindo do trabalho, correndo para conseguir chegar a tempo em um compromisso. Desci às escadas da Pampa em direção ao estacionamento e, chegando ao meu carro, percebi que havia esquecido as chaves na mesa. Respirei fundo e me preparava para ir buscá-las quando o telefone tocou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um número desconhecido, mas até aí nada de mais. Atendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Álvaro? E aí guri! Aqui é a Jô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jô? Tu tá no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, tô de ligando da Espanha. Mas não te preocupa que não é a cobrar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. DDI para o Álvaro, direto da srta. Marins. Papo vai, papo vem, ela me pediu um favor relacionado aos arquivos da Pampa. Fiquei de buscar parte do trabalho dela lá e enviar em PDF via e-mail, para que ela possa se matricular num curso. Finalmente. Já faz um tempinho que ela tá lá e eu sei que ela andava preocupada por não ter conseguido se matricular em nenhum pôs. Agora essa parte do problema tá resolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a Jô ainda enfrenta outros problemas.  Ela foi recentemente expulsa do apratamento onde estava morando. Excesso de festa, segundo minhas fontes. No entanto, ela ficou mauca com o locatário, que foi pessoalmente lá mandar os inquilinos embora. O divertido foi que ela tentou conversar, mas diante da impossibilidade de estabelecer um diálogo, acabou atirando mel na cabeça do cara. Não sei se o pote era de plástico ou vidro, mas sei que ela não perdoou. É, a Jô não perdoa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116891487028941716?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116891487028941716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116891487028941716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116891487028941716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116891487028941716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/uma-ligao-inesperada.html' title='Uma ligação inesperada'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116891366080406835</id><published>2007-01-15T23:58:00.000-02:00</published><updated>2007-01-16T00:14:20.823-02:00</updated><title type='text'>Cabeça-oca (vai hífen???)</title><content type='html'>Combinei que almoçaria com meus pais no shopping Moinhos, pois tinha de trocar um livro do Zorro que ganhei de natal. Não que eu não quisesse ler o livro, mais recente título da Isabel Allende publicado em português, mas é que eu já tinha uma cópia em espanhol, trazida pela minha mãe após uma viagem ao exterior, quase dois anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí tudo bem, né? Ganhei um livro repetido e preciso trocar... O problema é que a pessoa que me deu o segundo volume, pasmem, foi a mesma que me deu o primeiro. Minha sempre atenta mãe, bastião do perfeccionismo e da minúcia, esqueceu por completo que me havia dado outra edição da obra de presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fiquei nem um pouco de cara. Rimos horrores, e ela não acreditava que tivesse feito isso. Mas agora chegou a hora de trocá-lo por outro volume. Corri ao shopping, pois estava atrasado, e chegando lá me dei conta de um detalhe fatídico: esqueci o livro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116891366080406835?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116891366080406835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116891366080406835' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116891366080406835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116891366080406835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/cabea-oca-vai-hfen.html' title='Cabeça-oca (vai hífen???)'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116891268890576972</id><published>2007-01-15T23:32:00.000-02:00</published><updated>2007-01-15T23:58:08.920-02:00</updated><title type='text'>Quantos posts valem meu dia?</title><content type='html'>Estou com sono e resolvi postar alguma coisa antes de ir dormir. Uma coisa só, pois não gosto de ficar sentado aqui tempo demais (dá uma puta sensação de perda de tempo...). No entanto, fiquei pensando: quantos posts rendem meu dia? Se eu realmente tentasse escrever ou descrever o maior número de causos ocorridos ao longo do meu dia, quantos mereceriam menção? Dois, três? Talvez quatro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que a maioria dos meus posts vem semana a semana, e são tremendamente introspectivos, mas isso não quer dizer que eu não tenha o que escrever nos demais dias. É só que eu fico com preguiça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, faço um pequeno experimento. Vou fazer alguns posts seguidos. Quem se der ao trabalho de ler todos, e  estiver interessado em emitir uma opinião, pode dar nota ou então classificá-los como quiser. E, por sinal, esse aqui já conta como o primeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116891268890576972?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116891268890576972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116891268890576972' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116891268890576972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116891268890576972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/quantos-posts-valem-meu-dia.html' title='Quantos posts valem meu dia?'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116886748265982212</id><published>2007-01-15T11:18:00.000-02:00</published><updated>2007-01-15T11:24:42.660-02:00</updated><title type='text'>Dois posts (2)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Ontem à noite fui na formatura da Miriam, hoje pela manhã o meu celular estava com seis chamadas não atendidas da srta. Tatiana Rockenbach, ex-colega de faculdade e amiga nas horas vagas. Levei ela e a Michelle até a festa, mas fui embora antes das duas moças. Ao ver as ligações esta manhã, pensei: "Poxa, será que aconteceu algo com elas?". Mas não. Aconteceu foi que a bolsa da Michelle ficou dentro do meu carro, com chave de casa e tudo, e agora terei de sair para devolvê-la em algum ponto obscuro de Porto Alegre...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não sei nem porque me dei ao trabalho de escrever isso! Se alguém sacou, me explica.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116886748265982212?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116886748265982212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116886748265982212' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116886748265982212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116886748265982212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/dois-posts-2.html' title='Dois posts (2)'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116886675802919413</id><published>2007-01-15T11:01:00.000-02:00</published><updated>2007-01-15T11:12:38.043-02:00</updated><title type='text'>Dois posts (1)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Roubei essa frase de um outro blog, mas não se preocupem. Não pretendo fazer do plágio minha ferramente de trabalho. Quem quiser checar o (estranho) blog original, que eu visito silenciosa e periodicamente, por favor, acessem &lt;a href="http://sonhoslx.blogspot.com"&gt; Ruminações Digitais&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ignorância é uma coisa vil, abjecta, indigna, servil, sujeita a inúmeras e violentíssimas paixões. Destes insuportáveis tiranos que são as paixões - e que ora nos governam alternadamente, ora em conjunto - te libertará a sabedoria, a única liberdade autêntica. Para chegar à sabedoria um só caminho e em linha recta; não há que errar; avança em passo firme e constante. Se queres que tudo te esteja sujeito, sujeita-te tu à razão; dirigirás muitos outros, se a ti dirigir a razão. Ela te dirá o que deves empreender, e de que maneira; assim não serás surpreendido pelos acontecimentos. Tu não podes apontar-me alguém que saiba de que modo começou a querer aquilo que quer. E porquê? Porque o comum das pessoas não é levado pela reflexão, mas arrastada por impulsos. A fortuna cai sobre nós não menos vezes que nós caímos sobre ela. A indignidade não está em «irmos», mas em «sermos levados», em perguntarmos, de súbito, surpreendidos no meio da um turbilhão de acontecimentos: "Mas como é que eu vim parar aqui?"&lt;br /&gt;- Séneca, Cartas a Lucílio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116886675802919413?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116886675802919413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116886675802919413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116886675802919413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116886675802919413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/dois-posts-1.html' title='Dois posts (1)'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116869590057712890</id><published>2007-01-13T11:15:00.000-02:00</published><updated>2007-01-13T11:45:00.596-02:00</updated><title type='text'>vazio</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Eu estava assistindo um episódio de X-Files (roubei a caixa da primeira temporada de uma amiga, ou melhor, de um grande amigo que por sua vez pegou emprestado de uma grande amiga sua) e me deparei com uma pequena epifania. Era o décimo primeiro episódio da série, entitulado Lazarus. Porém a história em si influenciou o resultado final muito menos que o meu estado de espírito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Em um determinado momento, a Scully é sequestrada por um ladrão de bancos que morreu e teve seu espírito transferido para o corpo de um agente do FBI. Traído pela sua companheira, ele está a beira da morte e Mulder busca desesperadamente resgatar sua parceira. Graças a algumas evidências dispersas, eles localizam a região onde a pobre Scully está sendo mantida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;É aí que eles mostram uma externa da casa. Arquitetura tradicional norte-americana, recoberta por tabuões de madeira pintados de branco, porém descascados. Céu cinza em uma manhã de dezembro, uma árvora sem folhas em frente. A rua mesmo está vazia, à exceção de um carro da década de 50/60, estacionado diante do cativeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não pude deixar de ser tocado por essa imagem breve, exibida por dois ou três segundos. Ela era de uma feiura e de uma frieza que a tempo eu evitava encarar de frente. Claro, foi muito mais fácil fazê-lo através da televisão, mas isso não altera o resultado. Apesar da composição fotográfica, esteticamente trabalhada, e de todos os elementos remeterem às transformações que o homem exerce sobre o meio, havia algo de inumano ali. Havia algo intocado, latente em todos os objetos e trazido à luz pelo estado em que se encontravam. Aquela imagem, extraída do mundo real (pois, ainda que fictícia, era cotidiana), falava diretamente a mim ao expressar os nossos limites, as restrições do nosso poder sobre as coisas físicas, nossa fragilidade em relação à existência mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;A deterioração gradual do mundo, explícita naquela cena congelada por quase um minuto na tela da minha televisão, me fez refletir sobre a importância minguante do homem ante o mundo que ele tanto se esforça para moldar. Não que o processo de reconstrução do ambiente tenha parado ou desacelerado, mas sua continuidade está ligada no automático, em direção a uma propósito que não creio ser capaz de esboçar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Tá, essa visão é de fato bem depressiva, mas foi o que eu vi. No esforço para erguer seus castelos, carregados de beleza e força – em uma luta para redesenhar o mundo à sua imagem e semelhança –, o homem também lhes atribui seus defeitos e suas fraquezas, criando remanescências futuras e monolíticas do seu próprio vazio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Espero que vocês tenham entendido a piada :P&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116869590057712890?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116869590057712890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116869590057712890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116869590057712890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116869590057712890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/vazio.html' title='vazio'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116852276923362354</id><published>2007-01-11T11:38:00.000-02:00</published><updated>2007-01-11T11:45:26.210-02:00</updated><title type='text'>Wellington, o Papai Noel</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A família inteira estava reunida para a noite de Natal. Três gerações da classe média-alta porto-alegrense confraternizando em um apartamento próximo à praça da Encol, felizes e satisfeitos no mais pleno sentido da palavra. A ceia havia sido farta e os mais velhos tinham bebido cerveja e vinho, pelo menos o suficiente para ficarem rindo a toa sem armarem confusão. Na mesa, os pratos deram lugar a meia dúzia de travessas de sobremesas: torta de chocolate, brigadeiros e quindins, profiterolis, maçã em calda, musse de maracujá e alguns doces trazidos de Pelotas. As crianças terminavam de empanturrar-se e espiavam animadas a árvore de natal, rodeada por dezenas de caixas no canto da sala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O casal de anfitriões, vivos apesar das discussões que os acompanharam nos últimos 52 anos, fingia indiferença mútua. Ignoravam-se através das conversas com os três filhos, dos comentários aos genros e à nora e das brincadeiras com os 5 netos. Tinham naquela companhia numerosa a desculpa perfeita para sequer se dirigirem a palavra, ainda que vez por outra se ofendessem pelas costas. Nesse alegre retrato natalino, as atenções giravam ao redor de um menino chamado Alexandre, o mais novo entre os netos, com apenas dois anos e meio. Grande, gordo e mimado - todos esses adjetivos saltavam aos olhos diante daquela criança -, lhe haviam prometido uma noite inesquecível, não apenas carregada de presentes, mas acompanhada de uma visita especial: o Papai Noel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que nenhuma das outras crianças acreditasse mais na existência do bom velinho – todas haviam já entrado, e algumas até saido, da adolescência – a atenção dedicada ao pequeno era tanta que sua vó quis presenteá-lo com um espetáculo a parte. Com uma amiga, ela resgatou o número de um ator que se encaixasse no perfil do sr. Claus (alto, gordo, de barba branca e com jeito para lidar com crianças). Na primeira semana de dezembro, chamou-o pelo telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Alô?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Olá! Eu gostaria de falar com o senhor Marlon...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ele na linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O senhor ainda faz trabalhos de papai noel na noite de natal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Faço, mas tô com meus horários completos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não me diga! O senhor tem certeza de que não pode aparecer, a gente paga bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Olha, lamento, mas meu trabalho exige muita responsabilidade e não quero deixar nenhum cliente na mão. Em compensação, posso lhe indicar um conhecido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim, por favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vou lhe passar o telefone do Wellington...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– De quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Do Wellington... Ele é novo no serviço, mas faz um papai noel quase perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Olha, do que que se trata esse quase? Eu não quero papai noel magro ou de barba postiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não se preocupe senhora, ele só não é exatamente... ãhm... &lt;em&gt;ortodoxo...&lt;/em&gt; Mas as crianças sempre adoram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Se o senhor garante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não se preocupe, é só ligar pra ele e dizer que foi o Marlon quem lhe passou o número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela rabiscou o telefone no canto de uma folha de jornal e telefonou em seguida. Bem atendida por um homem de voz grave, ela marcou a visita para as 21h de domingo, dia da véspera, e acertou os detalhes menores sem coragem para perguntar o porque do quase. Era um papai noel, e nesse exato momento era tudo de que ela precisava saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(depois eu continuo, acho que tá meio grande a essa altura)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116852276923362354?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116852276923362354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116852276923362354' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116852276923362354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116852276923362354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/wellington-o-papai-noel.html' title='Wellington, o Papai Noel'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116847992739427881</id><published>2007-01-10T22:49:00.000-02:00</published><updated>2007-01-10T23:45:27.406-02:00</updated><title type='text'>Vestiba e decepção</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Entrei no blog porque tava a fim de escrever - pra falar a verdade, faz dias já que andava querendo, mas como alguns de vocês sabem, estive (re)fazendo o vestibular. Acho que não passei, mas calculo que minha nota ficará em cerca de 600 pontos. Para quem não estudava há um bom tempinho, acho que me dei bem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;O primeiro porém (pois sou um homem para quem os "poréns" geralmente importam tanto quanto ou mais do que os "porquês") é que isso não prova nada. Meu desempenho não foi excepcional, não foi satisfatório, não foi coisa nenhuma. Deixando de lado português e inglês, fui pior do que imaginava...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;O segundo porém (e este se opõe ao primeiro) é que estou colhendo os frutos da minha displicência. Percebi, ao longo das provas, que poderia ter ido muito melhor - muito mesmo - se estivesse um pouco que fosse mais interessado, o suficiente para estudar durante um mês com a dedicação que tive nos últimos quatro dias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;Trata-se daquela velha sensação de que não dei o melhor de mim, ou melhor, de que dei o melhor de mim, sim, e de que esse melhor revelou um indivíduo extremamente desfocado, cujo potencial se encontra delineado por sua (minha) própria falta de dedicação. Em suma: a)Meu potencial se encontra delimitado pela minha falta de força de vontade. b) A força de vontade é um dos elementos constituintes do próprio potencial. c) Meu potencial está preso a mim em uma relação de interdependência, num círculo-vicioso que eu não posso quebrar. d) Conclusão: meu potencial é aquilo que tenho para oferecer agora, ele não vai melhorar ou mudar a não ser que o meio ou um objetivo forte o suficiente me faça mudá-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;Deixo o raciocínio assim e vou dormir. Espero que vocês entendam e não achem que foi pessimista. Foi realista, é só. Boa noite, &lt;em&gt;and have a nice day&lt;/em&gt;...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116847992739427881?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116847992739427881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116847992739427881' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116847992739427881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116847992739427881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/vestiba-e-decepo.html' title='Vestiba e decepção'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116820917228979980</id><published>2007-01-07T19:57:00.000-02:00</published><updated>2007-01-07T20:32:52.536-02:00</updated><title type='text'>Não tem nada pra comer que seja azul...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;A revelação não foi minha, foi do Ítalo. Estavamos sentados no Só Comes, à espera de um xis acebolado (ele) e de um xis coração (eu), em companhia das minhas amigas Lu, Deza e Paula, quando essas palavras irromperam de sua boca sem aviso prévio:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;– Não tem nada pra comer que seja azul!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;Era verdade. Eu estava com tanto sono que não entendi. Alguém mencionou "Curaçau Blue", eu completei com "Gelatina", mas o Ítalo respondeu que não servia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;– Mas nada disso é natural...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;Nada mesmo. Falaram sorvete, chiclete, pirulitos e nada. Eu pensei em amora, atum e outras coisas de coloração arroxeada, mas não encontrei o que servisse. Agora, me rendo aesta verdade absoluta, cujo porque e asimplicações mal consigo imaginar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116820917228979980?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116820917228979980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116820917228979980' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116820917228979980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116820917228979980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2007/01/no-tem-nada-pra-comer-que-seja-azul.html' title='Não tem nada pra comer que seja azul...'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116698388153656825</id><published>2006-12-24T13:38:00.000-02:00</published><updated>2006-12-24T17:14:43.200-02:00</updated><title type='text'>Um leve desconforto</title><content type='html'>Abri os olhos devagar. Eram dez horas da manhã e ainda tinha tempo antes de precisar levantar. Apesar da porta e das venezianas fechadas, a luz entrava pelas frestas com um tom amarelado e me fazia perceber que o dia deveria estar bonito lá fora. O som de uma obra vizinha vinha junto, vozes, marteladas, furadeiras... E o calor. Um mormaço insuportável, talvez ampliado pela penumbra e pelo contraste com a vida que corria na rua, me mantinha ociosamente acorrentado à cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era sexta-feira, o Natal chegava segunda, e eu teria o fim-de-semana de folga. Para completar, essa noite prometia. Era formatura do Bernardo, um dos meus melhores amigos, e da Laura, por quem eu tenho uma afinidade que chega a ser irritante. Além disso, conhecia mais 8 alunos que se formariam naquela mesma turma famequiana - havia sido convidado para 4 recepções, mais o baile oficial, e apesar da minha vontade, tinha certeza de que não conseguiria ir a todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai do quarto somente na última hora. Tomei um banho rápido, vesti uma roupa qualquer e deixei a barba por fazer. Sabia que teria tempo suficiente para passar em casa depois do trabalho, se fizesse tudo direito, e deixei separado o terno para ir mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou falar do trabalho. Fiz o de sempre, um pouco mais corrido do que o normal, mas nada extraordinário. É engraçado que quando se pára para contar uma história sobre o que quer que seja, muito do que acontece no nosso dia-a-dia perde toda a importância. A relevância é relativa, e as nossas vidas também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa cansado e com dor de cabeça, e cometi a imprudência de dormir um pouco antes de ir para a cerimônia. Acabei cochilando além desse "um pouco", e quase me passo. Acordei com uma mensagem no celular, um história a parte, e consegui colocar o despertador para dali a 15 minutos mais. Apaguei de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordei, pontualmente às 20h15min – a formatura começava às 20h30min –, corri para o chuveiro e fiz a barba impetuosamente (acabei com o pescoço todo vermelho). A eficiência foi tanta que cheguei às 20h45min no auditório, pouco antes dos formandos. Tudo estava rigorosamente atrasado, e ainda tive tempo de observar a entrada triunfal e ouvir todos os discursos. Aplaudi, gritei, e depois do final da parte protocolada abracei quem pude – Laura, Bernardo, Vini, Fernanda Monks, Débora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num evento desse gênero, a presença dos famíliares e amigos pode ser representada por uma curva de crescimento regular, mas de queda brusca após o final das pompas. Abraçados e ovacionados os formandos, a parte de fora do salão se mostrava quase vazia, 60 ou 70 pessoas prenchendo o espaço que há alguns minutos havia sido disputado por centenas. E foi no meio dessa gente toda que cruzei com rostos familiares, antigos colegas de faculdade e antigos amores, pessoas importantes que já haviam significado muito mais para mim, mas agora se moviam como estranhos em uma uma situação de estranho desconforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estava ela. Cabelos negros cacheados, um vestido tomara-que-caia entre o bordeaux e o preto, furta-cor, que se arrastava ao longo dos seus 1,58 metros até o chão. Trazia ainda uma pequena bolsa de lantejoulas pretas pendendo no braço direito. Tinha emagrecido, ou pelo menos parecia em forma dentro daquela roupa. Como sempre, carregava no rosto uma expressão perfeita para as circunstâncias. E o velho brilho dos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui em sua direção como quem corre atrás de uma surpresa agradável. De frente, sorriso aberto e braços prontos para apertá-la com força. Me surpreendi com todo o carinho que ainda lhe tinha, guardado e latente. Era como se estivesse escondido, preso pelas conveniências e pela força da minha resolução anterior. Carinho de verdade, ainda que não amor, ou pelo menos não o amor que alguém buscaria em uma relação a dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos meus olhos ela era a mesma, e o afeto foi involuntário e incondicional. Ainda que unilateral. Suas primeiras palavras foram: "Ooooi! Me dá só um minuto que eu já falo contigo...". Esperei 15. Parado, tentei manter uma pose respeitável, mostrando que estaria lá, independante do tempo que ela escolhece ignorar-me. Enquanto ela dedicava toda a sua atenção às mesmas amigas com quem passaria o restante da noite, assumi a impassível posição dos preteridos, aceitando a punição imposta. Ainda me pergunto se a vingança foi voluntária, fruto dos ressentimentos, ou meramente instintiva, reflexo mecânico de um coração ferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquivei-me de leve para comprimentar alguns conhecidos, dei um jeito de entrar na conversa das amigas dela e ela aproveitou para sair de perto. A intimidade estava barrada por um escudo que eu não saberia como baixar. O que teria sentido ao me ver, após todo esse tempo? O que teria pensado, o que teria temido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando mais uma vez insisti para conversarmos, disse que precisava apressar-se, que já era hora de se dirigir para a recepção de uma amiga chamada Michelle. E eu deixando meus amigos irem embora, deixando de conversar e comprimentar uma galera para poder tratá-la com a atenção que achei que merecesse. Insisti uma última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Camilla, vai, me conta como é que foi a tua viagem, como foi a visita da Ju, fala comigo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ai Álvaro, tu não vai querer que eu te conte tudo isso em dois minutos!" Já tô de saída."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hummm, eu queria saber como tu tá, pelo menos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fica tranquilo que eu só não te escrevi ainda porque não tive tempo. Vou fazer isso em seguida. Talvez não agora, que tem o ano novo, mas depois eu te escrevo com certeza!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A gente se fala!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estou com a mesma cara de tacho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria exagero dizer que ela machucou meus sentimentos, mas ela provavelmente não entenderia. Eu machuquei os dela, muito mais. E, mesmo descontada a distância que tomei no fim do nosso relacionamento, ainda causei mais problemas do que seria possível consertar assim, na base da prosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu verdadeiro dilema é o carinho que sobrou. Esse sentimento ficou guardado, esperando uma chance de sair para fora, de gostar e de tratar bem. Mas não consigo pensar em nada que não seja brega para descrever isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração não é assim um parque de diversões, e ainda que eu goste ou ame quem quer que seja, nunca vou conseguir apagar todo o sentimento que depositei nela. Nem poderei dar esse carinho a outra pessoa, pois ele já tem destinatário certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que ela ainda merece o mesmo respeito e tratamento daquela época, e gostaria de poder entregá-los de mão aberta. Me dói saber que ela não vai deixar. Não é possível compartilhar um sentimento com quem não quer recebé-lo. E agora, o que que eu faço com o carinho que sobrou?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116698388153656825?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116698388153656825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116698388153656825' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116698388153656825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116698388153656825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/12/um-leve-desconforto.html' title='Um leve desconforto'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116693763477768011</id><published>2006-12-24T02:31:00.000-02:00</published><updated>2006-12-24T13:07:24.963-02:00</updated><title type='text'>Mulligan's</title><content type='html'>No momento em que entrei no bar, senti como se tivesse chegado em casa. A acolhida, como de praxe, seriviu para acabar com toda e qualquer barreira que me retinha. Busquei entre as mesas o meu amigo Bizzy. Ao encontrá-lo, dirigi-me até a mesa e pedi uma pale ale 300ml. Sem colarinho. Começava assim a minha noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentados estavam o meu irmão, o Rodrigo, o próprio Bizzi e uma tal de Luiza, que eu conhecia apenas de vista e de ouvir falar. Entrei na conversa de sopetão, cheio de "por que"s e de "do que vocês estão fando". Acompanhei uma discussão sobre quem aguentava comer mais e ri desnecessáriamente. Em seguida, aproveitei a deixa para descrever a minha janta, e - podem acreditar - a janta realmente havia sido boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descrevi os pratos sem pressa, degustando a primeira cerveja e relembrando os sabores da noite. Vinho tindo Gran Reserva Tarapacá 1997, salmão defumado, salada de aipo com passas e creme de leite, arroz selvagem com tãmaras e nozes, bacalhau com batatas e cebola, uma torta do Diego Andino para finalizar... Uma janta e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era véspera da véspera de Natal, e comi de tudo sem culpa. Tanto que aproveitei mais três cervejinhas antes de voltar para casa, sem contar a batata frita com cheddar que filei do Rodrigo e da Luiza. Mas confesso que fiquei pensando em repetir a tal torta, do Diego Andino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei introspectivo depois da primeira cerveja, e tudo piorou quando começou a chover. O vento, os relâmpagos e o cheiro característico foram prenúncios indistingüiveis, que levaram os garçons a puxar o toldo sobre o pátio do bar, ainda que em cima da hora. Já havia começado a chover, mas de leve, e mal haviam posto a proteção no lugar, a tempestade se manifestou sem delicadezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de estarmos "abrigados" contra a água que vinha diretamente sobre nossas cabeças, escorria e respingava chuva de todos os lados, tornando a confraternização quase impossível. De pé, esperávamos diminuir a chuva para voltar a sentar, e foi aí que a situação começou. Ficamos cerca de 40 minutos de pé, observando enquanto os garçons tentavam derrubar a água que se acumulava sobre o toldo para evitar um desastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tude sucedeu sem surpresas. Fiquei sozinho, não tentei nada, e agora volto para casa para dormir. Fico por aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116693763477768011?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116693763477768011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116693763477768011' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116693763477768011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116693763477768011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/12/mulligans.html' title='Mulligan&apos;s'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116549474555136788</id><published>2006-12-07T10:09:00.000-02:00</published><updated>2006-12-07T10:32:25.566-02:00</updated><title type='text'>Faça um pedido</title><content type='html'>Aqui estou eu de novo, sentado na frente do computador com algumas coisas por fazer e sem fazer nenhuma delas. Mas tranqüilo, não estou remoendo nada por hora.&lt;br /&gt;Me pergunto se daqui a dois ou três anos, olhando para esse período obsucro da miha vida, vou poder entender o processo que me trouxe aqui. Será? Sei que estou longe de encontrar respostas, mas ainda assim acredito que esteja no caminho. Afinal, alguém aí sabe o que eu quero? Pois é, uma pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava lendo esse conto sobre uma fada nada ortodoxo, que distribuía desejos sem um critérios de seleção compreensível, e ainda por sima sujeitos a regras bem restritoras (nada de amor, dinheiro, imortalidade ou saúde). Segundo ela própria o pedido mais pedido (!) era fama, seguido por uma máquina de lavar roupa. Nada ortodoxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto da tal fadinha, na história, era uma mistura de "cuidado com o que deseja" e "todos são idiotas". Uma idéia interessante, pois não havia como sair 100% satisfeito com um desejo. Refraseando: se você quer algo bem feito, faça você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que eu estou responsável pelo horóscopo no jornal O Sul, vejo que ele haje como uma verdadeira tábua de salvação. Você lê o seu horóscopo e pronto.  Se estava a tempos sem coragem para fazer algo de importante que se encaixa, mesmo de leve, com as generalidades diárias da seção, você acaba de ganhar o ânimo para realizá-lo. Se, ao longo do dia, fizer alguma cagada condizente com os astros, pode pôr a culpa neles. E se sua vida continuar uma mesmice, medíocre como nos amanheceres anteriores, sempre poderá dizer que eles não estavam favoráveis à mudança que queria empreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fada e o horóscopo são dois extremos do meu dia-a-dia. Ironicamente, a ficção faeria corresponde à parte mais séria da minha visão de mundo. É a certeza de que, por mais fantasia e magia que a gente consiga visualizar nas coisas, a ação e o movimento introspectivo são os únicos que podem gerar uma mudança verdadeira. Pelo outro lado, a realidade diária do horóscopo é a prova de que o homem (talvez não os indivíduos, mas a espécie como um todo) ainda depende de forças externas ou de casualidades quaisqueres para colocar-se em movimento - ou seja, adeus ilusão de auto-suficiência, pois raros são os que conseguem se prover com o alimento para seus sonhos, quem dirá para novos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou reler o que escrevi, publico assim mesmo (como de praxe). Se não tiver conseguido passar a minha opinião direito, por favor, me avisem. Daí eu completo eventuais lacunas. Mas por hora deixo a pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual seria o seu desejo, seguindo as regras da fada? Seja honesto consigo mesmo, e lembre-se que não dá para pedir nada mais caro do que a máquina de lavar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116549474555136788?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116549474555136788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116549474555136788' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116549474555136788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116549474555136788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/12/faa-um-pedido.html' title='Faça um pedido'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116519599148651419</id><published>2006-12-03T23:17:00.000-02:00</published><updated>2006-12-03T23:33:11.506-02:00</updated><title type='text'>(título em branco)</title><content type='html'>Hoje escrevo por nada. Acordei às 10h, fui visitar um apartamento com meus pais, almocei no Bourbon, fui trabalhar, tentei assistir a "Ópera do Malandro" na CCMQ e, no fim das contas, acabei assistindo o pôr-do-sol no Gasômetro. Em compensação, não consigo imaginar um dia em que eu me sentisse assim tão desanimado com as coisas em um bom tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem leu até aqui e se sentiu consternado, alguns avisos: não estou no ânimo para qualquer piada ou para ouvir conselhos de boteco. Já alerto de antemão que se alguém tentar uma abordagem dessas vai ser tratado com todo o mal humor de que sou capaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou tão, mas tão de cabeça cheia, que não consigo sequer achar palavras para botar pra fora, quanto menos para analizar o que quer que seja. Quero que as idéias voltem ao lugar e não sei como, gostaria de ter alguém capaz de me ajudar nesse sentido, mas não acredito nem na capacidade nem na boa vontade dos meus amigos. Questiono a capacidade porque ninguém foi capaz de me entender ou de me abordar do jeito certo (e apenas essa abordagem já teria sido um alívio e tanto); os que me procuraram recentemente, estavam mais centrados em suas coisas do que nas minhas. Quanto à boa vontade, bem, duvido dela porque sinto um egoísmo crescente entre as pessoas com quem convivo, para não dizer cegueira. Elas não vêem o que eu gostaria que vissem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou esfriar minha cabeça e tentar, mais uma vez colocar ordem nas idéias. Espero não ter ofendido ninguém com esse post, mas escrevi sem pensar. Estou com as minhas crises existencias de sempre, acrescentada por uma carência impactante da qual não consigo me livrar... Era isso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116519599148651419?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116519599148651419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116519599148651419' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116519599148651419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116519599148651419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/12/ttulo-em-branco.html' title='(título em branco)'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116502904747814491</id><published>2006-12-02T00:31:00.000-02:00</published><updated>2006-12-02T01:10:47.496-02:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>sem perguntas hoje&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116502904747814491?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116502904747814491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116502904747814491' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116502904747814491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116502904747814491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/12/blog-post.html' title='...'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116416500179257761</id><published>2006-11-22T01:08:00.000-02:00</published><updated>2006-11-22T01:10:01.796-02:00</updated><title type='text'>Admirável</title><content type='html'>Terminei de ler nessa semana o "Admirável Mundo Novo", do Aldous Huxley (100% via internet, uma novidade pra mim, que provavelmente não vou repetir devido ao cansaço nos olhos). Havia uma idéia do Helmholtz (amigo do Bernard e do Selvagem) que me intrigou, acredito que tenha sido mencionada durante a "leitura comentada" de Romeu e Julieta, ou então numa das conversas prévias que ele teve com Bernard; ele acreditava que não havia no mundo uma só atividade na qual ele pudesse realmente dar o máximo de si, desenvolver seus talentos até o máximo (essa parte foi conversando com o B.). Em seguida, ele se deparou com a arte de Shakespeare, e então admitiu que era necessária a intervenção de uma nova visão no seu universo para poder escrever algo realmente inovador- porém negou que isto pudesse ser encontrado junto ao amor, ou a sentimentos de fraternidade e apego à família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de  buscar o trecho na internet. Taí: "No." he concluded, with a sigh, "it won't do. We need some other kind of madness and violence. But what? What? Where can one find it?" He was silent; then, shaking his head, "I don't know," he said at last, "I don't know."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja fruto da minha imaginação quimérica, mas isso não faz ninguém pensar em "Clockwok Orange"???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semelhança fica ainda melhor depois. No capítulo 17, Mustafa Mond , o World Controller, dialoga com os três protagonistas mencionados acima e analisa sua sociedade e aquilo que ele próprio chama de "Grande Arte" - a arte capaz de sobressair-se à bela e frágil camada estética que a encerra para abranger significados (agregando-lhe o conteúdo de um mundo real - real e profundo -, sem perder a beleza). Agora a parte interessante: tal arte exige heróis, exige tragédias, exige nobreza de ato ou de intenções, exige perfídia! E onde encontrar tais coisas em um mundo de estabilidade social e sentimental? Em tal mundo, essas situações são desconhecidas ou incompreendidas. Elas não podem, sequer, ser temidas ou indesejadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo de Laranja Mecânica (e eu gostaria de lembrar a todos: EU NÃO GOSTO, nem do filme nem do mundo...) está num limite sutíl em relação ao outro mundo, novo e admirável, que Huxley trouxe à luz. Ambos são condizente nos pressupostos e antagônicos na execução (é fácil perceber que o mundo da Laranja está dominado pela violência e pela instabilidade), e, exatamente por isso, salta aos olhos o gosto de Alex por Beethoven. É a aproximação da "High Art" com a capacidade humana de sentir e realizar-se, ainda que nos nossos instintos mais primitivos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116416500179257761?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116416500179257761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116416500179257761' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116416500179257761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116416500179257761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/11/admirvel.html' title='Admirável'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116416485882824251</id><published>2006-11-22T00:10:00.000-02:00</published><updated>2006-11-22T01:07:38.843-02:00</updated><title type='text'>15 minutos para um post</title><content type='html'>Engraçado, ao contrário do que normalmente faço, escolhi o nome desse post antes de começar a escrever... A razão é simples: pretendo ir dormir em 15 minutos, e esse é o tempo que darei para a minha imaginação e criatividade abrir as asas - ainda que, nesse breve momento, dificilmente consiga levantar vôo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que recentemente, ao contrário do habitual, tenho me sentido inspirado. Claro, o sentimento não equivale necessariamente à realidade, mas é proporcional à minha vontade de escrever e de pôr no mundo algo de belo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é... nunca entendi a necessidade dos homens de criar algo que lhes superasse, algo que fosse maior ou mais importante do que eles. Grandes livros podem carregar idéias através dos séculos, descobertas científicas podem alterar o rumo da humanidade, mas a grandiosidade dos atos e dos objetos que recheiam esse universo redundantemente infinito me atraiu sempre menos do que o mundo íntimo - infinitamente desproporcional, e ao mesmo tempo carregado de cores que fazem as coisas valerem a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não sei sobre o que quero escrever, nem o que devo ler para me preparar, nem que coisas deveria levar se fosse para uma ilha deserta. Mas tenho vontade de ir para uma ilha deserta... Às vezes... e essa sensação flutuante se contrapõe à certeza que tenho de que poderei usar as cores do meu próprio mundo para pintá-lo aos olhos dos outros - tão logo encontre uma história que valha a pena ser contada (e, acreditem, isso pra mim é um SACO!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116416485882824251?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116416485882824251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116416485882824251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116416485882824251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116416485882824251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/11/15-minutos-para-um-post.html' title='15 minutos para um post'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116368714898543927</id><published>2006-11-16T12:17:00.000-02:00</published><updated>2006-11-16T12:25:48.986-02:00</updated><title type='text'>flap...</title><content type='html'>J'ai toujours aimée le mouvement des joupes au printemps. Bien sur, ce n'est pas exactement les joupes qui apprivoisent mon regard. Je suis fasciné par le ritme des jambes qui se libert devant la chaleur et les parfums qui  prent compte de la Terre dans cette saison. J'aime les petits pas mesurés qui semblent faires flotter les filles parmis les masses. J'aime le croise et decroise, la douce caresse des cuisses qui se présse une contre l'autre, sans malice, sans tension, libertés de tout paradigme et pudeur pour trouver le confort de son própre enbrace...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, cheio de erros de francês, mas pelo menos postei algo em 10 minutos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116368714898543927?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116368714898543927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116368714898543927' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116368714898543927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116368714898543927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/11/flap.html' title='flap...'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116276729928519516</id><published>2006-11-05T20:35:00.000-02:00</published><updated>2006-11-05T20:54:59.303-02:00</updated><title type='text'>Vapt vupt</title><content type='html'>Estava a fim de escrever. Não sobre um tema específico, pois minha cabeça parece avoada como de costume. Mas tampouco me interessa enveredar pelas elocubrações de praxe, adentrar a mata densa das minhas florestas em busca do desconhecido. Estou mais no clima para um vôo de balão, para aquelas espiadas a distância, uma panorâmica do mistério que me cerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei chateado que há algum tempo postei uma breve ficção e ninguém comentou nada. E era neste mesmo clima que eu estava agora: queria ficção. Mas procrastino por um bom motivo e deixo aqui um breve raciocínio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que em época de feira do livro é desperdício gastar o tempo e os olhos com textos tais como aquele - fruto de uma impulsividade que latejava na ponta dos meus dedos. Mas ele foi um rebento espontâneo, fruto de uma fecundação hermafrodita, para não dizer hermenêutica, das minhas próprias idéias. Nada original, claro, mas a isto não se prestava. Se prestava a existir, tal como esses pequenos rascunhos de contos que a gente perde nas páginas de um caderno qualquer sem nunca retomar, mas que, se tivessem escolhe, saltariam da prisão daquelas páginas para perder-se em mentes muitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma vitória para mim escrever de sopetão, de desvario, deixar sair antes mesmo de tomar forma. Foi uma vitória porque me mostrou que eu ainda tenho potencial para criar, falta apenas o ato da criação. Até lá, tentarei crescer como criador, para um dia ser digno das Criaturas a quem darei vida. Para chegar nesse ponto, porém, lembro a vocês que preciso de críticas, pontuais precisas ainda que tão amadoras quanto minhas linhas. Até logo, e pensem no assunto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116276729928519516?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116276729928519516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116276729928519516' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116276729928519516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116276729928519516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/11/vapt-vupt.html' title='Vapt vupt'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116187625322976679</id><published>2006-10-26T12:13:00.000-03:00</published><updated>2006-10-26T12:24:13.256-03:00</updated><title type='text'>War e o sentido da vida</title><content type='html'>A analogia é simples e direta. A gente aprende mais sobre o sentido da vida jogando war do que em meditações e reflexões profundas. Não estou criticando o ato de pensar, que considero fundamental, apenas postulando que o raciocínio deve ser, sempre que possível, aliado a uma situação prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra situação prática das mais frutíferas para o pensamento é a cerveja. Lógica simples, sem mistérios: como chegar numa resposta, se não temos a pergunta? E como achar a pergunta (ou ao menos a pregunta certa)  se não nos movermos em direção do que nos faz feliz? Pode um homem dizer que viu a luz em plena escuridão? Acredito que o mais correto seria dizer que quem quer que seja viu a luz &lt;em&gt;apesar&lt;/em&gt; da escuridão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benefícios do método: as verdades lúdicas discutidas e descobertas entre amigos (e aí de quem pensar besteira por causa das "verdades lúdicas") representam um conjunto de verdades relativas, sem a pretensão de serem absolutas, mas passíveis de análises mais profundas e de uma sobrevida que contorne seu próprio caráter peremtório. E ainda que não se chegue a conclusão nenhuma para realizar juízos de valores (ou que essas conclusões desapareçam à medida que a sobriedade retorne), ainda se pode ter a certeza de que a noite foi bem aproveitada – e de que as risadas e os bons momentos por si só valeram a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116187625322976679?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116187625322976679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116187625322976679' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116187625322976679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116187625322976679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/10/war-e-o-sentido-da-vida.html' title='War e o sentido da vida'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116175261504448667</id><published>2006-10-25T00:16:00.000-03:00</published><updated>2006-10-26T12:12:43.706-03:00</updated><title type='text'>Um banho às seis da tarde...</title><content type='html'>Eram quase seis horas. O sol começava a se mover mais rápido em direção ao horizonte e um vento forte soprava pelas ruas de Porto Alegre, assobiando pelas frestas da cidade. Sozinha em seu apartamento na João Pessoa, Débora correu para fechar as janelas. "Vai chover", pensava, dando uma última olhada na rua movimentada e no zigue-zague das folhas que dançavam a alguns metros do Solo. Zelosa, ela se encerrou por traz das venezianas, do vidro e das cortinas. Nem o som do vento nem o caos lá fora se atreveram a atravessar; aos poucos eles se tornam ruídos dispersos, cada vez mais difíceis de identificar, até que se somaram ao silêncio e deixaram a voz do pensamento falar mais alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O edifício era pequeno, conservado apesar da idade, e ambas as irmãs pareciam dividir o único quarto da habitação sem maiores problemas. Júlia ficava com a cama da direita, perto da porta, enquanto a mais velha dormia ao lado da janela, na parede da esquerda. O único armário que ornava a peça não comportaria o suficiente para as duas, mas elas davam um jeito - dividiam tudo. Se contentavam em saber que o imóvel fora alugado para que estudassem na capital, e nunca ousaram pedir mais do que o extremamente necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Débora conhecia os horários da irmã. Sabia que ela ia levar pelo menos mais meia-hora para chegar em casa, e resolveu aproveitar que estava sozinha para tomar um banho. Separou as roupas em cima da cama, tirou o telefone do gancho e colocou para tocar um cd do Seu Jorge, aquele do filme do submarino. Em seguida, ligou a água do chuveiro e sequer se deu ao trabalho de fechar a porta, deixando entrar melhor a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava recém enxaguando os cabelos quando ouviu o som da porta. "Oi Ju!", gritou, tirando a espuma dos olhos e abrindo levemente o box para espiar a recém chegada. Ouviu os passos apressados em direção ao quarto, e por um instante imaginou que houvesse mais alguém. Sua irmã demorou um pouco mais do que o normal para responder. "Oi mana... Termina teu banho que eu tenho um negócio pra fazer..." A voz, afobada, escondia risos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Débora faz exatamente o que a irmã havia pedido. Sem pressa, terminou de se lavar como se realizasse algum tipo de ritual, esperando o fim da sua música predileta (a sexta do album) para encerrar o banho. Olhou os dedos, que já se mostravam marcados pelo excesso de tempo na água, e estendeu a mão para alcançar a toalha que havia deixado sobre a pia. Se enrolou com a habilidade do hábito, foi à sala desligar o som e voltou para secar o cabelo. Quinze minutos depois, passou água fria no rosto para prevenir as rugas e foi ao quarto se vestir. A porta, entretanto, está trancada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela chamou baixinho, "mana...", mas ficou sem receber resposta. Receosa, aproximou seu ouvido da porta para escutar a confirmação de suas suspeitas - um gemido, manhoso e quase felino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riu e respirou aliviada: inconfundível, o som baixo e desafinado de duas vozes entrelaçadas decifrava o mistério sem deixar dúvidas. Sua irmã estava acompanhada, e ela, de toalha diante da porta, mesclava o incômodo da situação com uma pitada de inveja, lembrado que nehuma das duas havia trazido um homem para o apartamento nos últimos meses. Melhor ainda, desde que s mudaram, era a primeira vez que alguém devia estar transando naquele quarto, e isso a enchei de idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou primeiro do namorado que havia deixado em Santa Maria, dos fins-de-semana recheados de aventuras naquele amor a distância e da frustração de sabe-lo findo. Lembrou em seguida nos homens que havia conhecido ao longo dos dois anos de História que já havia cursado na UFRGS - havia dormido com três apenas, todos por um tempo prolongado e, no entanto, sem criar raizes. Lembrou então da própria irmã, que já fazia um ano que a acompanhava para estudar Fisioterapia na Puc e que talvez ela estivesse mais necessitada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou imaginando quem poderia estar com ela. Pensou nos poucos colegas que ela mencionava, os raros homens do curso. Pensou nos seus próprios colegas, que insistia em apresentar para a irmã com tanta freqüência quanto esta podia rechaçá-los. Pensou num vizinho do 304, um idiota de olhos verdes que ela teria devorado sem pensar duas vezes se ele se empenhasse em perseguí-la tanto quanto corria atrás de sua irmã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deve ser ele", dizia-se, e então imaginava outros homens e outras circunstâncias. Desenhava aquele cenário com a riqueza de detalhes que seu próprio desejo lhe proporcionava, e quando não estava satisfeita apagava tudo e começava de novo - até o momento em quem não pode mais e se pôs no lugar da irmã. Para que Júlia, se podia sonhar com Débora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enconstou-se na parede ao lado da porta e se deixou escorregar lentamente até ochão, levada pelas fantasias. Sentada e entregue a si, sentiu-se satisfazer pelos rangeres e sussuros e grunhidos que escapavam sob o vão a porta. Sua mão seguiu automática, seus sentidos desligaram um por um para se ater apenas ao audível. Prendeu-se às sutilezas: escutava agora apenas a voz de sua irmã, e através dela media a quantidade de prazer que lhe era permitida. Seguiu nesse jogo de duplos até que Júlia não pode mais, até que ela também não pode mais, e assim se deixaram ir juntas num suspiro uníssono e libertador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atenção voltou quase que no mesmo instante. Ela seguiu correndo até o banheiro, colocou a mesma blusa e a mesma saia que vestia antes de entrar no chuveiro e prostrou-se no sofá da sala diante da televisão. Assumiu um posto de vigília, resolveu esperar como que distraída para o fato de que não somente queria - &lt;em&gt;precisava&lt;/em&gt; saber quem era. Percebeu ao encarar o Bonner apresentando o Jornal Nacional que já eram oito horas passadas, e constatou pelo ronco da barriga que teria de preparar algo para comer. Mas ainda não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novela estava para começar quando ela ouviu o som da porta sendo destrancada. Num gesto rápido aumentou o volume para dissimular qualquer suspeita, deitando-se ainda de maneira inocente sobre o próprio braço para esconder que olhava diretamente para a porta. Júlia saiu vestindo um pijama e foi direto para a cozinha, passando pela irmã sem vê-la sequer, e abanou apenas quando se dirigia de volta para o quarto, levando um saco de pão de forma e um pote de requeijão. Débora já não agüentava o mistério: "Não vai jantar, mana?", perguntou para esconder a malícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só se tu quiser companhia", respondeu Júlia, parando diante da porta do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu estava esperando por ti, mana"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tah, então me dá só um minuto..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Débora foi para a cozinha e colocou três pratos na mesa. Sabia que sua irmã não tinha muitos pudores e que em seguida poderia saciar sua curiosidade. Enquanto retirava os copos do escorredor, ouviu passos e se voltou ansiosa. Júlia entrava com um grande sorriso estampado no rosto, sem imaginar que a irmã tivesse qualquer suspeita do que se havia passado. Logo atrás dela, tentando esconder um sorriso ainda maior, vinha uma colega sua de olhos verdes chamada Priscila. Naquele curto instante, esses olhos refletiram a cara de espanto de Débora e breve trajetória retilínea percorrida pelos copos em direção ao chão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116175261504448667?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116175261504448667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116175261504448667' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116175261504448667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116175261504448667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/10/um-banho-s-seis-da-tarde.html' title='Um banho às seis da tarde...'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116174586730033238</id><published>2006-10-24T23:48:00.000-03:00</published><updated>2006-10-25T00:11:07.313-03:00</updated><title type='text'>Peças</title><content type='html'>&lt;em&gt;    Sentei pra botar pra fora, como sempre. Escrevi algumas linhas e me dei conta que o como sempre me irritava. Não deixa de ser verdade - não deixa de ser como eu me sinto -, mas isso não importa. O que eu considero mais relevante do que a posição é a perspectiva, e por isso reescrevi esse início para quem quiser me acompanhar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;    Conheço meus demônios, e lhes dou voz sempre que eles vêm bater-me à porta. De nada adianta, pois seus gritos e uivos se repetem sempre iguais, misteriosas chagas que por hora tenho de carregar dentro de mim, sem esperança de término. Entretanto, ainda vislumbro pelas brechas dessas minhas idéias-fixas uma pequena sinfonia... sonhos e desejos para um futuro cuja clareza é pouca, inversamente proporcional à ilusão.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;    Deixo meus medos de lados e fico apenas com a dúvida: o que há de ser? Sei algumas coisas que quero, sei outras que não quero, mas são os meio termos que me confundem. Sei que tenho uma cabeça feita, com opiniões formadas sobre mais assuntos do que realmente me importam. Entretanto, isso equivale a colecionar as peças de um quebra cabeça cuja forma desconheço (e algumas peças que não se encaixam em lugar nenhum). Por hora, tenho montada apenas a borda. Será que conseguirei por o resto no lugar?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ficou curioso sobre a parte que eu escrevi primeiro (e pensei seriamente em suprimir), deixo abaixo a íntegra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou numa daquelas noites - ou simplesmente num daqueles momentos - em que o coração parece tão pesado que nenhuma idéia concisa consegue poder se formar. É quase como se ele estivesse ancorado ao passado e, numa tentativa alucinada de fuga, revirasse suas próprias profundezas arrastando tudo sem se importar - mas se importando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se toda a força que eu fizesse servisse apenas para me levar de volta a essa desconfortável revelação: de que ainda sou o mesmo, de que posso estar mais perto da pessoa que gostaria de ser, mas o mundo me vê com os mesmos olhos e me trata de maneira igual. Não sou fã de iglus; prefiro deixar o peito aberto a me esconder em castelos de gelo. Mas meus muros se construiram sozinhos, sem escolha. Hoje eles são mais altos que a maioria. E quem se importa em escalar paredes assim, quando há tantas cercas para pular, em amplos sentidos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116174586730033238?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116174586730033238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116174586730033238' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116174586730033238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116174586730033238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/10/peas.html' title='Peças'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116109768146959754</id><published>2006-10-17T10:58:00.000-03:00</published><updated>2006-10-17T12:08:01.486-03:00</updated><title type='text'>carga</title><content type='html'>Esse post eh sobre como eu tenho levado a vida ultimamente - seus lances e deslances, suas incertezas e mesmo as surpresas felizes. Mesmo assim, e como eh de praxe, não sei bem por onde começar. Sei que não quero falar de fatos, mas tampouco quero o abstrato relato reflexivo ao qual estou habituado. Um meio termo existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei na quinta feira dia cinco. Já fazem 12 dias. Sinto, entretanto, como se tivesse passado um mês. Talvez a ausência de uma rotina durante meus tempos de viagem tenha me tornado mais sensível às sutilezas da minha. Talvez não. Só sei que não consegui me manter tão alheio quanto gostaria aos problemas do meu dia-a-... não termino pra não rimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tah, a situação não tah assim ruim. Na veradade, tah ateh bem boa. Tenho aproveitado para encontrar os amigos sempre que possível, já joguei futebol rês vezes desde o meu retorno e tive apenas umas três noites de descanso (1/4 do meu tempo). Não vi todo mundo ainda, o que me chateia pois esta é a minha segunda semana e daqui a pouco vai parecer que sou eu quem não dah valor pros amigos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece eh que continuo sem rumo certo, pelo menos a curto prazo. Espero que o vento sopre pra levantar a minha vela. Por hora, vago a deriva em busco de um porto que me acolha, do calor humano e da risada louca daqueles que compartilham essa busca. Não estou preocupado, pelo menos AINDA não estou TÃO preocupado quanto estava antes de viajar. Estou curtindo o passeio, repousando nas ilhas que me oferecem santuário. Megalomanias a parte, me sinto como Ulísses na ilha de Calipso, antes de iniciar seu retorno a Ítaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo em aberto os meus próximos passos, mas se eles seguirem um rumo certeiro postarei algo logo. Até breve, e espero uma retomada prolífera desse ratíquico blog!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116109768146959754?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116109768146959754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116109768146959754' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116109768146959754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116109768146959754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/10/carga.html' title='carga'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-116074209818439727</id><published>2006-10-13T08:40:00.000-03:00</published><updated>2006-10-13T09:21:38.200-03:00</updated><title type='text'>Re-rotina</title><content type='html'>Bem, voltei. O trabalho acabou por me tomar mais tempo do que eu queria, apesar da minha rotina anti-estress. Moral da história, ainda não vi todo mundo que gostaria de ver, nem programei todas as coisas que queria programar (e que incluem a regularização do meu futebol semanal e a ma'r'dita noite de queijos e vinhos, que terá de ser organizada a partir da estaca zero).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo livre (que não foi tão pouco assim, admito) foi usado à extensão para resumir as fotos (2.429, para ser exato), que agora estão compiladas em um CD de "apenas" 849. Também gravei uns videozinhos ao longo da viagem, e eles estão em outro CD com um total de cerca de 12 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O máximo que fiz foi encontrar doi ou três amigos, começar a correr na Sogipa, me atualizar nos vídeos do AskaNinja e... bem, deixemos em aberto o resto do meu tempo livre por que tem várias coizinhas que inúteis e essas não vale a pena mencionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo lendo (ou melhor, parei de ler, mas vou retomar) a Tia Julia. E quero muito, muito mesmo, encontrar com a minha leitora-mor dona LVC - pois eu to devendo pra ela uma touca que tapa as orelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, a todos os demais blogueiros que moram no meu coração: retomo agora as leituras, e se eu demorar pra comentar alguma coisa eh que eu estou xeretando tb retroativamente, e isso vai me consumir um tempo em certos endereços prolixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou indo, vou doar sangue e quero ver se passo no banco pra depositar um xeque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, só pra constar, gostei do Amor nos tempos..., mas cada vez me convenço mais de que o Gabito é um amante confuso (determinado, com certeza, mas confuso). Ah, e vcs sabem quem é a Mercedes (mulher dele), mas alguém diabos sabe quem é o Álvaro??? Sim, tem um Álvaro presente nos livros do Gabo, e eu não sei de onde ele veio...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-116074209818439727?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/116074209818439727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=116074209818439727' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116074209818439727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/116074209818439727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/10/re-rotina.html' title='Re-rotina'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115990983682345988</id><published>2006-10-03T17:48:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T18:16:59.346-03:00</updated><title type='text'>De volta a mae gentil (e aos teclados com til e crase)</title><content type='html'>Bom, optei pelo caminho mais longo (leia-se barato) para chegar a Lima. Estou na rodoviaria de Cuzco, em um computador velocidade lesma, apenas para escrever aquela que, imagino, sera minha ultima entrada antes do triunfal retorno ao Brasil. Digo triunfal por mera prolixidade: estamos no dia 3, vou passar umas 18h no bus ateh o dia 4, esperar mais 12h para tomar o voo em Lima e outras 6h30min no aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires. Volto a trabalhar um dia depois, e naum sei qts horas livres vou ter em Poa, pois com a minha sorte o aviao atrasa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que dedicarei todas essas horas de bunda quadrada a uma leitura intensiva del Amor en los tiempos del colera (1a edicao colombiana) e a Tia Julia y el Escribidor (1a edicao peruana). Veremos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus dois ultimos dias em Cuzco me permitiram conhecer um pouco da vida noturna da cidade. Naum sou festeiro, mas tive visitar algumas das badaladas casas noturnas locais. Ironia ou naum, estavam todas lotadas (fui ao Up Town e ao Mythology, passei na frente de outras cinco). O mais engracado, porem, eh que eu estava acompanhado de dois judeus, Nadaw e Odir (tristemente, naum sei escrever esse ultimo nome), e os acompanhei, petreo, a uma aula de Salsa. O instrutor, suficientemente instruido, era mestre naum apenas nessa danca taum nacionalmente peruana como tambem falava hebreu fluente e conhecia as coreografias da Ivete Sangalo. Que mais posso dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhei quilometros, com minhas pernas ainda naum recuperadas de Machu Picchu, numa jornada consumista em busca de precos baixos. Tentei comprar lembrancas pra todos, acho que naum consegui, mas o pior vai ser fazer as contas de t gastei qd estiver em Porto. Pelo que posso adiantar, estou dentro do planejado, mas isso pq naum computo uma compra grande q fiz logo na Freeshop de entrada. E qualquer deslize agora me leva alem do orcamento, que jah adianto naum se trata de um minimo, e sim de um medio. Fica registrado o meu lamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho cerca de 7 minutos, e calculo q este serah o tempo que esse ferrro velho vai levar para publicar o post. Ateh logo entaum, chego (se dentro da hora) de Buenos Aires via aerolineas Argentinas lah pelas 13h do dia 5. Saudacoes peruanas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115990983682345988?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115990983682345988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115990983682345988' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115990983682345988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115990983682345988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/10/de-volta-mae-gentil-e-aos-teclados-com.html' title='De volta a mae gentil (e aos teclados com til e crase)'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115971446563993577</id><published>2006-10-01T11:13:00.000-03:00</published><updated>2006-10-01T11:54:53.936-03:00</updated><title type='text'>Últimos dias</title><content type='html'>Estou agora na reta final da minha viagem, que no final das contas me pareceu bem mais curta do que eu imaginei. Estou etrando nos "últimos dias" (só tenho mais três), mas aproveito pra falar dos últimos dias (desde o meu último post, na quarta, eu acho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava decidido a passar mais do que um dia no Vale Sagrado (regiaum que se extende, aproximadamente, entre Cuzco e MP). O tur pelas cidades principais do vale saia por cerca de 10 sólares e era uma correria, entaum decidi preparar a mochila prum roteiro light, deixei o dispensável em Cuzco e fui para Pisaq, primeiro vilarejo da lista. Peguei o transporte peruano normal, por 2.2 soles, e cheguei lá cerca de 8h30 da manhan. Como naum fiz o passeio com agencia, subi toda a montanha e desci por conta, acompanhado de um muambeiro que fez as vezes de guia por 5 soles. 8h30 é realmente cedo para o turismo: naum havia ninguém fizcalisando a entrada e o tal muambeiro (que se chamava Quencin ou Quentin) estava subindo para chegar às ruínas antes dos turistas. Realmente aproveitei, pois na maior parte do trajeto naum havia ninguém, e as excursoes só apareceram qd eu estva indo embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá fui para uma cidadezinha chamada Yucay, onde, tristemente, o lugar que eu queria visitar estava fechado. Fiquei cerca de 30 minutos no sol antes de pegar o próximo ônibus para Ollantaythambo (na verdade, Urubamba, de onde rachei um taxi com uns israelenses e uma norte-ameriana). Ollantaythambo estava inclusa no Boleto Turistico, e para alguns era considerada a ruína mais bela. Naum gostei tanto asssim... tinha muita gente e me senti em meio a um formigueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperava passar a noite por lá, mas descobri q o francês que havia conhecido um dia antes, chamado Laurent, estava de passagem comprada para MP. Aproveitei a companhia (e o fato de que teria alguém com quem rachar um quarto) e fui junto com ele e a norte-americana, chamada Alexa, para o taum esperado santuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma noite bem dormida, levantei às 5h para subir a pé até as as ruínas. Acabei tomando o ônibus, um pouco por comodidade e pelo fato de que a subida levaria uma hora, e eu qeia estar lá muto cedo. Bom, deixo a narraçaum do meu dia em Machu Picchu para depois, ao vivo e a cores, mas adianto que foi sensacional. Minhas pernas ainda doem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, após pegar um trêm às 5h45 da manhan, voltei a Ollantaythambo e, de lá fui com um israeliense chamado Nadaw até o povoado de Maras. A partir de lá tomamos um coletivo até Moray, um lugar onde os incas experimentavam diferentes posiçoes solares e altitudes para plantar alimentos. Bem interessante, mas para quem tinha visto MP no dia anterior parecia pouca coisa. De lá fomos às Salineras de Maras, um lugar onde se extrai sal. Esse sim foi fantástico! De um lado da montanha corre um rio salgado, parar extrair o sal, eles construiram centenas de piscinas com pouco mais de 6m quadrados. Eles enchem as piscinas com a água do rio e deixam secar - um processo lento, pouco lucrativo, que eles compensam cobrando entrada dos turistas... MAs a visaum daquelas piscinas é sensacional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hj vou tentar ir a um festival de Cuy, uma espécie de porquinho da índia que todo mundo por aqui diz ser delicioso. Só falta descobrir onde eh esse tal festival! Me desejem sorte e lembrem que eu volto no dia 5 (mas como trabalho já no 6, vou ter de me esconder um pouco para descansar no tempo que me resta). Abraços a todos, e sem recados pessoais dessa vez pra naum magoar ninguém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115971446563993577?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115971446563993577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115971446563993577' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115971446563993577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115971446563993577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/10/ltimos-dias.html' title='Últimos dias'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115941175252322534</id><published>2006-09-27T22:40:00.000-03:00</published><updated>2006-10-01T11:13:44.076-03:00</updated><title type='text'>Corrida pelas ruínas</title><content type='html'>Começo corrigindo uma falha do último post: Lu, naum te mandei recado pessoal porque todos os meus recados saum, de uma forma ou de outra, destinados a uma leitora taum assídua quanto tu! Atualmente, tu perde apenas para a minha dupla de progenitores, V&amp;amp;V. Fica tranquila que naum me esqueci de ti, nem da touca com pompom e cobertura para as orelhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, só para me atualizar: amanha (28) vou para o Vale Sagrado, de onde pretendo chegar a MP com o menor custo possível. Pretendo passar por algumas cidades pequenas, com sorte duas ou três q nem estejam no mapa. Sei q isso vai me consumir quase todo o tempo que me resta, deixando apenas mais um ou dois dias em Cuzco antes do meu retorno a Lima e ao Brasil. Deixo este tempo pra comprar as toucas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, dois norte-americanos q conheci, os quais espero ter mencionado antriormente nesse blog, pois já naum tenho certeza devido à latência de posts, postaram uma foto minha com eles, cujo link disponibilizo abaixo. Naum tive tempo para ler com atençaum o blog deles, mas se escrevem taum bem como conversam, deve ser uma maravilha. O link da foto eh:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4774/3234/1600/leigh%20248.jpg"&gt;http://photos1.blogger.com/blogger/4774/3234/1600/leigh%20248.jpg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o link do blog eh:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.needlefrish.blogspot.com/"&gt;http://www.needlefrish.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fiz o tur das ruínas ao redor de Cuzco, com interesse especial para Saksyhuaman e Pikillacta, q nem estava no meu guia. As coisas mais interessantes até agora, pra falar a verdade, naum estavam no meu guia! Bom, por hora era isso, acho que vou ficar sem escrever até voltar a Cuzco, mas se pechar com um cybercafé mando novas. As narrativas longas que esperava fazer sobre a viagem, confesso, foram feitas no papel, nem sempre taum longas qt eu gostaria, mas intimas e fluidas. depois, se tiver paciência e um TECLADO BRASILEIRO, digito algua parte mais interessante ou engraçada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That's all folks!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115941175252322534?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115941175252322534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115941175252322534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115941175252322534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115941175252322534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/09/corrida-pelas-runas.html' title='Corrida pelas ruínas'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115929599376098958</id><published>2006-09-26T14:50:00.000-03:00</published><updated>2006-09-26T15:39:53.780-03:00</updated><title type='text'>Um montao de coisas...</title><content type='html'>Bem, meu último post foi no dia 18, pouco antes de eu conhecer uns israelenses e sarir com eles pra tomar um milkshake (eu bebo sim, mas nao pude deixar de tomar um milkshake). Conversamos sobre a política interna de Israel e sobre confortos que fazem falta nas viagens longas - eh que eles estavam viajado a quase 3 meses, e sentiam falta de tudo aquilo que pra mim ainda se pode dizer dispensável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 19 fui fazer um passeio de 2 dias pelas ilhas flutuantes de Uros (eu escreveria mais sobre elas, mas procurem no google pra me poupar o trabalho), Amantine e Trujillo. Grande dia 19, data do meu último banho quente... Aproveitei bem o passeio nas ilhas, e - breve intervalo: eu vou quebrar esse computador fdp e destruir todos os teclado desse cybercafé porque está IMPOSSÍVEL escrever direito -, como ia dizendo, dormi na casa de uma nativa, a 10 soles com 3 refeiçoes inclusas (o que dá uns 8 reais - barato, né?). Conheci uns norte-americanos gente fina, capazes de manter conversas cabeça e bem longe da ignorância que geralmente povoa as mentes dos EUA. No dia seguinte, fomos os tres de taxi para as ruinas de Syllustani (ACHO que se escreve assim). Fiz tudo correndo e naum tive um minuto para parar, pois em Trujillo me encontrei com os franceses q conheci em Nazca e combinamos que iriamos juntos, às 21h30, para Cuzco, de onde escrevo. Chegamos na madrugada do dia 21 (quinta, certo?) e depois de encontrar um hotel e passear pela cidade, tomamos a iniciativa de ir para Choquequirao (umas ruínas que certas pessoas compararm a M.P., pois sao uma cidade inteira que foi abandonada pelos incas na época da conquista espanhola).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha perguntado o preço da caminhada (quatro dias e tres noites), mas o passeio completo naum por menos de 180 dólares. Resolvi procurar mais um pouco e encontrei uma sra q tinha agencia em Cachorra (nome engraçado, ná?), de onde as pessoas saem para chegar as ruínas. Ela me vendeu serviço por serviço, desmontando o passeio e retirando todos os supérfluos. No final, mesmo com os gastos menores que tivemos pelo caminho, saiu por cerca de 90 dólares. Voltei apenas na tarde de ontem, porém, e ainda naum tinha tido uma chance de sentar e escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naum vou entrar em detalhes sobre as caminhadas de até 20km por dia, a subida, descida e ressubida de uns mil metros, as tarântulas, o nascer do sol em meio às ruínas e a ausênia de banheiros. Usem sua imaginaçaum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para explicar o comentário no início sobre o banho: no acampamento tomei chuveradas frias, e a água quente no hotel tb nau funciona... Mas continuo limpinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos comentários pessoais: Bernardo, naum fica deprimido que eu volto logo (a Ângela que falou...). Ítalo, valeu a leitura, qd eu voltar a gente comemora com cerveja e futebol. Fica sabendo que eu naum vi nenhum bicho parecido com a Jujuba, a naum ser umas peruanas esquisitas (Deus, como elas saum feias!). V&amp;amp;V, naum se preocupem q tah tudo ok, ve vou manter o contato na medida do possível. Fred, eu recebi um aviso de que tu postou comentários no Blog, soh naum consegui descobrir ONDE! Bom, era isso que ainda tenho passeios hoje pelo Umbigo do Mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115929599376098958?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115929599376098958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115929599376098958' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115929599376098958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115929599376098958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/09/um-montao-de-coisas.html' title='Um montao de coisas...'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115861834983255362</id><published>2006-09-18T18:28:00.001-03:00</published><updated>2006-09-18T19:25:49.846-03:00</updated><title type='text'>Chachani</title><content type='html'>Bem, fazem alguns dias que eu naum escrevo, ma com boas razoes. Naum consegui subir no Misti, pois a excursao que estava sendo organizada pra lá ia demorar mais um ou dois dias.  Em compensaçao, me ofereceram outro vulcaum, que saia no dia seguinte com um casal de franceses (cuja idade, próxima aos 50 anos, serviu como forte encorajamento). O ponto eh que eles tinham vasta experiência em escaladas e em vulcoes, detalhe que soh me foi comunicado quando jah estava de partida para a montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, alguns números: Paguei "apenas" 55 dólares (façam as contas) para escalar esse vulcaum, sendo que o preço médio fica acima dos 80. A altura da fera era de 6.075 metros. Alguém aí já passou dos 6 mil? Ok, dos 5 mil e 500, quem sabe??? Eu até posso estar me gabando, mas eh que quase me matei pra chegar lá no topo, uma vez que o guia resolveu guardar as garrafas de oxigênio para eventuais "emergências". Pra quem já assistiu esses filmes de escalada, bom, lembrem que o ar era pra lá de rarefeito, dores de cabeça eram uma constante inevitável e tanto o sol quanto o frio destroçam os lábios (mas fiquem tranquilos, eles vaum estar bem quando eu voltar). Foi uma experiência nova, uma verdadeira conquista - saindo de um acampamento a 5.200 metros e subindo, a partir das 2h da manhan, 875 metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tah, o caminho naum eh "difícil" (soh morream umas quatro pessoas desde que começaram a fazer o trajeto comercialmente), mas os que completam o trajeto saum minoria. No meu dia completarm quatro, desistiram quatro, e parece que dois naum conseguiram sair do acampamento (repito que todos aqueles sintomas de contra indicaçaum se sentiam desde lá). Em suma, valeu a pena... E o futebol "quase" semanal ajudou sim, Bernardo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou em Puno e, por mais que queira escrever (mais), estou com pouca roupa para essa cidade em que, me disseram, a temperatura baixa a até 10 graus negativos a noite. Estou bem e amanhan vou até as ilhas flutuantes de Uros, para depois passar a noite em outras ilhas menos flutuantes mas igualmente curiosas... Conto mais logo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115861834983255362?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115861834983255362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115861834983255362' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115861834983255362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115861834983255362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/09/chachani_18.html' title='Chachani'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115827984674922360</id><published>2006-09-14T20:57:00.000-03:00</published><updated>2006-09-14T21:24:08.530-03:00</updated><title type='text'>Canyon del Colca</title><content type='html'>Fui ao Canyon, mas passei por alguns transtornos antes... Todo mundo me avisou que os onibus peruanos saum bagunçados e sempre chegam atrasados. Eu naum acreditei. E pior, descobri que estava fiz bem em duvidar. O onibus de Nazca a Arequia chegou meia hora mais cedo. Contudo, a propria agencia de turismo duvidava dessa peripecia e resolveu chegar depois. Fiquei UMA HORA esperando!!! E para piorar, descobri que havia pago cerca de 3 vezes o preço normal, 4 se eu soubesse pechinchar bem. Fiquei MALUCO! Fiz a primeira parte do tur até Chivay, liguei para a operadora de turismo e pedi meu dinheiro de volta, pra daí sair em busca de um hotel e de uma outra empresa para fazer o tur. Resolvido o problema, naum recuperei tudo, mas o suficiente para tirar um peso da minha consciencia. O Canyon era muito bonito, em especial devido aos jardins construídos pelos Incas e pelas culturas locais, que lá viveram entre 12 e 14 dc. Os jardins em questaum eram para a agricultura, claro, mas muito bem feitos e quase misticos, por assim dizer. E aum, eu naum tinha mascado folhas de coca além da conta. Outras passagens divertidas ficam na minha memória, mas naum tenho tanto tempo para dividí-las.Agora estou num cybercafe com duas alemas, copiando minhas primeiras 500 fotos num CD e dando notícias de que estou vivo. Mais em breve, naum se preocupem. Ah, e quanto ao Misti acho que vou fazer - mesmo sabendo que o ar de 5 mil metros eh bem rarfeito e eu tenho apenas o minimo prparo necessário para fazê-lo. Ok, era isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115827984674922360?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115827984674922360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115827984674922360' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115827984674922360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115827984674922360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/09/canyon-del-colca.html' title='Canyon del Colca'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115808448078062126</id><published>2006-09-12T15:06:00.000-03:00</published><updated>2006-09-12T15:08:00.780-03:00</updated><title type='text'>PS</title><content type='html'>É soh uma questao de tempo ate eu me deparar com alguns dias mais corridos e nao blogar nada - pelo menos assim o espero. Nao se assustem se desaparecer um pouco, e se quiserem me escrever algo me enviem um comentario pq nao estou lendo emails... Ah, e nao estou respondendo os comentarios por hora devido ao TEMPO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fui&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115808448078062126?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115808448078062126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115808448078062126' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115808448078062126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115808448078062126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/09/ps.html' title='PS'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115808435426517615</id><published>2006-09-12T14:52:00.000-03:00</published><updated>2006-09-12T15:05:54.486-03:00</updated><title type='text'>Nazca - Arequipa</title><content type='html'>Bueno, estou utilizando a internet no albergue de Nazca e vou ser rapido, pois só tenho meia hora (da qual 15 minutos foram gastos tentando lembrar a minha senha do blog...). Fiz o sobrevoo das linhas de Nazca pela manha, q foram tao interessantes quanto eu imaginei que seriam. Salgado o preco, mas valeu a pena. Em uma hora vou visitar o cemitério de Chauchila (que eu insito em chamar de 'Cemitério de Chinchila', sem intencao comica e por mero analfabetismo em Quechua). Fui também fazer uma breve visita aos aquedutos, mais engenhoso e mais simples do que eu imaginei. Se eu soubesse que dava pra tirar tanta água do subsolo de um deserto andino, teria ficado em duvida sobre fazer o passeio. Ah, tb fiquei desapontao pq proibiram os mergulhos no aqueduto (nao, nao eh porque estou sujo e queria economizar um banho... Eh porque eu realmente queria nadar em aquedutos de  12 metros de profundidade que foram construídos a quase 2 mil anos), por causa do risco de desmoronamento em caso de terrremoto e de alguem tentar "levar uma pedrinha" como recordaçao. Bom, do cemitério vou a uma regiao onde se fazem ceramicas e a um lugar onde trabalham artesaos em ouro, se eh q eu entendi direito.&lt;br /&gt;Para explicar o titulo do post, ao retornar desse passeio tenho de voar ate a rodoviaria para pegar o bus das 19h ate Arequipa. Se chegar a tempo (em Arequipa, pois os buses peruanos tem uma tendencia natural ao atraso) faço o tur do Cañon del Colca no mesmo dia (dois dias, para ser mais exato). Bem, era isso. Em Arequipa, vou tentar escalar o Misti (um belo de um volcao...). Estou tranquilo mas ainda nao consegui gastar tao pouco quanto gostaria: me desejem sorte, senao vou passar os proximos dias em fartura e os 15 seguintes mendigando pelas ruas de Cuzco... Abraços a todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115808435426517615?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115808435426517615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115808435426517615' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115808435426517615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115808435426517615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/09/nazca-arequipa.html' title='Nazca - Arequipa'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115793417903775085</id><published>2006-09-10T21:18:00.000-03:00</published><updated>2006-09-10T21:22:59.050-03:00</updated><title type='text'>Nazca</title><content type='html'>Passagem comprada, amanha vou para Nazca. Pela manha, acho que vou ate um mirador da cidade, mas eh tudo... Hoje estive no centro e nao tem muitas razoes para eu voltar la. Quer dizer, so se eu quiser comprar lembrancinhas baratas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem , vou tentar achar companhia para me divertir por aqui... Ou isso ou me preparo para acordar cedo amanha. Ah, e queria aproveitar para elogiar a presenca dos meus leitores mais rapidos (e tal vez preocupados): meus pais. Sim, dona Vera e seu Valdeni parece que vao aparecer por aqui agora! Valeu pro'ceis! Era isso que el tiempo, este dragon, urge.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115793417903775085?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115793417903775085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115793417903775085' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115793417903775085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115793417903775085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/09/nazca.html' title='Nazca'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115791401174414190</id><published>2006-09-10T15:27:00.000-03:00</published><updated>2006-09-10T15:46:51.826-03:00</updated><title type='text'>My tur de ayer</title><content type='html'>Cheguei em Lima às 22h de ontem, animado em dar início à minha viagem... Ok, um dos vôos atrasou uma hora e meia, o outro teve um problema na porta e nao foi possivel desembarcar ate quase 23h, mas isso nao me tirou o bom humor. (Ja aviso que abandonei os acentos nesse exato minuto porque o teclado limeño me tortura!). Bem, a sorte é que no final do segundo voo comecei a conversar com uma pareja que estava sentada do meu lado: Victor y Katty Murga, casados a quatro anos e comemorando o aniversario da data. Me deram várias dicas de passeios e me mostraram mais fotos do que minha paciencia permitiria, nao fosse a cituacao extremamente propicia em que nos encontravamos os tres. Foram tao amaveis que me deram carona ate o albergue - uma historia longa e cheia de curvas, mais ou menos como o tur que fizemos pelos arredores de lima antes de chegar aqui. Em suma, me mostraram todos, ou pelo menos quase todos os pontos menos turisticos que fazem a cabeca dos limeños (inclusive casas noturnas e tal). Cheguei no albergue às 02h30, voltei a sair e fui dormir às 04h. Impossivel negar, dei muita sorte. Ambos eram extremamente amáveis, estavam de muito bom humor e eram tipicos cidadaos dessa metrópole sulamericana. Depois conto mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problema 1 e 2: 1) Meu hostal era mais caro do que a intenet dizia; ainda to de cara, mas fazer o que? 2)O caminho Inca, que todos os guias e sites ofciais dizem que precisa ser organizado com um mes de antecedencia, precisava DE DOIS MESES DE ANTECEDENCIA!!!!!!! Moral da historia, vou procurar um trekking alternativo e era isso... Mas Macchu Pichu, me aguarde!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salut Victor y Katty Murga (no se si lo escribo corectamente...)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me gustaria de mas una vez agradecerlos por el tur de ayer y dejir que estaba muy divertido! Estuve animado todo el tiempo y no fuera el sono me terian visto mas ajitado en el final. Estuve hoy en las agencias de turismo que me indicaran, pero los paquetes salen un poco de lo que intento gastar. Mañana me voy a Nazca y hoy voy a visitar la plaza Mayor (y todo lo que hay cercano). Quando tuvier tiempo y un computador que funcione vos envio las fotos. Mas una vez, ustedes fueran por demasiado aimables y estoy muy grato por la recepcion callorosa que ahora voy guardar como recuerdo del pueblo Peruano (o pelo menos de los limeños que trabajan con seguros...). Ele camino Inca, tristemente, no lo voy a poder hacer... Ya estou trabajando para encontrar un trekking altrnativo, y espero que no me falga tan caro. Bueno, me despido que hay otras personas queriendo utilizar la máquina... Tchao!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro Lima&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115791401174414190?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115791401174414190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115791401174414190' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115791401174414190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115791401174414190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/09/my-tur-de-ayer.html' title='My tur de ayer'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115734732453719288</id><published>2006-09-03T23:55:00.000-03:00</published><updated>2006-09-04T02:22:06.506-03:00</updated><title type='text'>Título, título... Precisa de título?</title><content type='html'>tum... tum... tum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por algum motivo me lembrei hoje dos meus amores de criança. Sei o motivo, mas também sei que não vem ao caso. O que me deu vontade de escrever foi o jeito como esses sentimentos antigos e parcialmente apagados fizeram meu coração bater após tanto tempo - devagar e com força, quase sufocando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi ao longo dos anos a só chamar de amor um sentimento específico, pra não dizer mais forte ou mais completo. Aprendi a valorizar paixões e paixonites de um jeito diferente, a não confundir nem misturar os muitos tipos de afeto. Fiz isso para respeitar um ideal de carinho que eu tinha, algo que me dava vontade de seguir em frente, buscando e buscando e buscando. Segui esse caminho por alguns anos, abandonando a chance de perseguir sorrisos fugases ou viver a batida groove de certos romances incertos. Mesma batida que me pegou hoje, não fosse o drawback das lembranças e minha natureza excessivamente romântica e melancólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei o dia inteiro em círculos sem entender porque. Ri por hábito, pra não esquecer que sou feliz. Fiquei nervoso sem motivo, por causa desse invisível que me encerra e ao qual não sei como designar. Quem sabe "eu" seja uma boa definição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma voz dentro de mim me diz: "Deixa disso Álvaro, vai dormir que nem tu sabe o que tu tem pra dizer agora. Provavelmente, tu não tem nada mesmo". Pra piorar, acabei de passar duas horas teclando no MSN e até perdi o fio da meada. Por pura obstinação, porém, vou concluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o advento da psicanálise o homem conseguiu a comprovação de que não era um só, de que sua unidade era repartida. E para que isso serviu? Para que ele tentasse fortalecer-se com base nesse mesmo ideal consciente (e incompleto) de sua refundada essência. Sou dessas pessoas que nunca ficou satisfeita com a idéia convencional de felicidade, mas que se depara com uma vida áuto-determinante. Não digo que enfrentamos clausuras (creio, inclusive, que estamos entre as gerações mais livres que já existiram até hoje): simplesmente enxergo minha própria noção de felicidade, idiossincrática, como algo inviável em meio à sociedade atual, e sinto que seria inútil e desnecessário ir atrás dela com tantos placebos a disposição. E os placebos não dão dor de barriga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é: limitar os próprios sentimentos, ainda que de maneira sutil e supostamente saudável, é fugir do que somos e do que nos faria feliz. Fugimos tanto que as vezes alcançamos  algo que queriamos e nos damos conta: "Não era isso!". Essa idéia é batida, sei, mas e daí? A verdade não precisa ser nova, não precisa ser um segredo, muito menos uma pergunta. Ela é uma afirmação que estava escrita (e inscrita) ao  nosso redor desde o início, em uma língua que não sabiamos ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que acabei de ir contra o próprio princípio desse blog! Droga, amanhã releio isso e pôsto algo pra remendar as lacunas. Saudações a todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115734732453719288?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115734732453719288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115734732453719288' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115734732453719288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115734732453719288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/09/ttulo-ttulo-precisa-de-ttulo.html' title='Título, título... Precisa de título?'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115712399458310538</id><published>2006-09-01T12:16:00.000-03:00</published><updated>2006-09-01T12:19:54.603-03:00</updated><title type='text'>Porra Batimã!</title><content type='html'>Escrevi uma breve ficção em duas sentadas: moral da história, ela desceu lá para o dia 16 de agosto (data da primeira sentada). O post é novo, apesar de deslocado, e se alguém quiser ler agradeço comentários. Mesmo os negativos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115712399458310538?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115712399458310538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115712399458310538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115712399458310538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115712399458310538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/09/porra-batim.html' title='Porra Batimã!'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115695289428048380</id><published>2006-08-30T12:36:00.000-03:00</published><updated>2006-08-30T12:48:14.403-03:00</updated><title type='text'>o Peru</title><content type='html'>Para os que não sabem, viajo em dez dias. Vou pro Peru. Pensei em transformar esse blog em diário de viagens eletrônico, pelo menos temporariamente, mas acho que não vai dar certo. Como, no entanto, não pretendo ligar pra (quase) ninguém enquanto estiver fora, vale postar alguma coisa pra vcs saberem que estou vivo. Acho que vou fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem saí atrás de uma mochila estilo "bagagem-única". Ainda estou avaliando questões cruciais sobre a viagem: será que devo passar o mês inteiro sem fazer a barba? O banho deverá ser: a)obrigatório; b)facultativo; c)dispensável; d)dissuadido???? Deverei levar o dinheiro na cueca? E como isso afeta a questão do banho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, baboseiras de lado, tenho escrito pouco nos últimos dias. Posso supor (e eu mesmo me reprovo por isso) que seja porque eles têm sido tranqüilos. Não tenho tanta vontade de pensar quando me sinto assim, light. Estou ponderando as coisas na minha vida, naquele estado que antecede as grandes decisões, e preparando os próximos passos. "Grandes decisões" pode até ser exageiro, mas sei que quero levar algumas coisas mais a sério (já estou levando) e isso exige método e dedicação. To tomando ar antes do mergulho. Bom, até logo que um ovo frito – e frio –me espera. Abraços a todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115695289428048380?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115695289428048380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115695289428048380' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115695289428048380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115695289428048380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/08/o-peru.html' title='o Peru'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115622054512031106</id><published>2006-08-21T23:39:00.000-03:00</published><updated>2006-08-22T01:22:25.263-03:00</updated><title type='text'>explicando o último post</title><content type='html'>A idéia do texto anterior, que me saiu por desforra, está involuntariamente relacionada à estruturação lacaniana do Eu e à idéia de construção do Ego na figura do outro (o "pequeno outro"). Apesar de que, numa aproximação Winnicotiana, o "outro" pode ser apontado como a mãe, ou ainda o seio da mãe, essa identificação muda conforme a perspectiva do psicanalista (Freud, por exemplo, identificava vários outros, numa relação inter-subjetiva mais complexa entre o indivíduo, o pai e a mãe). Para Lacan, o outro é o simbólico, e o simbólico é todo o sentido que conseguimos extrair do mundo. O imaginário, fruto dessa extração e do pouco que sobra da nossa essência, precisaria ser "filtrado", despido da nossa mente até onde for possível, pois só assim poderíamos recuperar o que realmente nos faria feliz: desejos e impulsos que pertencem a essa mesma essência, a verdade guardada por aquele que Jung aponta como o "Grande Irmão" de certas culturas indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Lacan, isso só é possível através da linguagem, da reconstrução dos próprios processos de significação graças ao diálogo com o "grande outro". Essa figura externa, para L. e conforme a perspectiva freudiana, é o pai. Na minha é uma imensa incógnita escondida em algum lugar no mundo. Agora não sei dizer exatamento quem ou o que, mas vou continuar tentando até descobrir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115622054512031106?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115622054512031106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115622054512031106' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115622054512031106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115622054512031106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/08/explicando-o-ltimo-post.html' title='explicando o último post'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115595301090083950</id><published>2006-08-18T22:08:00.000-03:00</published><updated>2006-08-21T01:33:51.146-03:00</updated><title type='text'>better than nothig...</title><content type='html'>In the last few days I've been noticing something strange happening to me. To my usual readers, I humbly ask you to accept my most sincere apologies for the use of this foreign language - and also for the eventual mistakes that you'll be able to find among those lines. Althought it may seem strange, I didn't have much of a choice...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The origin of this idiomatic problem is as rare and as difficul to explain as the problem itself, and it took me some time to find a way in witch I could put it clearly. But the strangest thing is yet the fact that, had I not chosen to write this story in English, it could not have been writen. If you have the time to solve this puzzle, and the patience to find its key, I beg you to help me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For the last couple of weeks, I've been back at my parents house. By moving here I could have faced the normal consequences, starting with fights with my brother or minor changes in my routine. However, the changes have been more severe than I would have expected...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As I was telling you, it's been two weeks since I came back to the cradle. And the've been long. I wasn't used to having cable TV at home, nor to have that much free time, with help to do the dishes and to make my bed. But I got used quickly. I needed no time to start zapping around and to turn down my old outdoor activities for some automatized TV watching sessions. And so It started.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wasn't used to processing that much information. I think I had grown condecendent with a circular thought pattern, feeling cosy in my mind's own mase. Not that I stopped thinking, but all my energies were focused in digging that hole even deeper (that bottomless pit of questions you can't answer but you still keep trying to). And now, freed of the trap-path I followed for the last year and a half, I find myself in this world - again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The world I speak of, however, is not free. It's a place of ideas that no one can call teir own, and at the same time everyone accepts them as if they were plain truths. Worse: it's not a world in portuguese, or in reason. It's a nightmare of &lt;em&gt;cliches&lt;/em&gt; that have been writen as a screenplay, allways in english, and repeated endlessly in two hours scatches called movies or three minute noises called songs. It's a hell made to ilude, a faked paradise forced into every corner of everyone's eyes so that no one can believe it just &lt;em&gt;isn't&lt;/em&gt;. And it's so simple to fall for it. What strenght I've left to fight I'm using it right now, in this foolish atempt to regain conscience of what I've lost.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I hope my words still make sense, despite the fact that I'm no longer expecting them to. They no longer corespond to my own reality, so maybe that won't corespond to any reality at all. I'm living a fiction that does not belong to my country, to my world, to my life. Trying to see through it brought me to this point, but now what else? I'm trying to read between the lines and find something that could bring me back, decode this infinite placebo, but I know that even this idea has been placed in my mind. And so I write, following the only road still open, even thought it leads nowhere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maybe the solution exists, maybe it doesn't. But it's not here, and of that I'm sure. In my quest to find it, I've lurked into depths that most people will never venture, dreamed of heavens were every sense is filled with hapiness. And it's not there either, in any of those places.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Persuing this search for understanding is enought to keep me moving, but not enought to make me sane. This is my flight of Icarus, this is my one chance of teasting life - and enjoy it as it comes silently to an end. Doing that with my own reasons, with as much freedom as I have left, is better than remaining within the tracks. It's also better than nothing...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115595301090083950?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115595301090083950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115595301090083950' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115595301090083950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115595301090083950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/08/better-than-nothig.html' title='better than nothig...'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115570514848986803</id><published>2006-08-16T01:29:00.000-03:00</published><updated>2006-09-01T12:14:24.010-03:00</updated><title type='text'>Ele lia Borges e Machado...</title><content type='html'>Ele lia Borges e Machado. Lia e relia as mesmas obras desde que completara a minha idade, como que empenhado em tê-las consigo sempre. Vivia num mundo repleto de Alephs e Quincas Borbas, emaranhado em pensamentos que seguido me oferecia como se fossem o seu reino. Para grande parte de nossos amigos e conhecidos, isso era o que meu pai tinha de mais interessante. Surpreendiam-se com a quantidade de sitações que trazia na memória e com o seu conhecimento dessas mesmas obras. Para mim, que já estava acostumado, esse era apenas mais um de uma série de hábitos e vícios; era parte da nossa rotina, assim como o café preto que tomavamos todas as manhãs e os bordéis baratos que visitávamos nos sábados à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado ver as faces dos meus amigos quando eu conto essa parte... A maioria simplesmente não consegue entender a vida sem uma figura materna. Quando minha mãe morreu - eu tinha onze na época -, meu pai não tinha como assumir o seu papel, mas fez tudo o que podia. Aos treze, me levou ao meu primeiro puteiro e explicou o que sabia sobre a vida. Passamos a noite conversando: ele falava, eu olhava gulosamente para os lados e me distraía, levdo por olhares e provocações nada discretas. Meu pai continuou falando até eu perceber que ele só iria parar depois que eu o escutasse. Ele dizia: "Filho, tu é livre pra tirar da vida a lição que tu quiser. Mas até tu ter vivido o suficiente, vou te oferecer algo pra colocar no lugar. Não abre a boca pra falar merda. Pensa primeiro, principalmente antes de agir. Sempre dá o máximo de ti, mas nunca para aqueles que não te merecem. Aos que provarem que merecem, guarda com carinho, mas evita ter mais amigos do que tu possa manter. Para saber escolher, dá ouvido a todos, mas voz a poucos. Acima de tudo, tenta ser fiel a ti mesmo, e assim jamais será falso com qualquer pessoa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que ele percebeu que essa última parte me havia tocado. Chamou uma menina que ele conhecia pelo nome, falou alguma coisa no ouvido dela e quando me dei conta havia embarcado para a última viagem da minha virgindade: três lançes de escada, cambaleados a seguir um par de pernas cujo rosto mal consigo lembrar. É engraçado como alguns detalhes se prendem com força enquanto outros se apagam com o tempo... O que me lembro, e provavelmente à força do nervosismo que tomou conta de mim naquela hora, é que foram 36 degraus. Uma subida ingime, rangida a cada passo e mística no melhor sentido da palavra - tanto que quando desci os mesmos degraus, eles já não tinham número, pois não importava mais a mim ou a ninguém contá-los. (Talvez Deus, se Ele existisse, pudesse dizer que eram exatamente os mesmos, que estiveram ali durante a minha saída e que lá permaneceram até o edifício apodrecer e ser abandonado pelas damas do ofício. Acho que não. Já não significavam nada a ninguém, já não havia mais quem lhes desse importância, quem lhes desse sentido. Se eles continuaram existindo por um tempo - ou se eles existem ainda - é unicamente na minha lembrança)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde meu pai me contou que aquelas palavras haviam sido tiradas de Shakespeare, roubadas da boca de Polônio e adaptadas na medida do possível. Mas afinal, melhor emprestar os valores dos outros do que viver perdido num mundo sem valores. Em seguida, ele me explicou que optava por esse sexo descompromissado e sem sentimentos para dar valor à imagem da minha mãe - não queria lhe arrumar uma substituta, desrespeitar sua memória ao encontrar alguém pior (ou pior ainda, alguém melhor...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o lado mais interessante em ter um pai aspirante a escritor fosse essa espécie de agnosticismo com que ele substituia a tradicional educação cristã: minha religião se tornou, desde cedo, a palavra. Com seus próprios mistérios, com seus próprios segredos, aprendi sobre o bem e o mal através das vidas que a leitura me despertava. Assim, eu despertava também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje, no entanto, tenho dificuldade em dissociar meu mundo das minhas leituras, bem como em separar meu pai dos autores que ele citava e em quem ele se inspirava. Quanto dele foi escolha e quanto foi espelhamento? Quando falava e escrevia, fazia de cada frase obra sua, se apoderava de clássicos e os tomava como seus. Por muitos anos enquanto criança não pude acreditar que outrou homem que ele houvesse dado vida a Julien Sorel e ao coronel Aureliano Buendia. Ainda hoje tenho difculdade em aceitar que obras como a &lt;em&gt;Odisséia&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;Morte em Veneza&lt;/em&gt; sejam frutos do trabalho de um outro homem, quanto mais de outros homens. Livros como esses são pais do homem, jamais seus filhos, e foi isso que eu aprendi com o meu. A literatura é um mero reflexo do universo que nos cria, o qual lutamos para botar no papel da forma mais clara possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115570514848986803?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115570514848986803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115570514848986803' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115570514848986803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115570514848986803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/08/ele-lia-borges-e-machado.html' title='Ele lia Borges e Machado...'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115565274128321730</id><published>2006-08-15T11:12:00.000-03:00</published><updated>2006-08-15T12:08:34.270-03:00</updated><title type='text'>sonhos estranhos</title><content type='html'>Quando fui dormir estava para postar algo. Queria fazer um elogio às boas conversas. Ah!, como eu gosto de uma boa conversa! Bastam um ou dois amigos, uma mesa de bar e qualquer coisa tragável (ou melhor, bebível, uma vez que o trago em si pode ser dispensado). Ok, de volta ao assunto: daí pensei que deveria fazer uma escolha de ordem e prioridade. Ler, dormir, escrever. Foi o que escolhi. Li umas 15 páginas do meu Machado de cada dia, devorei uma superinteressante (infantil, confesso, mas fazer o que?), fui pra cama e agora vos escrevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tenho assunto. Estranhamente, os dois sonhos que tive essa noite, cada um com pelo menos 20 minutos, incluiam carros. Em ambos os casos eu estava de carona. No primeiro, acompanhado do Cirilo (caaaaaalma: não o Cirilo do Carossel, mas um amigo dos tempos de faculdade. Grande Cirilo). No segundo, do sr. Elton, o dito chefinho do Sul. O Cirilo é um motorista ousado, ok, mas no meu sonho o Elton quase me matou umas três vezs. Se ele me oferecer carona, eu recuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momentos mais importantes: Cirilo quase atropelou a Derci Gonçalvez. Quase. E eu fiquei ali, na expectativa... quase!! Enquanto isso ele dava uma de carro-choque passando por um campo de futebol e derrubando as grades de proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Elton, além de tentar me matar (automobilisticamente falando) queria me demitir. &lt;em&gt;Deja vu&lt;/em&gt;. Me chamou de alcólatra e mentiroso, disse que eu não fazia o meu trabalho direito. O bom é que não foi pesadelo, acordei rindo e achando graça. Acho que a essa altura do campeonato, já sei que ele não tem razão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115565274128321730?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115565274128321730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115565274128321730' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115565274128321730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115565274128321730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/08/sonhos-estranhos.html' title='sonhos estranhos'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115551164168805738</id><published>2006-08-13T20:08:00.000-03:00</published><updated>2006-08-13T20:27:21.803-03:00</updated><title type='text'>Cicatrizes</title><content type='html'>O tema deste post foi amplamente debatido numa mesa de bar na noite de ontem, aniversário do meu irmão. Trata-se de uma daquelas ébrias reflexões filosóficas, iniciada com a memória e terminada com a razão. O estopim foi uma beleza: um dos meus episódios favoritos de "Cavaleiros do Zodíaco". Não lembro o nome de quem o Seya enfrentava, mas era o primeiro cavaleiro de prata a aparecer, e eles lutavam numa praia. O tal cavaleiro criticava os nossos heróis por já terem sido feridos e vangloriava-se do título de intocável, jamais ferido em combate e ostentando um corpo sem nenhuma cicatriz (nem mesmo aquelas da vacina que a gente costuma ter no braço!!!). Depois de apanhar horrores, o Seya acudia: um homem sem cicatrizes é um homem sem memórias, sem lembranças. Em seguida ele enchia o cara de porrada. Grande Seya!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço minhas as suas palavras: o homem precisa de cicatrizes. Nem sempre as físicas, mas as psicológicas em especial. São essas marcas que definem a nossa personalidade, a nossa motivação. São essas marcas que nos dão forças e nos ajudam a seguir em frente quando tudo parece se esvair. Elas constroem os grandes homens (tipo o Seya) e permitem a superação de obstáculos e a conquista dos nossos objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço este breve ode às cicatrizes, e peço que vocês dediquem um motivo a pensar nas suas. Elas definem quem somos e o que devemos buscar para ser felizes. Elas mostram em que batalhas podemos nos atirar e de onde tiraremos as forças necessárias à vitória. É, vou passar uns minutos pensando nas minhas. Grande Seya...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115551164168805738?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115551164168805738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115551164168805738' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115551164168805738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115551164168805738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/08/cicatrizes.html' title='Cicatrizes'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115551048302608483</id><published>2006-08-13T20:00:00.000-03:00</published><updated>2006-08-13T20:08:03.026-03:00</updated><title type='text'>Péssimo...</title><content type='html'>Queria postar três coisas, mas a minha incontingência literária me reteve uma boa hora e meia no último post. Ok, tempo demais para mim e desconforto para os gentis que decidirem enfrentar aqueles seis paragrafos de ruminações. Faço este post curto por dois motivos: em primeiro lugar, para avisar que tentarei escrever as demais entradas ainda hoje. Quero correr o risco e aproveitar o cansaço para deixá-los enxutos, bem curtinhos. Em segundo, para pedir que se dêem ao trabalho de ler as marditas &lt;em&gt;escusas&lt;/em&gt; (o post anterior). Vale a pena se quiserem saber um pouco mais sobre como eu funciono (e não me refiro aos meus intestinos...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hora era isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115551048302608483?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115551048302608483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115551048302608483' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115551048302608483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115551048302608483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/08/pssimo.html' title='Péssimo...'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115550995587377693</id><published>2006-08-13T18:36:00.000-03:00</published><updated>2006-08-13T19:59:15.956-03:00</updated><title type='text'>Escusas</title><content type='html'>Isso não deveria ser um post. Não deveria. Existem coisas que devem ser caladas, por mais verdadeiras que sejam, e essa é uma delas. Não estou falando daquelas pequenas mentiras necessárias ao dia-a-dia. Me refiro às grandes honestidades, às escolhas difíceis e às suas conseqüências. Me refiro ao esforço de sublimar os impulsos e desejos que nos jogam de um lado para o outro na vida, e fazê-lo na construção de um futuro melhor, ainda que incerto. Mesmo que não sejamos donos do tempo e nem tenhamos a capacidade de decifrar os mistérios do amanhã, é através da sinceridade dos nossos objetivos que ele pode ser construído. Dito isto, resta saber o que fazer dos remorsos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo como confissão. Sempre. Na maioria dos casos, o significado das minhas palavras é uma incógnita até para mim. Desta vez, entretanto, entrego aos meus poucos leitores o peso que carrego nos ombros, e só não o faço de forma mais aberta por respeito ao futuro que quero construir, e as feridas que foram abertas no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade que tenho para oferecer é essa: a coisa certa nem sempre é a que faz com que nos sintamos melhor, pelo menos não a curto prazo. Ela costuma estar escondida no caminho difícil, como a rosa colhida com as mãos apesar dos espinhos. É uma metáfora simples, mas permite explicar o subjacente sacrifício que devemos fazer em prol da felicidade. Afinal, valores como amor, amizade, honestidade e respeito podem estar em desuso, mas são os únicos que eu conheça pelos quais valha a pena viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha fraqueza se encontra em suportar o sofrimento, tanto meu quanto alheio, que surge por entre essas escolhas difíceis. Detesto o efeito colateral, o fechamento de inúmeros caminhos - cada um com seus próprios mistérios - para a abertura de estradas novas e devidamente pavimentadas, em que o bem do homem há de ser passageiro seguro. Comemoro o resultado, mas incondicionalmente sinto a dor das trilhas perdidas e das cicatrizes que elas deixam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa dor e o medo dessa mesma dor são as únicas forças que me impedem de agir como os grandes homens, arriscando-me nas escolhas necessárias ao futuro que aspiro. Pena. Isso me atrasa, e mesmo agora não consigo me conformar em ter feito a coisa certa. Quando será que serei capaz de me erguer acima disto e fazer a coisa certa em tempo integral? Quando será que esta confissão se tornará desnecessária, pois estará eminente em cada gesto meu? O que talvez me salve e que ainda agora me move é a consciência de que minha própria infelicidade poderia magoar as pessoas de quem gosto, no estranho ato de ferir para não se deixar sublimar (para o homem que não espera mais nada do futuro, afinal, nenhum mal parece grande demais...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte de mim esta presa aos prazeres perdidos nas vidas que abandonei - o fim de um relacionamento, a mudança de endereço, a permanência em um trabalho, a ausência de alguns amigos. Ainda que fossem vidas que não me fariam plenamente feliz, espero que todos entendam que elas me fazem falta (assim como fazem falta aos que sofrem comigo por suas próprias razões). Agora que sabem, escusem qualquer silêncio eventual - por certo estarei velando um caminho ao qual já não posso voltar. Olho para trás e sigo em frente, lutando para me libertar desse luto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115550995587377693?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115550995587377693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115550995587377693' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115550995587377693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115550995587377693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/08/escusas.html' title='Escusas'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115531255940176583</id><published>2006-08-11T12:57:00.000-03:00</published><updated>2006-08-11T13:09:19.500-03:00</updated><title type='text'>Isso tinha um nome...</title><content type='html'>Isso tinha um nome, mas eu não lembro qual era. O movimento romântico alemão, iniciado por Goethe, defendia ideais tais como a não correção dos originais. Eles não eram a favor de escrever errado (como, er... certas pessoas ;), mas consideramvam os erros ortográficos e gramaticaiscomo verdadeiros "troféis", provas da impulsividade e do sentimento que os movia e que deveria estar implícito em seus escritos. Gostaram da explicação? Tanto faz. Mesmo que ela me pareça meio falha (até porque o próprio Goethe reescreveu trechos do Werther ao longo das 3 ou 4 primeiras reedições) ela se encaixa perfeitamente com o propósito deste blog – uma verborragia desvairada e precisa na medida dos meus próprios erros. Fico com a toca, deixo a touca para os amadores. Quem sabe volte atrás no caso de algum erro grave (gravíssimo, por assim dizer). Até lá, no entanto, conformen-se leitores... A vida é feita de linhas tortas: por que as minhas haveriam de ser retas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115531255940176583?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115531255940176583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115531255940176583' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115531255940176583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115531255940176583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/08/isso-tinha-um-nome.html' title='Isso tinha um nome...'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115504865960145565</id><published>2006-08-08T10:43:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T11:51:01.516-03:00</updated><title type='text'>pesadelo automobilístico</title><content type='html'>2h45 - meu telefone dásinal de mensagem recebida. Um recado "urgente", insuficiente para me tirar da cama, forte demais para permitir o sono. Agradeço o aviso e vou dormir tentando ignorá-lo, porque dói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9h25 - Acordo com um sonho dos mais estranhos, tão indignado que não consegui voltar a dormir. Ultimamanente (e ultimamente se extende por pelo menos uns três meses) somente essa indignação tem sido capaz de me tirar da cama. O resto de mim parece entorpecido pelo medo de abrir os olhos e de encarar mais um dia sem... Deixemos assim, ok?&lt;br /&gt;   Saí da cama e tomei um banho rápido. Ainda tive tempo de devorar um sucrilhos com o meu irmão e sair para dar uma volta antes de me sentar para escrever. Somente assim, depois de pegar sol e fazer alguma atividade física (e por alguma quero dizer qualquer)  é que posso garantir que não vou me arrastar de volta para o leito tão breve termine de escrever. Fácil perceber que a indignação não tem sido a mesma de uns tempos pra cá...&lt;br /&gt;   Como ia dizendo, acordei indignado. Sonhei com meu carro e com uma camarilla de mecânicos fdps. Gostaria, em primeiro lugar, de lembrar a todos que meu Ka modelo 2004/2004 está numa situação de pré-venda: ainda não consegui deixar de fazer as coisas que faço com ele, porém já não aguento mais as incomodações. Foram 4 batidas (uma por culpa minha, duas por culpa dos outros motoristas e outra por conta do destino) , três arrombamentos, diversos arranhões (duas vezes em garagens, uma depois de um grenal e duas ou três por minha conta) e uma grana paga ao seguro, ao IPVA, à gasolina e aos famigerados flanelinhas. Em suma, o inferno pr'um cara pão-duro como eu.&lt;br /&gt;   O próximo passo para colocar meu carro numa situação de venda real - e pano de fundo para o meu pesadelo automobilístico - é uma limpeza completa que quero fazer antes de mandá-lo para uma avaliação. No sonho eu voltava para buscá-lo em uma garagem. À distância, tudo estava perfeito. Eles o haviam estacionado sob a sombra de uma árvore, e foi apenas quando cheguei perto que vi o estrago que um dos galhos mais baixos havia causado na traseira do pobre automóvel. Não contive o grito de desespero. Três mecânicos chegaram e se riram todos, como se fosse uma brincadeira proposital. Fiquei maluco, olhei para o estrago mais uma vez (e era O estrago) e comecei a esbravejar injúrias contra os três. Eles ficaram sérios e chamaram o "chefe", que parecia não dar a mínima para o meu nervosismo e simplesmente olhava para as marcas sem querer reconhecer qualquer responsabilidade.&lt;br /&gt;   Após alguns instantes nessa situação desagradável, ele me disse que eles mesmos fariam a pintura e o reparo, mas que eu teria de consertar os "outros estragos". Tive medo, muito medo. Dei a volta no carro e fui para onde ele estava. Meu para-choque estava TÃO destruído que eu parecia ter dois para-choques sobrepostos. Detalhe: para disfarçar, eles colocaram uma espuma amarela no meio. O para-choque é prata.&lt;br /&gt;   Voltei a esbravejar e ele permaneceu impassível, arrodeando o meu carro e agora apontando para a lateral. O arranhão era tão grande e profundo que (literalmente) pude ver o mecanismo de trava da porta. Essa lição onírica de engenharia foi a única coisa que conseguiu me acalmar, apesar de  brevemente. Aos poucos, os três mecânicos que estavam por ali voltaram a rir - primeiro abafado, depois em gargalhadas. Pedi indignado ao chefe que me mostrasse o filha responsável por aquilo. Chegou um cara todo metido, segurando uma faquinha de cerca de um palmo de comprimento (lâmina E cado) e balançado ela como se fosse uma baqueta de bateria. Ele se ria todo e seguia naquela ameaça velada, dizendo que não tinha feito nada e que já tava tudo igual quando ele chegou - ou melhor, quando eu levei o carro. Para piorar, ele começou  adançar algo que parecia a chula, descendo de joelhos e fazendo malabarismos com aquela maldita faca. Enquanto eu me emputecia, o chefe entrou no coro das risadas e eu fiquei MALUCO, abrindo os olhos para essa realidade tosca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou mais calmo, estou... Mas sei que há algo por trás desse pesadelo que não ouso dizer, algo que fica comigo e que me trará outros pesadelos em breve...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115504865960145565?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115504865960145565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115504865960145565' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115504865960145565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115504865960145565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/08/pesadelo-automobilstico.html' title='pesadelo automobilístico'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115470896051808142</id><published>2006-08-04T13:09:00.000-03:00</published><updated>2006-08-04T13:29:20.610-03:00</updated><title type='text'>4 cevas por uma toca</title><content type='html'>Ok, vocês sabem que eu não sou muito de beber... Mas eu queria porque queria uma toca da Guiness, a mais internacinal Pint inglesa que eu conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui a um concertode cellos no Goethe ontem à noite. Único problema: o cronograma do Goehte não avisava que era um concerto infanto-juvenil. Cheguei correndo e de cabeça cheia, achei que ia poder esvasiar os problemas com um pouco de música clássca, e tudo que ouvi foi a trilha da pantera corderrosa e aquela música "Na minha rua, minha rua tem um bosque. Que se chama, que se chama solidão...". Ambas devidamente acompanhadas por uma platéia de pais e avós animadíssimos e orgulhosos. Foi uma experiência inédita, inclusive porque entrei no meio de uma música e todos eles viraram a cabeça para certificar-se de que o intruso seria devidamente mortificado por seus olhares-coruja. O que me salva é que todos estavam lá para assistir a algum parente próximo, e assim transfiguraram suas feições de ódio para aquela fraternal e filial compreeensão que os reunia naquele auditório. Provavelmente imaginaram que eu estava lá para acompanhar um irmãozinho, primo ou sobrinho... Se ao menos imaginassem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é que o que era um princípio de dor-de-cabeça se transformou numa verdadeira enxaqueca, que tratei de afogar em um litro da recém descoberta cerveja Helles (mais precisamente é um chopp, pois não foi pausterizado...). Somente então me dirigi ao Mulligan, devidamente munido de amigos e amigas, para ingerir as quatro cervejas que me brindariam com a tão desejada toca. Desnecessário dizer, não aguentei as quatro. Rachei uma com meu irmão e cedi uma ao André (irmão da srta. Thies). Mas levei a toca!. Preta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me desculpem, vou estreiá-la...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115470896051808142?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115470896051808142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115470896051808142' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115470896051808142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115470896051808142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/08/4-cevas-por-uma-toca.html' title='4 cevas por uma toca'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115449795620082561</id><published>2006-08-02T02:19:00.000-03:00</published><updated>2006-08-02T02:52:37.850-03:00</updated><title type='text'>Ficção</title><content type='html'>Os olhos dela eram os mesmos de sempre, e ele amava aqueles olhos verdes e redondos como nunca havia amado outros. Por esse motivo, tentava não encará-la de frente. Começou a falar olhando para os cantos, para as bordas da mesa, para as próprias mãos nervosas. Disse que estava cansado das brigas, que não podiam continuar desse jeito, que ambos iriam perder se as coisas não mudasse. Ela repetiu o mesmo com palavras diferentes, com meias palavras que escondiam a reciprocidade desse amor: falou que estava cansada, qua não podia continuar e que ambos iriam perder - mas que era isso que deveria ser feito. Imaginava conhecê-lo melhor do que ele a conhecia, imaginava que o coração estava ganho e que o fim da estrada os levaria a retornar pelo mesmo caminho de onde vinham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ela estivesse menos nervosa, menos irada, teria percebido que algoestava diferente. Mal haviam entrado no bar, ele chamou a garçonete e pediu duas cervejas - o engraçado é que nunca bebia, nem gostava que ela bebesse. Esse gesto insensato escondia o enredo e dava a entender que o diálogo já havia sido escrito horas antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tantas vezes, ela caiu no jogo covarde de desprezar o objeto amado, de esperar o afago após o esporro. Dessa vez, contudo, não funcionara. E ambos permaneceram calados na busca de alguma palavra, na esperar de alguma declaração que mudasse o destino daquela noite. Nenhum chorava. "Ainda á cedo para lágrimas", pensava ela. "Se choro agora perco o respeito que ainda lhe tenho", refletia ele. Mas ela precisava de provas, e ele precisava de álibis. O silêncio os consumiu lentamente, e em minutos suas cabeças ecoavam apenas medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente, ele esticou a mão para tocar a dela, murmurando que sabia que essa era a melhor decisão. Ela encolheu-se na cadeira como quem sente frio e envolveu-se nos própio braços para esquentar-se. Ambos sabiam que era hora. Ela se ergueu e, com a mão aberta, despejou-lhe toda a ira em plena face. O bar calou-se, ou pelo menos pareceu calado, e o mundo congelou enquanto ele ergueu o olhar para entender o que havia acontecido. Sem mostrar tristeza, sem mostrar remorsos, ela foi embora. Enquanto buscava uma explicação, ele encontrou apenas aquela verdade óbvia que conhecia desde o princípio e que o perseguiria pelo restante de seus anos. Os olhos dela eram os mesmos de sempre...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115449795620082561?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115449795620082561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115449795620082561' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115449795620082561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115449795620082561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/08/fico.html' title='Ficção'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115449597270767478</id><published>2006-08-02T02:17:00.000-03:00</published><updated>2006-08-02T02:19:32.706-03:00</updated><title type='text'>nota explicatória</title><content type='html'>Detesto esses posts gigantescos que saem de uma vez como que regurgitados. É sério, me desculpem, mas deve ter sido algo que eu comi que não me fez bem. O pior é que eu sempre reclamava disso nos blogs de meus amigos e agora me acontece toda santa vez que sento na frente dessa telinha verde!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115449597270767478?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115449597270767478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115449597270767478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115449597270767478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115449597270767478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/08/nota-explicatria.html' title='nota explicatória'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115449551316458081</id><published>2006-08-02T01:28:00.000-03:00</published><updated>2006-08-02T02:11:53.240-03:00</updated><title type='text'>Estática</title><content type='html'>Andei lendo a esmo - é o que faço sempre que as coisas começam a ficar excessivamente claras ou confusas. Aos que me conhecem, desnecessário dizer o quanto ainda me pergunto sobre rumos e remos e velas e vultos e vãos. Recentemente, entretanto, enxerguei uma saída...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive um dia interessante visitando o Festival de Folclore de NP (por favor, não questionem meu conceito de "interessante". Leiam a história até o fim primeiro...). Como ia dizendo, tive um dia interessante ao visitar o tal festival, mas grande parte desse interesse adveio do fato de ter realizado essa viagem de 4 horas (duas e ida e duas de volta) em um carro ocupado por outros três homens. Tive tempo suficiente para observar quem eram, ou pelo menos quem mostravam ser, e pude assim desenhar os contornos de uma realidade com a qual tive pouco ou nenhum contato: a dos adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que reluto em crescer, em fugir do universo de sonhos e fantasias imaturas que ainda me perturbam. Não tenho medo, não me falta força, mas me falta motivação. E era isso que os demais ocupantes daquele carro tinham, o suficiente para me trazer de volta para essa realidade que pesa tanto nos ombros da minha (nossa?) geração. Defendo há aos a existência de um fator social e comum para a desmotivação das massas. Agora, talvez esteja me deparando com  o meu prório medo de ser massa. A conseqüência é clara e a razão é simples: o homem não encontra forças para fazer o que quer que seja de concreto na sua vida, caminha com passos inseguros (quando caminha) e se esquiva de tomar as decisões e correr os riscos necessários à sua felicidade; isso ocorre porque ele não sabe o que é a infelicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou dizendo que nossos pais eram todos felizes e que viemos de famílias perfeitas, mas as frustrações e os motivos dessa infelicidade raramente ficavam explícitos. A criança deveria primeiro desmascarar o mundo, descer às fundações e às inconsistências da realidade para, somente então, compreender o que deve buscar e do que deve fugir. E quantas crianças tem a inteligência necessária para fazê-lo? A maioria aceita a ilusão e mergulha nos consumismos antes mesmo da puberdade. E como tirar essa máscara, se o que mais tememos é o que está por trás dela? Ainda que sejamos capazes de arrancá-la, optamos por deixar a máscara intocada e passamos a reproduzir o mundo nos mesmos moldes com que ele nos foi passado. Já cansei de procurar uma brecha na qual fosse possível viver a vida desnuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, estou ficando excessivamente depressivo, ou melhor, deceptivo. O homem não me inspira confiança. Quando era mais novo, acreditava nos indivíduos e duvidava das massas. Agora, até os indivíduos me parecem idiotas, mutuamente influenciados numa guerra em escalonação. Já pensou quando essa porra explodir??? Não haverá mais fanatismos, haverá SÓ fanatismos (e talvez apenas um). O homem que não se entregar estupefado à razão da maioria morrerá antes mesmo de proferir resposta. Até lá, espero ter tempo pra falar ainda alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos aos três homens no carro. Todos tinham sua visão da vida, limitada e direcionada. Compartilhavam certos pontos- gosto por motos, belas mulheres e fotografias -, mas em doses diferentes. Esses pontos os assemelhavam em maior ou menor grau, mas não faziam A diferença. O que os tornava indivíduos interessantes era a capacidade de se prender a uma visão de mundo e concentrar ali as suas forças. As dúvidas e os receios eram pontuais. Nenhum vivia um dilema existencial &lt;em&gt;latu sensu&lt;/em&gt;, nenhum desconstruía as perguntas antes mesmo que elas fizessem sentido. Isso me deu vontade de ser diferente, ou melhor, de ser igual do meu próprio jeito. Mas que fazer se o meu cérebro não obedece razão ou lógica, que fazer se eu me curvo apenas diante de um sentimento de maravilhar sobre o qual não tenho controle e que nunca (nunca mesmo) vem na hora e na dose certa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém teve a paciência de ler até aqui, por favor me explica o que eu quis dizer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115449551316458081?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115449551316458081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115449551316458081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115449551316458081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115449551316458081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/08/esttica.html' title='Estática'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115440349308885514</id><published>2006-07-31T23:04:00.000-03:00</published><updated>2006-08-01T00:38:13.150-03:00</updated><title type='text'>três coisas interessantes</title><content type='html'>Liguei meu computador! Uma surpresa ver ele funcionando assim tão rápido... Anyway, assim posso voltar a teclar alguma coisa e compartilhar bobeiras! Prometi três e lá vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nº1 - Crescimento surpreendente: meu blog está com o dobro de acessos em relação à minha última postagem (pra quem não viu ainda, tem um contador). É um verdadeiro mistério! Presumo que todos sejam da Paula e da Lu, pois só elas postaram alguma coisa desde então... Bem q o resto do pessoal podia comentar tb, né? Tem ainda uma possibilidade remota e estranha: eu tinha programado o tal contador para ignorar acessos feitos com o meu IP anterior. Quem sabe, ao utilizar uma conexão diferente, eu tenha acabado de descobrir que visitei meu blog mais vezes q todos os meus amigos somados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nº2 - A essa altura já esqueci as outras duas coisas. Enquanto teclo assisto a um filme - péssimo, por sinal - chamado Sahara ou algo parecido, e como todos sabem sou uma pessoa fácil de se distrair. Lembrei! Queria comentar que a pessoa demitida não era gorda. Pois é, Paula, alguns colegas meus lamentaram grandemente a partida dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nº3 - Retomei uma leitura que já dura meses (3, para ser mais exato. Mas vale destacar que tem 450 páginas e está escrito em francês do início do sec XIX). Na verdade eu já tinha até lido o livro inteiro (+-250 páginas). Agora acabei as notas e os apêndices (+-75 páginas). Tem ainda 50 páginas de comentários no final, q eu tb li, e no meio de tudo isso tem a parte que estou lendo. Encontrei três prefácios e alguns acrescimos que o autor resolveu fazer depois da primeira edição. Para quem se pergunta por que os prefácios (e vale a pena notar que a palavra está no plural), tem uma explicação bem curta e interessante. É que o autor foi trocando conforme reeditava a obra. Mas como eu não gosto de histórias curtas (a RBS que se cuide) vou contar a versão longa.&lt;br /&gt;A primeira edição esgotou rapidamente. Acontece que a crítica foi tão ruim com o livro que as pessoas o compravam simplesmente pelo prazer de o colocar na fogueira. Estranho, estranho... Mas vale a pena lembrar que estavamos em 1827. Daí ele escreveu o primeiro prefácio (antes tinha somente uma introdução curtinha). Era uma defesa, ok, mas mais do que isso um pedido àqueles que andavam queimando a obra: "Está bem, vocês não precisam gostar do meu livro! Mas nesse caso, simplesmente deixem de comprar! E por favor, não o queimem mais!"&lt;br /&gt;Não adiantou. Essa edição tb virou cinzas... Na terceira, ele foi mais sutíl: esclareceu que escrevia apenas para dois ou três leitores (os famosos "happy few") e se desculpou por não poder agradar às massas. Ele tocou ainda uma questão com a qual me identifiquei bastante - as pessoas desgostam certos livros porque eles as fazem pensar. As pessoas odeiam certos livros porque eles as fazem sentir. E não existe frustração maior do que nos depararmos com um tipo de felicidade que não possuimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baboseira, baboseira, baboseira... vou-me embora para patópolis!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115440349308885514?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115440349308885514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115440349308885514' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115440349308885514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115440349308885514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/07/trs-coisas-interessantes.html' title='três coisas interessantes'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29874020.post-115389074751762666</id><published>2006-07-26T02:07:00.000-03:00</published><updated>2006-07-26T02:12:27.526-03:00</updated><title type='text'>Fatos, fatos, fatos...</title><content type='html'>Um post rápido e factual: estou voltando pra casa dos meus pais até segunda ordem, o aluguel ficou caro e não encontrei um apartamento que agradasse - a todos, é preciso deixar claro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi dessa vez: as demissões no sul foram bem mais restritas do que o esperado (uma só pessoa). O que há de ser do futuro, entretanto, não sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém ler esse post antes de ler o anterior, já aviso que pode dispensar. Aquele é um post que eu não vou ficar entristecido se ninguém ler, pois eu mesmmo não sei porque escrevi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite e até breve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29874020-115389074751762666?l=quantasperguntas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/feeds/115389074751762666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29874020&amp;postID=115389074751762666' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115389074751762666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29874020/posts/default/115389074751762666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://quantasperguntas.blogspot.com/2006/07/fatos-fatos-fatos.html' title='Fatos, fatos, fatos...'/><author><name>Álvaro Lima</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14720363096757133307</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
